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Rádio Carta Maior: Fórum Popular da Natureza

Sustentabilidade ambiental é incompatível com capitalismo, afirmam organizadores

05/07/2020 14:33

 

 

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Rádio Carta Maior - Especial

FÓRUM POPULAR DA NATUREZA

Sustentabilidade ambiental é incompatível com capitalismo, afirmam organizadores.

GILMAR MAURO
, da Coordenação Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e EDUARDO ZANATTA, da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia e da Rede Iberoamericana Espacio Sin Fronteras, falam sobre a origem, missão e resultados do lançamento do Fórum Popular da Natureza.

Por Carlos Tibúrcio .

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GILMAR MAURO, da Coordenação Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e do Fórum Popular da Natureza.

O lançamento que fizemos agora em junho do Fórum Popular da Natureza - obrigatoriamente virtual, devido à pandemia - foi um sucesso na medida em que tivemos mais de 70 mil participantes e 35 mesas de debates de qualidade.

A questão essencial do Fórum é a ambiental. Os indicativos de todos os estudos científicos apontam para um processo de aquecimento global, fruto da forma predatória do capitalismo em relação aos recursos naturais.

É incompatível sustentabilidade com capitalismo - essa pelo menos é a conclusão do grupo que criou o Fórum Popular da Natureza.

E a ideia é ir construindo esse processo passo a passo, a partir do Brasil, dialogando com várias iniciativas internacionais como, por exemplo, a Economia de Francisco e a retomada do Fórum Social Mundial.

Queremos que esse processo seja cada vez mais amplo e popular e vamos formar núcleos e grupos temáticos do Fórum no Brasil e também em outros países.

EDUARDO ZANATTA, gestor ambiental, integrante da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, da Rede Iberoamericana Espacio Sin Fronteras e do Fórum Popular da Natureza.

Como missão, o Forum Popular da Natureza, em convergência com o Fórum Social Mundial, se propõe a criar um espaço de articulação onde organizações, movimentos, cidadãos e cidadãs possam consolidar, de forma democrática e horizontal, um amplo movimento de resistência e luta contra a destruição planetária e, ao mesmo tempo, construir alternativas econômicas, sociais e culturais ao modelo produtivista dominante.

A elevação da temperatura na Sibéria que chegou a 38 graus; a nuvem de gafanhotos na região Sul da América; o assoreamento do principal rio do Pantanal; as queimadas na Amazônia - apenas alguns exemplos de graves conflitos ambientais que estão acontecendo em tempo real.

Vamos encarar uma nova normalidade na busca de um outro mundo possível. A sociedade civil organizada pode e deve liderar esse processo por meio de organizações e movimentos e do processo em construção dos Fóruns.




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