Leituras

Leituras de Marx indicadas pela Boitempo

Veja alguns títulos da coleção segundo a ordem publicada pela editora

15/03/2019 21:13

 

 

*Dados Boitempo Editora

Filósofo alemão, Marx é pai do socialismo científico, também conhecido como marxismo. Seus trabalhos influenciaram diversas áreas do saber humano, como a sociologia, a economia, a filosofia, a história, a crítica literária, o urbanismo e a psicologia. A Boitempo tem publicado suas obras, individuais e em parceria com Friedrich Engels, a partir de novas traduções feitas diretamente dos originais em alemão. Os livros da Coleção Marx e Engels têm se tornado referência obrigatória para os interessados em seu legado.

Abaixo, alguns títulos da coleção segundo a ordem publicada pela Boitempo. Para adquirí-los basta clicar neste link: https://www.boitempoeditorial.com.br/conteudos/autor/karl-marx-69/page=1

Manuscritos econômico-filosóficos

(Boitempo, 2004)

Publicados apenas após sua morte, os “Manuscritos” foram escritos em 1844, quando Marx tinha apenas 26 anos e antes do seu célebre encontro com Engels. Os “Manuscritos econômico-filosóficos” ou “Manuscritos de Paris” apresentam a planta fundamental do pensamento de Marx: a concentração de sua filosofia na crítica da economia nacional de Adam Smith, J.B. Say e David Ricardo. Na obra, Marx expõe a discrepância entre moral e economia, denunciando a radicalidade da exploração do homem pela empresa capitalista. Enquanto a reprodução do capital é o único objetivo da produção, o trabalhador ganha apenas para sustentar suas necessidades mais vitais, ou seja, para não morrer e poder continuar produzindo.

Sobre o suicídio
(Boitempo, 2006)

Como parte do projeto de traduzir, diretamente do alemão, toda a obra de Karl Marx, a Boitempo Editorial publica um texto inédito no Brasil, com tema e estilo muito diferentes do restante de sua produção. “Sobre o suicídio” é uma peça “insólita” em meio aos seus trabalhos, como coloca Michael Löwy em ensaio que acompanha o livro. É um Marx que trata da esfera da vida privada, das angústias da existência mediada pela propriedade e pelas relações de classe, e que antecipa temas como o direito ao aborto, o feminismo e a opressão familiar na sociedade capitalista.

Sobre a questão judaica

(Boitempo, 2010)

Em um de seus mais notáveis livros, “Sobre a questão judaica”, Karl Marx realiza reflexões sobre as condições dos judeus alemães em meados do século XIX e estabelece propostas para a solução de suas questões concretas. Mais do que a análise de uma conjuntura específica, esta obra traduz a passagem definitiva de Marx para o materialismo histórico e o comunismo, se tornando assim uma leitura fundamental para a apropriação de seu legado.

Lutas de classes na Alemanha

(Boitempo, 2010)

“Lutas de classes na Alemanha” é o nono volume da coleção Marx e Engels, na qual a Boitempo vem publicando a obra dos dois pensadores em traduções inéditas, feitas diretamente do alemão. Com prefácio de Michael Löwy e tradução de Nélio Schneider, esse livro reúne pela primeira vez alguns dos principais textos redigidos por Marx e Engels sobre as lutas de classes na Alemanha.

O 18 de brumário de Luís Bonaparte

(Boitempo, 2011)

“O 18 de brumário de Luís Bonaparte” traz a célebre análise de Karl Marx sobre o processo que levou da Revolução de 1848 para o golpe de Estado de 1851 na França. Escrito no calor dos fatos, entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, teve sua primeira publicação em maio de 1852, com o título Der 18te Brumaire des Louis Napoleon, na estreia da revista alemã Die Revolution.

A guerra civil na França

(Boitempo, 2011)

“A guerra civil na França”, texto escrito originalmente em 1871 por Karl Marx como “Terceira Mensagem do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT)” e difundido como livro na Europa e nos Estados Unidos. Em edição posterior, de 1891, Friedrich Engels acrescentaria as duas primeiras mensagens de Marx para a Internacional, complementando as bases dos estudos históricos dessa que foi a primeira experiência histórica de tomada de poder pela classe trabalhadora.

Grundrisse

(Boitempo, 2011)

Muito mais que “esboços” ou adiantamento da obra maior de Karl Marx, os três manuscritos econômicos de 1857-1858 que compõem os quase lendários “Grundrisse” constituem patrimônio das ciências humanas de inestimável valor. Parte de uma luta ideológico-política pela exclusividade do “verdadeiro” Marx, a obra somente veio à luz já na primeira metade do século XX, em virtude dos conflitos centrados no controle que o Partido Comunista da ex-URSS exerceu sobre os escritos não divulgados do filósofo alemão.

O Capital (Livro I)
(Boitempo, 2011)

Certamente um dos livros mais aguardados do ano é este volume da obra-prima de crítica da economia política de Marx. Intitulado O processo global da produção capitalista, o texto procura conjugar as análises do Livro I (dedicado ao processo de produção do capital) e do Livro II o (dedicado ao processo de circulação do capital).

Crítica do Programa de Gotha

(Boitempo, 2012)

Em 1875, Marx encaminhou à cidade de Gotha um conjunto de observações críticas ao programa do futuro Partido Social-Democrata da Alemanha, resultado da unificação dos dois partidos operários alemães: a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, dirigida por Ferdinand Lassalle, e o Partido Social-Democrata dos Trabalhadores, dirigido por Wilhelm Liebknecht, Wilhelm Bracke e August Bebel, socialistas próximos de Marx.

As lutas de classes na França de 1848 a 1850

(Boitempo, 2012)

Nesta obra, Karl Marx analisa um período longo e extremamente movimentado da história francesa, apresentando algumas experiências conceitualmente importantes da Revolução de 1848-1849 e seus resultados.

Crítica da filosofia do direito de Hegel

(Boitempo, 2013)

"Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" é um divisor de águas na obra marxiana: marca a transição da chamada fase "juvenil" para a fase adulta e a consolidação dos pressupostos que irão orientar a produção do seu pensamento até sua maturidade. Ao investigar Hegel, Marx associaria definitivamente a compreensão das relações jurídicas na sociedade com as suas condições materiais; o pensar em função do ser e a alienação do povo, o "Estado real" em relação ao Estado moderno que o segrega e o burocratiza na qualidade de "sociedade civil".

Lutas de classes na Rússia

(Boitempo, 2013)

Com “Lutas de classes na Rússia”, volume inédito de escritos de Marx e Engels sobre a Rússia, o leitor tem acesso a aspectos da obra de Marx e de Engels pouco conhecidos e estudados. Para o sociólogo Michael Löwy, que organiza a seleção de textos, escritos entre 1875 e 1894, e assina a introdução, o livro evidencia “uma verdadeira ‘virada’ metodológica, política e estratégica, que antecipa, de forma surpreendente, os movimentos revolucionários do século XX”.

Trabalhadores, uni-vos!

(Boitempo, 2014)

A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) se tornou símbolo da luta de classes e influenciou as ideias de milhões de trabalhadores ao redor do planeta. O aniversário de 150 de sua fundação, em 1864, oferece uma importante oportunidade de reler suas resoluções e aprender com as experiências de seus protagonistas, para repensar os problemas do presente.

O Capital (Livro II)

(Boitempo, 2014)

Clássico originalmente publicado em 1885 na Alemanha, o volume é peça imprescindível para a compreensão plena do Livro I d'O capital e trata de forma abrangente do processo de circulação do capital, desde o consumo até a distribuição. Um dos pontos importantes examinados por Marx é a relação entre o tempo de produção e o tempo de circulação para a realização plena do mais-valor já criado.

O Capital (Livro III)

(Boitempo, 2017)

Certamente um dos livros mais aguardados do ano é este volume da obra-prima de crítica da economia política de Marx. Intitulado O processo global da produção capitalista, o texto procura conjugar as análises do Livro I (dedicado ao processo de produção do capital) e do Livro II o (dedicado ao processo de circulação do capital).

Os despossuídos

(Boitempo, 2017)

A obra reúne artigos de Karl Marx que, já em 1842, tratavam do direito sobre o uso da terra, uma questão fundamental (embora cercada de polêmicas) comum às grandes experiências socialistas. É imbuído da noção de que o primeiro roubo se dá com a primeira apropriação privada que Marx, à época um jovem de 24 anos, recém-doutorado em filosofia na Universidade de Jena, iniciou suas colaborações ao periódico Gazeta Renana, do qual mais tarde se tornaria redator.

Miséria da Filosofia

(Boitempo, 2017)

Miséria da filosofia, primeiro livro que Marx publicou sozinho e o único que redigiu em francês, foi escrito entre janeiro e abril de 1847, em Bruxelas, e saiu em edição custeada pelo autor, com tiragem de oitocentos exemplares, em princípios de julho.

Manifesto Comunista / Teses de abril
(Boitempo, 2017)

A Revolução Russa de 1917 transformou o Manifesto Comunista no texto fundamental para socialistas em todo o mundo. No centenário do evento que marcou o século XX, esse volume coloca a obra mais famosa de Marx e Engels ao lado de outro texto clássico, Teses de abril, o manifesto revolucionário de Lênin que eleva a política a uma forma de arte.

Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro

(Boitempo, 2018)

O 24º título da coleção Marx-Engels traz a tese doutoral de Marx, apresentada pelo autor à Universidade de Jena em 1841. Um Marx como você nunca viu: na direção oposta da cristalização histórica de sua imagem como teórico e militante da revolução comunista, o filósofo alemão busca tirar as consequências da ciência da natureza para pensar as condições da liberdade humana.

O Deus dinheiro

Karl Marx e Maguma

(Boitempo, 2018)

Em O Deus Dinheiro, o artista espanhol Maguma cria um mundo surreal alimentado pelo desejo insaciável do consumismo, baseado no conto bíblico da Queda e em extratos dos Manuscritos econômico-filosóficos, escrito por Karl Marx em 1844. À época, Marx era um jovem contestador e crítico de um ainda emergente mundo de ganância e consumo desenfreado. Neste impactante e feroz narrativa visual sobre o mundo em que vivemos hoje, Maguma recria esse histórico desabafo contra o poder hipnotizante do dinheiro no contexto dos desdobramentos contemporâneos do capitalismo, em que a disseminação da avareza em escala global está nos conduzindo à extinção dos bens comuns.

Escritos ficcionais

Karl Marx

(Boitempo, 2018)

Em 1837, com apenas dezenove anos, o jovem Karl Marx compôs uma peça de teatro, Oulanem, e um breve romance satírico, Escorpião e Félix, nos quais ridiculariza e condena as convenções burguesas, a aristocracia e o pedantismo intelectual. Esses textos, escritos por um Karl antes do Marx que conhecemos, foram redescobertos em 1929 e, desde então, raramente publicados.

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