Movimentos Sociais

Carta Maior Especial
Fórum Social Mundial rumo ao México - Janeiro de 2021

Entrevistas com Rosa Elva Zuñiga e Mauri Cruz

 

14/02/2020 16:06

 

 
RÁDIO CARTA MAIOR ESPECIAL

Fórum Social Mundial rumo ao México - Janeiro de 2021

Integrantes do Conselho Internacional do FSM, que se reuniu em janeiro em Porto Alegre e construiu consenso sobre a necessidade de revigorar politicamente o processo do Fórum em nível mundial rumo ao México. 

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Ouça agora Rosa Elva Zuñiga López, a ROSI, Secretária Geral do CEAAL México - Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe - e integrante do Grupo Facilitador do Fórum Social Mundial do México.



E também MAURI CRUZ, da diretoria executiva da Abong - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - e membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.



A Carta Maior - uma mídia contra-hegemônica que nasceu com o Fórum Social Mundial e possui um dos maiores acervos de coberturas jornalísticas sobre esse processo - lança agora por sua Rádio uma série de entrevistas e debates sobre o FSM Rumo ao México, agendado para o final de janeiro de 2021, em contraposição política ao Fórum Econômico Mundial de Davos e em comemoração aos 20 anos da criação do FSM em 2001, em Porto Alegre.

Nesta série de entrevistas e debates, Carta Maior ouve   conselheiros e conselheiras que participaram da reunião do Conselho Internacional realizada nos últimos dias 25 e 26 de janeiro, em Porto Alegre, no contexto do Fórum Social das Resistências.

ROSI, CEEAL-México:

O desafio é construir o FSM do México como um processo e envolver amplos movimentos sociais em todo o mundo.

Há também o desafio de dialogar com o que se passa no México porque hoje vivemos um período de esperança política.

Esse processo deve contribuir para a construção do poder popular de baixo para cima.

O CEEAL, presente em 21 países, vai atuar fortemente como um dos facilitadores do processo do FSM rumo ao México, levando o legado de Paulo Freire.

MAURI, ABONG:

Saímos do FSM de Salvador em 2018 com muitos compromissos e tarefas, que agora se projetam nesse processo rumo ao México, para o qual contribuiu o recente Fórum Social das Resistências de Porto Alegre.

O maior desafio é a nossa capacidade de rearticulação política em nível mundial, diante de tantas e profundas mudanças econômicas e sociais e desta conjuntura adversa, fortemente neoliberal e neofascista.

O FSM é um processo e não apenas os cinco dias do evento mundial: é o antes, o evento em si e o pós evento. E deve se constituir numa grande estratégia de resistência e realizações em nível global, planetário, que é necessária e urgente.

Como Abong, participamos da Mesa de Articulación, que é a reunião das plataformas de Ongs da América Latina e Caribe. E a companheira Iara Pietricovisky, do INESC, preside o Foruns, que é a reunião das plataformas nos cinco Continentes. Tudo isso deverá se dedicar à construção do FSM rumo ao México.

Esse processo deve contribuir para o enfrentamento do capitalismo, das desigualdades, da questão ambiental e dos debates e ações voltados para a construção de um outro mundo possível.


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