Mãe Terra

Derrame de combustível provoca catástrofe ambiental num rio do norte da Rússia

Fuga de 20 mil toneladas de produtos petrolíferos de central termoelétrica em Norilsk, no Ártico. Agência de Pescas do país diz que o rio Ambarnaya demorará décadas a recuperar do sucedido

03/06/2020 14:52

Imagem do rio Ambarnaya poluído (WWF/Twitter)

Créditos da foto: Imagem do rio Ambarnaya poluído (WWF/Twitter)

 
A 29 de maio, um tanque de combustíveis perdeu pressão e começou a verter combustível e lubrificantes, causando um fogo numa área de 350 metros quadrados. O rio próximo da central elétrica onde este incidente ocorreu vai demorar décadas a recuperar.

Esta fuga aconteceu na central termoelétrica de uma pequena e remota cidade russa do Ártico, Norilsk, que tem 180 mil habitantes. Uma localidade construída à volta do principal produtor mundial de níquel e de paládio, a Norilsk Nickel. A entrada de cidadãos estrangeiros nesta cidade requer um visto especial. A empresa assegura que está a fazer todos os possíveis para lidar com o derrame e que trouxe especialistas de Moscovo para que a poluição não se dissemine ainda mais e para retirarem o combustível do rio entre dez a 14 dias. Terão entretanto sido removidos 500 metros cúbicos de produtos poluentes e equipa de 90 trabalhadores continua no local.

As autoridades locais declaram situação de emergência

Terão vertido 20 mil toneladas de produtos derivados de petróleo para o rio Ambarnaya. A escala do acidente fez Dmitry Klokov, porta-voz da Agência Estatal para as Pescas, citado pela Reuters, a classificá-lo como uma catástrofe ambiental, sublinhando que vão demorar décadas antes que seja possível uma regeneração do curso fluvial e de todo o sistema aquífero de Norilo-Pyasinsky.

Ainda assim, as barreiras flutuantes colocadas na água terão permitido conter a poluição, impedindo-a de chegar a um grande lago da região, segundo a associação ambientalista World Wild Fund, que requer uma monitorização da qualidade da água para assegurar que esta não se está a espalhar ainda mais.

*Publicado originalmente em Esquerda.net



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