Mídia

Já está claro que Bolsonaro agirá contra a imprensa. A questão é como a imprensa agirá com Bolsonaro

 

08/11/2018 13:32

Na reta final da campanha, Jair Bolsonaro (PSL) atacou a imprensa dez vezes por semana (Erick Dau/Farpa/Folhapress)

Créditos da foto: Na reta final da campanha, Jair Bolsonaro (PSL) atacou a imprensa dez vezes por semana (Erick Dau/Farpa/Folhapress)

 

Na quinta-feira, O Estado de S. Paulo rasgou elogios a Jair Bolsonaro. O editorial “Disposição bem-vinda” considerou “reconfortante” o presidente eleito ter “ciência” da necessidade de uma reforma previdenciária. Poucas horas depois de o jornal ir ao ar na internet e ser entregue impresso aos assinantes, o Estadão foi barrado na primeira entrevista coletiva pós-vitória do deputado. Também foram vetados repórteres dos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico, da rádio CBN e da Empresa Brasil de Comunicação (à qual se vincula a TV Brasil, que Bolsonaro pretende extinguir ou privatizar).


A uma semana da votação do segundo turno, o então candidato discursara por celular para manifestantes aglomerados na avenida Paulista. Vociferou: “A Folha de S. Paulo é o maior fake news do Brasil. Vocês não terão mais verba publicitária do governo”; “Imprensa vendida, meus pêsames”. No dia seguinte à eleição, foi entrevistado pelo Jornal Nacional e falou mais sobre a Folha: “Por si só esse jornal se acabou. Não tem prestígio mais nenhum”.

*Continue lendo este conteúdo no The Intercept Brasil*

Conteúdo Relacionado