Mãe Terra

Proposta climática de Bernie Sanders é mais radical que a de seus oponentes

 

04/09/2019 14:54

Sen. Bernie Sanders fala durante um comício na Universidade Howard, em 13 de Maio de 2019, em Washington, D.C. (Alex Wong/Getty Images)

Créditos da foto: Sen. Bernie Sanders fala durante um comício na Universidade Howard, em 13 de Maio de 2019, em Washington, D.C. (Alex Wong/Getty Images)

 
Se você tentasse delinear um programa com o intuito de atingir o alto escalão das corporações mais poderosas do mundo e os políticos cujas carreiras elas financiam, você teria algo parecido com o que Bernie Sanders revelou no dia 22 de agosto em sua versão do New Deal Verde, orçada em US$ 16,3 trilhões. Esse é um ponto. “Nós precisamos de um presidente que tenha a coragem, a visão e o referencial para enfrentar a ganância dos executivos dos combustíveis fósseis e da classe bilionária que se interpõe no caminho da ação climática”, afirma o plano na introdução, ecoando uma frase famosa de Franklin Delano Roosevelt: “Nós precisamos de um presidente que receba esse ódio de braços abertos”.

A partir da proposta apresentada pela deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez e pelo senador Ed Markey em abril, Sanders delineia um sistema abrangente, que geraria energia limpa estatal, daria origem a 20 milhões de novos empregos, acabaria com as importações e exportações de combustíveis fósseis, reavivaria a rede de segurança social, repararia injustiças históricas, como o racismo ambiental, e investiria de forma prolífica na descarbonização tanto dentro como fora dos Estados Unidos — entre muitas e muitas outras coisas. Não seria apenas uma transição para afastar a sociedade americana dos combustíveis fósseis, mas também a reavaliação de falácias que circulam há décadas, com o patrocínio da direita, acerca dos respectivos papéis do governo e da economia.

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