Pelo Mundo

A América Latina vai mudar

Boletim Semanal de Notícias sobre a América Latina - de 5 a a 11 de abril

11/04/2021 10:04

(Arte/Carta Maior)

Créditos da foto: (Arte/Carta Maior)

 


ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO EQUADOR

Na reta final, líder indígena garante “respaldo absoluto” à Andrés Arauz

O líder da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), Jaime Vargas, manifestou o “respaldo absoluto” à candidatura de Andrés Arauz à presidência pelo movimento União pela Esperança (UNES). As eleições serão realizadas neste domingo (11) entre o jovem economista Arauz, ex-ministro de Rafael Correa, e o banqueiro Guillermo Lasso.

Durante a reunião, celebrada na reta final da campanha na comunidade Kofán Dureno, na província amazônica de Sucumbíos, o presidente da Conaie defendeu a necessidade de o governo começar a atender as demandas dos povos indígenas. Vargas sublinhou que “esta é uma decisão coletiva” e que os indígenas querem ver cumprido o compromisso com a educação intercultural e com a liberdade dos mil perseguidos políticos.

O apoio do movimento indígena é considerado fundamental, não apenas do ponto de vista eleitoral, mas também político, pelo seu histórico de lutas. Em outubro de 2019, lideraram uma revolta contra o pacote do FMI imposto pelo presidente Moreno, que impôs um aumento de 123% no preço dos combustíveis. A repressão deixou um saldo de 11 mortos, 1380 feridos e mais de mil detidos. Também foram decisivos nas revoltas populares que derrotaram três presidentes, entre 1997 e 2005.

Arauz agradeceu o apoio das nacionalidades indígenas e publicou no Twitter: “Estamos construindo a unidade nacional, colocando o Equador à frente”. A mensagem foi ilustrada com uma fotografia em que levanta as mãos junto a Vargas.

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COFRES EQUATORIANOS

Sistema financeiro irriga campanha e “pesquisas” do banqueiro Lasso contra Arauz

Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais do Equador, que serão definidas no domingo (11), o sistema financeiro escancarou os cofres para eleger o banqueiro Guillermo Lasso contra o economista Andrés Arauz.

Com testas-de-ferro e todo tipo de mecanismos, o sistema financeiro está irrigando com dólares não apenas a campanha de Lasso propriamente dita, mas a guerra suja com mentiras e a divulgação de levantamentos manipulados, apagando o rastro do dinheiro ilegal. Duas “empresas de opinião” vinculadas ao banqueiro, a Cedatos e a Livercostas, são casualmente as únicas que dão vitória ao dono.

O banqueiro, segundo colocado no primeiro turno, recebe, por meio de laranjas, o apoio de dezenas de empresas em paraísos fiscais caribenhos. As “pesquisas” financiadas pelo esquema ilegal dão vitória a Lasso, que no primeiro turno perdeu para Arauz por 32,72% a 19,74%

Do ponto de vista estritamente econômico, a situação dos bancos equatorianos é o que justifica a tentativa de tentarem tomar de vez o poder político. “Sua rentabilidade quadruplica a dos bancos europeus ou norte-americanos e se caracteriza por sua alta concentração – 84% dos ativos em cinco entidades – e seu raquitismo creditício”.

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PERU QUER MUDANÇA

Verónika Mendoza conclama o “voto por uma Pátria nova, sem entreguismo e discriminação”

“Estamos diante de uma oportunidade histórica de abandonar a corrupção, o entreguismo, a violência, a discriminação e de construir uma Pátria nova que abrace a todos”, afirmou a candidata do movimento Juntos pelo Peru à presidência, Verónika Mendoza, na reta final de campanha, cujas eleições acontecem domingo (11).

“Que saibam os que não querem uma mudança porque lucraram com este sistema, os que enriqueceram à custa de arrematar as nossas riquezas, de depredar nossa natureza, de explorar nossos trabalhadores, de deixar morrer o nosso povo sem oxigênio e sem atendimento oportuno. Que saibam os corruptos e mafiosos: seu tempo acabou”, sublinhou Verónika.

Conforme a candidata, sua campanha é milionária, mas de emoção, “porque tem milhões de corações de gente valente”. “Isso fará que, quando cheguemos ao governo, refundaremos o país. Seguiremos irradiando propostas, luz, amor e esperança, porque esse é o caminho da mudança”, frisou.

DERROTAR A GUERRA SUJA PERUANA

Redes sociais estão difundindo mentiras contra Verónika

Frente à guerra suja e à onda de fakenews derramada contra sua candidatura, Verónika Mendoza defendeu redobrado empenho da militância e dos apoiadores. “Quero pedir que, nestes últimos dias de campanha, redobremos os esforços um pouquinho mais para difundir nossas propostas de mudança e esperança, para nos contrapor às mentiras que estão sendo difundidas nas redes sociais”, assinalou.

A candidata do Juntos pelo Peru defendeu que é essencial uma “grande coalizão” entre as diferentes organizações políticas que queiram enfrentar a pandemia da Covid-19, com investimento na saúde pública, fortalecimento do Estado e retomada do desenvolvimento. “Somos quem apresentou um plano de reativação econômica, que dissemos quanto vamos gastar e de onde vamos tirar os recursos para fazer. Apresentamos um plano claro para impulsionar a economia e a geração de empregos”, enfatizou.

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SEGUNDO TURNO NA BOLÍVIA

Departamentos bolivianos elegem governadores neste domingo

Os departamentos de Chuquisaca, La Paz, Tarija e Pando realizam o segundo turno das suas eleições para governador na Bolívia neste domingo (11). Nenhum dos candidatos destes departamentos obteve a maioria dos votos, ou 40% e uma vantagem de 10 pontos sobre seus rivais imediatos no primeiro turno, realizado em 7 de março.

Após ter ganho 240 dos 336 municípios, totalizando 71,5% dos votos, o Movimento Ao Socialismo (MAS), do presidente Luis Arce e do ex-presidente Evo Morales, venceu em Cochabamba, Oruro e Potosí, e perdeu em Santa Cruz e Beni.

Conforme o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Salvador Romero, o prazo para a entrega dos resultados das eleições é uma semana após o dia da votação, mas que espera tê-los “o mais breve possível”.

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CHILE ADIA ELEIÇÃO

Avanço da pandemia faz governo Piñera adiar eleições

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, promulgou a lei que adia por cinco semanas as eleições para prefeitos, governadores e delegados para redigir a nova Constituição, que estavam marcadas para este domingo (11), devido ao vertiginoso aumento dos casos de coronavírus.

Dessa forma, mais de 14,7 milhões de chilenos estão convocados a eleger seus representantes nos dias 15 e 16 de maio. O segundo turno das eleições para governadores será transferido de 9 de maio para 13 de junho, enquanto as primárias presidenciais serão realizadas em 18 de julho.

Com uma ocupação hospitalar em 95%, mais de 83% da população em isolamento e um número recorde de infecções devido à propagação de novas variantes, o Chile está passando pelo pior momento da pandemia, apesar de 45% dos quase 19 milhões de habitantes terem recebido pelo menos uma dose da vacina, segundo dados do Ministério da Saúde.

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NOVA CARTA MAGNA CHILENA

Hugo Gutierrez: “Constituinte é a chave da construção do Chile independente e soberano”

“A Constituinte é a chave para a construção do Chile independente e soberano”, afirmou o renomado advogado e ex-deputado federal Hugo Gutiérrez, para quem as primeiras pedras do rico processo foram “lançadas no levante popular de novembro de 2019 contra o aumento do metrô, com o povo saindo às ruas e exigindo justiça social”.

Defensor de presos políticos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), perseguido pelo desgoverno de Sebastián Piñera, candidato à Assembleia Constituinte pelo Partido Comunista, Hugo acredita que a demanda da lei maior não estava inicialmente na agenda. “Os manifestantes começaram rapidamente a identificar a manutenção da Constituição feita durante a ditadura com a fonte de desigualdade e injustiça. Viram que a legislação tinha como propósito blindar a própria existência do modelo econômico neoliberal”, assinalou.

No entendimento de Hugo, a questão chave na disputa em curso é a retomada do Estado como patrimônio público, o que “significa recuperar as estatais, vendidas a preço vil, como as empresas portuárias, elétrica, sanitária, aérea, de aço e carvão”. “Ou seja, recuperar todas as empresas entregues para que uma meia dúzia se enriquecesse”, disse. Outra questão a ser enfrentada “é a recuperabilidade dos recursos naturais entregues ao setor privado”, o que necessitará da alteração da legislação vigente.

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INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

Economista defende que o Brasil reassuma a liderança do Mercosul e reanime comércio com vizinhos

“O Brasil deveria reassumir a liderança do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e reanimar o comércio com os vizinhos”, defende o professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e coordenador do Observatório da Integração Econômica da América do Sul, Luciano Wexell Severo. O economista acredita que o Mercosul, nos seus 30 anos de existência, vive um dos seus piores momentos devido à queda nas trocas comerciais dentro do bloco e também por conta do afastamento do Brasil do papel de líder do grupo.

Em relação ao peso do Mercosul no comércio exterior do Brasil, o pesquisador destaca que, com o bloco, no ano passado, comercializamos 6,5% do valor total dos produtos que importamos e 6% do que exportamos.

“É preciso verificar o tipo de produto que exportamos para o mundo e o tipo que exportamos para a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Para o mundo, nós majoritariamente vendemos produtos primários, matérias-primas, como soja, carne de frango e de vaca, celulose, minério de ferro e café. Para o Mercosul, 85% das nossas exportações são de produtos industrializados, como automóveis, tratores, motores, calçados, alimentos processados, bebidas. Na comparação com os produtos primários, os industrializados acionam uma cadeia produtiva bem mais extensa e complexa e geram mais emprego, renda e arrecadação tributária”, ressalta.

UNIÃO É FORÇA

Blocos econômicos têm interesse no enfraquecimento do Mercosul

“No jogo político e econômico mundial, os demais blocos e países têm interesse no enfraquecimento do Mercosul”, avalia o professor Luciano. Segundo o pesquisador, “qualquer grande estrategista, seja chinês, alemão ou estadunidense, sabe a força que um bloco do hemisfério sul pode deter”.

“No Mercosul, temos grandes quantidades de petróleo, gás, água, lítio, carne, soja, celulose e minérios, que são produtos estratégicos buscados pelo mundo inteiro. Os países do bloco estabeleceram o comércio em moeda local, sem a utilização do dólar. Simbólica ou concretamente, é algo que ainda hoje fere os interesses dos Estados Unidos e arranha uma relação centenária de dependência”, assinala.

“O Mercosul continua incomodando os estadunidenses, mas hoje as maiores ameaças são a China e a União Europeia. No caso da China, porque o país em pouco tempo se tornou o nosso maior parceiro comercial comprando de nós apenas produtos primários. No caso da União Europeia, por causa do acordo de livre comércio entre os dois blocos que, após anos de resistência dos governos do Brasil e da Argentina, acabou sendo desengavetado e assinado em 2019”, acrescenta Luciano.

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MALVINAS ARGENTINAS

Governo argentino repudia manobras militares britânicas e lançamento de mísseis nas Ilhas Malvinas

O governo argentino manifestou nesta sexta-feira (9) sua “rejeição enérgica aos exercícios militares britânicos com mísseis nas Ilhas Malvinas” e alertou para “uma série de ações armamentistas a serem desenvolvidas nos próximos dias, em território ilegalmente ocupado pelo Reino Unido e que representa uma ameaça para toda a região”.

O Ministério das Relações Exteriores enfatizou ainda que considera os acontecimentos “uma demonstração de força injustificada e um afastamento deliberado dos apelos das numerosas resoluções das Nações Unidas e de outras organizações internacionais, que instam a Argentina e o Reino Unido a retomar as negociações, a fim de encontrar uma solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania que envolve os dois países na Questão das Ilhas Malvinas”.

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GUATEMALTECOS CONTRA GIAMMATTEI

“Pandemia e corrupção põem Guatemala à beira da convulsão”, alertam trabalhadores

“Embora tenha tomado posse há pouco mais de um ano, ninguém aguenta mais o governo de Alejandro Giammattei. Diante de algo tão grave quanto a pandemia da Covid-19, deixou médicos e enfermeiros sem salários e equipamentos, hospitais sem investimentos nem medicamentos. Para completar, gastaram milhões de quetzales em testes de coronavírus que eram falsos”, denuncia Julio Coj, coordenador da Comissão de Organização da União Sindical de Trabalhadores da Guatemala (Unsitragua).

Integrante da Assembleia Social e Popular (ASP), articulação de movimentos do país centro-americano, Julio Coj reitera a importância de conformar uma “aliança estratégica para combater o inimigo comum, defender a democracia e a soberania”, condena a situação de miserabilidade em que a população se vê jogada e alerta que “a pandemia e a corrupção colocaram a Guatemala à beira da convulsão social”.

Com 11,7 milhões de habitantes, o país registrava até este sábado (10) mais de 200 mil casos e 6.977 mortos pelo coronavírus, números que as organizações de direitos humanos acreditam subestimados. Os vacinados são pouco mais de 69 mil pessoas, menos de 0,5% da população, bastante limitados à cúpula e ao entorno do governo.

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AGRESSÃO MADE IN USA

Chegam a Colômbia quatro aviões militares estadunidenses C-17

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) enviou quatro aviões de transporte estratégico Boeing C-17 ‘Globemaster’ III a vários aeroportos colombianos, um fato com poucos precedentes na história recente do país.

A mídia local informou que as aeronaves aterrissaram nos aeroportos El Dorado, de Bogotá; José María Cordova, de Rionegro; Ernesto Cortissoz, de Barranquilla e no Comando Aéreo de Combate n°2 da Força Aérea Colombiana, situado em Apiay, Meta, entre os dias 30 e 31 de março.

Os Globemaster III são aviões de transporte militar pesado de longo alcance, utilizados para o deslocamento de tropas estratégicas e missões táticas, como o de lançamento de paraquedistas, criando bases avançadas.

O Comando Aéreo de Transporte Militar Colombiano anunciou em sua página web que as “poderosas” aeronaves transportaram quatro helicópteros da Polícia Nacional, que chegam ao país latino-americano após uma “manutenção maior” com o objetivo de “fortalecer a sua capacidade”.

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CONFLITO NA FRONTEIRA

Governo de Maduro pede à ONU que investigue “violência colombiana” contra a Venezuela

O governo venezuelano anunciou na terça-feira (6) que solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) uma investigação para apurar a presença de grupos paramilitares em território pátrio.

Conforme o chanceler Jorge Arreaza, o documento também pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “estabeleça um canal permanente com a Colômbia para dialogar sobre assuntos fronteiriços”. “Condenamos a criminalidade colombiana, que historicamente tem atacado a Venezuela. Não queremos que desloquem sua violência para o nosso país”, frisou o diplomata, em entrevista ao canal VTV.

Sobre a atuação de milicianos e narcotraficantes na fronteira com a Colômbia, pelo estado Apure, Arreaza denunciou que a partir do país vizinho se busca “perturbar a estabilidade e a paz”, utilizando-se de grupos criminosos para derrubar o presidente Nicolás Maduro. Por outro lado, denunciou, há um “narcoestado” instalado na Colômbia, onde o governo nada tem feito contra a produção de drogas.

“70% da cocaína que se consome no mundo é colombiana e 90% dessas drogas vai para jovens estadunidenses. Inclusive nas zonas onde há presença do Estado colombiano se cultiva a droga”, apontou.

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CRIMES ATROZES NA COLÔMBIA

ONU quer “urgência para deter a violência na Colômbia”

O secretário-general da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (7) que “é urgente frear a violência na Colômbia”. A declaração foi feita ao apresentar seu informe trimestral sobre o cumprimento dos Acordos de Paz de 2016 entre o governo e as desmobilizadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

“Continuam cometendo crimes atrozes no país” contra ex-combatentes, ativistas humanitários e líderes sociais, alertou Guterres, diante do que conclamou, “uma vez mais, que todas as entidades do Estado se mobilizem decididamente para melhorar a prevenção, a proteção e a resposta” diante dessas ameaças ao processo de paz.

Somente entre os dias 28 de dezembro de 2020 e 26 de março de 2021 foram assassinados 14 ex-combatentes das FARC (13 homens e uma mulher), totalizando 262 homicídios desde a assinatura do Acordo Final, em novembro de 2016, aponta o informe da Missão de Verificação das Nações Unidas.

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PERSEGUIÇÃO NO PARAGUAI

Paraguaios exigem a imediata libertação de Vivian Genes

Injustamente acusada pela queima de uma das sedes do Partido Colorado, ocorrida no dia 17 de março, a dirigente universitária Vivian Genes tem sido submetida a todo tipo de ameaças pela Polícia Nacional, que a mantém atrás das grades em Assunção. Os jovens Pedro Areco e Luis Trinidad já se encontram em prisão domiciliar.

O Partido Colorado, da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989), é o do presidente Mario Abdo Benítez - responsável pela falta de insumos e medicamentos para os hospitais, pelo desvio de recursos das vacinas da Covid-19 para o sistema financeiro e pela corrupção generalizada. Casualmente, o partido é também o mesmo da juíza Hilda Benítez, que incriminou os jovens.

Diante dos inúmeros “atropelos” à Constituição e ao Estado de direito promovidos pela Procuradoria, pelo Poder Judiciário e pelo governo, a Coordenadoria Estudantil da Universidade Nacional de Assunção (Ceuna) condenou a “prisão arbitrária, inconstitucional e ilegal” dos jovens e exigiu a sua imediata libertação.

A Ceuna denunciou que o governo nacional tem respondido às massivas manifestações com repressão policial, tentando desmobilizar as justas reivindicações dos paraguaios “com dezenas de prisões arbitrárias, praticando torturas a vários detidos, disparando armas de fogo e ameaçando militarizar as ruas”.

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