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Latinoamericana ganha prêmio Jabuti 2007

22/08/2007 00:00

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Créditos da foto: Divulgação
SÃO PAULO - A Latinoamericana, Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe, publicada pela Boitempo Editorial e coordenada por nosso articulista Emir Sader e Ivana Jinkings, ganhou o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Ciencias Humanas. O prêmio Jabuti, que tem curadoria de José Goldfarb, é dos mais antigos em atividade no Brasil, e dos de maior prestígio.

A Latinoamericana tem cerca de 1400 páginas, e quase mil verbetes sobre os mais variados assuntos, de política a gastronomia, de literatura a esportes, e assim por diante. Trata da América Latina e do Caribe a partir de 1950, embora em seus verbetes haja referências históricas anteriores. Ela contou com 120 colaboradores de muitos países, entre eles vários colaboradores ou redatores da Carta Maior, como Ana Esther Ceceña, Atilio Boron, Flávio Wolf de Aguiar, Francisco de Oliveira, Gian-Carlo Delgado Ramos, Gilberto Maringoni, Marcel Gomes, Marcio Pochmann, Pablo Gentili, Ricardo Antunes.

No seu Conselho Consultivo estãp Boaventura de Souza Santos, Eduardo Galeano, István Mezsáros, Marilena Chauí, Michael Löwy e Pablo González Casanova.

A recepção da Latinoamericana na mídia brasileira convencional foi entre fria e desdenhosa, com poucas exceções. Talvez a temática da América Latina não tenha agradado, ou quem sabe a Enciclopédia foi considerada demasiadamente à esquerda, pela orientação de seus organizadores e da grande maioria de seus colaboradores. Ainda assim, embora seja uma Enciclopédia auto definida como "de posição", os verbetes são abrangentes e se pautam por procurar caracterizar o mosaico de posições ideológicas no continente.

Segundo Ivana Jinkings diz na Apresentação: "Vista de fora, essa região do planeta ainda pode parecer uma grande oportunidade perdida. No entanto, a partir deste início do século XXI nada será como antes nas terras que Simón Bolívar sonhou unificar. Porque a América Latina mudou, e porque tudo o que se passa em nossos países aponta para um futuro sem roteiros preestabelecidos. É dessa América Latina, que emerge como um conjunto para si, por meio de caminhos próprios, que este volume trata. Como um instrumento fundamental de auto-conhecimento e de divulgação de um espaço geográfico, histórico, cultural muito maior que a submissão com a qual foi historicamente identificado".

De fato, algo que a direita jamais compreenderá. Ou aceitará.

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