Mãe Terra

Relatório revela impacto significativo de ativismo climático na redução das emissões

Os autores do relatório "Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo", do Climáximo, assinalam que o ativismo pode ser a forma mais eficaz para os cidadãos em termos de reduzir os seus impactos climáticos

09/08/2018 08:55

 

 

Numa nota publicada no seu site, o Climáximo refere que “o movimento anti-petróleo em Portugal preveniu as emissões de aproximadamente 10 mil toneladas de CO2 nos últimos dois anos, graças ao cancelamento e adiamentos de contratos de exploração de gás e petróleo”.

“O movimento conseguiu pressionar o governo para cancelar, ou não renovar dois terços dos contratos existentes no início da legislativa e ainda conseguiu fazer adiar o furo de Aljezur do consórcio ENI/GALP, que foi inicialmente marcado para 2016”, lê-se na missiva.

Os autores do relatório, Sinan Eden (ativista do Climáximo) e Luís Fazendeiro (ativista da Plataforma Algarve Livre de Petróleo e investigador em transição energética), concluem que “os movimentos sociais são capazes de produzir resultados incríveis” e que “participar em movimentos sociais é, possivelmente, a estratégia mais eficiente para redução de emissões para cada pessoa portuguesa: as emissões evitadas chegam aos 75% de emissões anuais por activista, um valor muito mais elevado do que em qualquer outra estratégia”.

O relatório "Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo" está disponível em inglês e em português no site do Climáximo:

Lutar para Vencer (versão em português)

Fight to Win (versão em inglês)

*Publicado originalmente na Esquerda.net

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