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Temporal provoca transbordamento de água radioativa na central de Fukushima

A força das chuvas e dos ventos do tufão Wipha, que já vitimou 27 pessoas, quebrou os mecanismos de segurança da central nuclear de Fukushima no Japão.

22/10/2013 00:00

Esquerda.Net

Créditos da foto: Esquerda.Net

As fortes chuvas de domingo fizeram transbordar água contaminada em 12 pontos dos tanques de armazenamento do líquido radioativo, contou um porta-voz da operadora central à agência de notícia Efe.
 
A Tokyo Eletric Power esperava que caíssem entre 30 a 40 milímetros de água das chuvas na central nuclear, mas acabou por cair mais do triplo do esperado, 127 milímetros, o que fez com que os mecanismos previstos para estancar o líquido entrassem em ruptura.
 
“Tentamos bombear a água, mas não foi o suficiente”, detalhou o porta-voz , que confirmou que subestimaram o impacto da tempestade e não puderam fazer nada para evitar que transbordasse as barreiras de contenção.
 
Os técnicos registaram uma leitura máxima de 710 becqueréis por litro de radiação na água transbordada, cerca de 24 vezes superior ao limite de 30 becqueréis por litro de substâncias contaminadas estabelecido pelo Governo.
 
“Nestes momentos, estamos a investigar (…) ainda não temos conhecimento da quantidade de água nem descartarmos que uma parte poderá ter sido derramada para o oceano”, acrescentou.
 
Há apenas cinco dias, os técnicos da central puseram em marcha uma operação de emergência para conter as fortes chuvas e os ventos do devastador tufão Wipha no Japão, que até ao momento esteve na origem de 27 mortes.
 
Como parte da operação, a TEPCO abriu as válvulas de drenagem e verteu para o mar líquido contaminado com índices radioativos inferiores aos 15 becqueréis de césio 134 por litros, uma medida permitida pela Agência de Regulação Nuclear do Japão.
 
Este novo problema na central ocorreu num mês em que a central registou diversos erros humanos que causaram fugas massivas de água contaminada ou novos derrames para o mar.
 
A acumulação de água altamente radioativa é, neste momento, o principal problema para os cerca de 3.500 funcionários que trabalham diariamente na central, com o objetivo de colocar um ponto final na crise atômica iniciada pelo tsunami de 11 de março de 2011.



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