Memória

Como foi a comemoração do aniversário 150 do natalício de Lenin

 

26/04/2020 17:39

Lenin morreu de um infarto cerebral em janeiro de 1924 (@rbth_es)

Créditos da foto: Lenin morreu de um infarto cerebral em janeiro de 1924 (@rbth_es)

 
No dia 22 de abril se comemorou, em vários lugares do mundo, os 150 anos do nascimento do revolucionário russo, cujas ideias socialistas continuam sendo uma referência às transformações sociais em muitas partes do mundo.

Na Rússia, o acontecimento provocou celebrações em Moscou e em várias outras cidades do país, incluindo Ulianovsk, sua cidade natal. O mesmo se reproduziu em algumas das repúblicas que formavam a antiga União Soviética, como Bielorrússia, Azerbaijão e Turcomenistão.

Também houve atos em sua homenagem em diversos países europeus e asiáticos. Na Alemanha, o Partido Comunista local realizou uma cerimônia para recordar o líder bolchevique. No Vietnã, também houve atos em sua homenagem.

Na América Latina, o evento mais importante em sua memória aconteceu em Cuba, e contou com a presença de importantes figuras governamentais e do Partido Comunista Cubano.

Quem foi Lenin

O líder da Revolução Bolchevique, Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido como Lenin, foi o promotor de ideais para a construção do socialismo que ainda se refletem nos processos de mudança que a América Latina está passando, e que são conhecidos em todos os cantos do mundo.

Lenin nasceu em 1870, em Simbirsk (atual Ulianovsk, nome adotado em sua homenagem), na Rússia. Sempre se destacou como um bom aluno. Começou sua graduação em direito na Universidade de Kazan, mas terminou na Universidade de São Petersburgo em 1892.

A partir dessa data, ele começou a se relacionar com grupos revolucionários marxistas, que o levaram a um exílio na Sibéria, em 1897, onde escreveu seu livro “O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia”, já sendo casado com Nadezhda Krupskaya. Mais tarde, em 1905, refugiou-se na Suíça, onde teve tempo de escrever “Materialismo e Empiriocriticismo”.

Lenin retornou a São Petersburgo em 1917, quando a Rússia estava sendo derrotada pelos alemães na Primeira Guerra Mundial, com a derrubada do czar Nicolau II e o estabelecimento de um governo provisório do tipo burguês. Isso motivou Lenin a proclamar a “Tese de Abril”, na qual exigia a saída da Rússia da guerra e o começo do socialismo.

Ele escreveu importantes ideias sobre o comportamento da economia na transição do capitalismo para o socialismo; as implicações da política externa e do internacionalismo proletário; relações e ciências internacionais para promover o novo sistema, bem como a necessidade de treinamento ideológico socialista.

Em 1918, ele apoiou a assinatura do tratado de Brest-Litovsk, que restabeleceu a paz com a Alemanha. Nesse mesmo ano, foi vítima de um ataque, no qual foi baleado três vezes, apesar de ter sobrevivido. Em 1919, fundou a Internacional Comunista (Komintern).

Além disso, Lenin ajudou Tróstski, um político revolucionário russo, na formação do Exército Vermelho, que se levantou diante do Exército Branco dos inimigos da revolução. Em meio a esse conflito, ele também foi capaz de controlar as facções opositoras.

A partir de 1921, ele aplicou a Nova Política Econômica (NEP), restaurando a propriedade privada em vários setores da economia.

Mais tarde, em 1922, sua saúde começou a enfraquecer. Ele sofreu ataques cardíacos que o distanciaram da política. Finalmente, em maio de 1923, ele decidiu se mudar para Gorki, onde morreu em função de um derrame, em 21 de janeiro de 1924.

*Publicado originalmente em 'Telesur' | Tradução de Victor Farinelli



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