Pelo Mundo

A América Latina vai mudar

Boletim Semanal de Notícias da Carta Maior - de 12 a 18 de abril

18/04/2021 12:08

(Arte Carta Maior)

Créditos da foto: (Arte Carta Maior)

 



DISPUTA COM FUJIMORIS

Sindicalista Pedro Castillo vence primeiro turno das eleições presidenciais no Peru

O professor e sindicalista Pedro Castillo, do partido Peru Livre, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais, domingo (11), totalizando 2.683.454 votos (19,08%) contra 1.878.668 (13,36%) de Keiko Fujimori, filha do ditador. O segundo turno está previsto para 6 de junho.

Com 51 anos, Pedro Castillo ficou conhecido ao comandar uma prolongada greve nacional do magistério em 2017. Entre suas principais propostas está a instalação de uma Assembleia Constituinte e a defesa da “estatização ou nacionalização das principais jazidas minerais, petrolíferas, de gás e centros energéticos”.

Além da enorme fragmentação em 18 candidatos, as eleições gerais foram marcadas pelo “amplo absentismo”, já que praticamente 7,2 milhões de votantes – o equivalente a 29,8% – dos 24.424.425 eleitores não compareceram às urnas. Houve 2.140.688 (12,49%) votos em branco e 938.502 (5,47%) nulos.

Também foi fragmentada a disputa pelas 130 cadeiras do Congresso, que é unicameral. Até o cômputo de sexta-feira (16), dez partidos integrariam o parlamento, com o Peru Livre, de Castillo, liderando com 37 vagas.

O Peru vive uma grave crise institucional, que vem se arrastando e aprofundando a desilusão com a política. Sete dos seus dez presidentes desde os anos 80 foram presos envolvidos em escândalos de corrupção. Um se suicidou. Entre os ex-presidentes que se encontram encarcerados está Alberto Fujimori, pai de Keiko, acusado de perseguir, sequestrar e matar opositores, transformando o país andino numa ditadura sanguinária de 1990 a 2000. Entre outros crimes, Fujimori esterilizou mais de 300 mil mulheres pobres e indígenas com o apoio dos Estados Unidos.

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RETROCESSO NO EQUADOR

Banqueiro Lasso vence eleição presidencial com recorde de 16% de votos nulos

O banqueiro Guillermo Lasso venceu no domingo (11) o segundo turno das eleições presidenciais no Equador com 4.656.426 votos (52,36%) votos a 4.236.515 (47,64%) do economista Andrés Arauz.

Com o apoio do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), Arauz havia vencido o primeiro turno com 3.033.753 votos (32,72%), contra 1.830.045 votos (19,74%) de Lasso e 1.797.455 (19,39%) do indígena Yaku Perez.

No segundo turno, a pregação de Yaku Perez pelos votos nulos fez com que eles saltassem de 9,5% para 16%. Além disso, sua candidata à vice, Virna Cedeño, defendeu abertamente o voto no banqueiro, contribuindo para a vitória de Lasso.

Em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2013 e 2017, o banqueiro propôs a adoção de políticas neoliberais na economia, como redução da dívida pública e privatização de empresas estatais, além de estímulos para a atração de investimentos estrangeiros. Porém, ao mesmo tempo, prometeu durante a campanha aumentar o salário mínimo e acelerar a vacinação contra a Covid-19, problema que assola o país.

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TROPEÇO DO MAS NA BOLÍVIA

Movimento Ao Socialismo sofre revés nas eleições regionais

O segundo turno das eleições regionais da Bolívia, realizadas no domingo (11), foi marcado por um importante tropeço do Movimento Ao Socialismo (MAS), que perdeu em La Paz, Tarija, Pando e Chuquisaca.

Em todos os quatro departamentos [Estados], o partido do presidente Luis Arce e do ex-presidente Evo Morales alcançou em torno de 40% dos votos, em volta de 10% menos do que os primeiros colocados.

Críticos de Evo – de fora e de dentro do MAS – atribuíram ao líder a responsabilidade pelo racha e o surgimento do Jallala. A resistência à indicação da candidatura da ex-presidente do Senado, Eva Copa, à Prefeitura de El Alto, fez com que ela renunciasse ao MAS. Candidata pelo Jallala, foi eleita prefeita com 68,7% dos votos da segunda cidade mais populosa do país. Também do Jallala, o indigenista Santos Quipe venceu em La Paz.

O MAS havia obtido 71,5% dos votos nas eleições de 7 de março, conquistando 240 dos 336 municípios em disputa.

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RELATÓRIO DA OIT

América Latina e Caribe perderam 26 milhões de empregos em 2020

Cerca de 26 milhões de empregos foram perdidos na América Latina e no Caribe em 2020 como resultado da pandemia do coronavírus, aponta um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura uma queda de 57,4% para 51,7% na taxa média de ocupação.

O documento assegura que 2021 começou com um panorama trabalhista ainda mais complexo, agravado pelas novas ondas de infecção e pelos lentos processos de vacinação, que tornam ainda mais incertas as perspectivas de retomada de emprego.

O diretor da OIT para a América Latina e Caribe, Vinícius Pinheiro, reitera que a recuperação econômica vai depender da valorização do mundo do trabalho. Entre outros problemas, apontou, a região se confronta com uma elevada informalidade, desigualdade persistente, baixa produtividade e pouca cobertura de proteção social, tudo isso somado a trabalho forçado e infantil.

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INJUSTIÇA PARAGUAIA

Lideranças estudantis são mantidas presas no Paraguai

A Justiça do Paraguai decidiu manter sob prisão domiciliar três lideranças que têm se destacado nas massivas manifestações contra o governo de Mario Abdo Benítez, responsável pelo desvio de recursos das vacinas da Covid-19 para o sistema financeiro e de todo o tipo de corrupção.

O presidente Marito, como é conhecido, é figura de expressão da Aliança Nacional Republicana (ANR) – o Partido Colorado -, sucessor de Horacio Cartes (1913-1918), representante da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).

Os dirigentes estudantis da Universidade Nacional de Assunção (UNA), Vivian Genes e Pedro Areco, e o promotor cultural Luis Trinidad estão sendo injustamente acusados pela queima de uma sede dos colorados na capital paraguaia, no dia 17 de março, diante da qual sequer se encontravam.

Submetida a todo tipo de ameaças pela Polícia Nacional, Vivian foi mantida atrás das grades até a última segunda-feira (12), quando seus advogados conseguiram sua transferência para prisão domiciliar.

HERANÇA DE STROESSNER

Organizações de direitos humanos condenam criminalização da militância

Filiada e militante colorada, a juíza Hilda Benítez Vallejos tem sido alvo de protesto dos estudantes em frente à sua residência e ao parlamento pela postura completamente parcial com que tem se comportado, afrontando as próprias determinações da Corte Suprema de Justiça.

Referência na luta pela Justiça no Paraguai e do movimento de solidariedade aos camponeses de Curuguaty, a ex-presa política de Stroessner, Guillermina Kanonnikoff se somou às organizações humanitárias em apoio à juventude.

“Na realidade, o governo segue com suas práticas strosnistas, que tem agora um dos seus últimos esperneios”, afirmou Guillermina, reiterando que se trata de uma perseguição claramente política. “Os dirigentes foram injusta e arbitrariamente presos sem que tivessem sido apresentadas quaisquer provas contra eles. Foram perseguidos e criminalizados por este governo de inúteis, incompetentes e corruptos que tem como marca o roubo aos cofres públicos e o fracasso diante da pandemia”, frisou.

Vale lembrar, recordou Guillermina, “que foi dado um cheque em branco aos governistas e em mais de um ano nada fizeram, colocando o nosso país numa situação caótica em que não há uma única cama de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), com o povo morrendo abandonado nos corredores dos hospitais e nas suas próprias casas”.

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SÓ ACIMA DE R$ 9 MIL MENSAIS

Argentina isenta do Imposto de Renda 93% dos trabalhadores

O Senado da Argentina aprovou a isenção do Imposto de Renda para cerca de 93% dos trabalhadores do país ao elevar a cobrança do tributo somente para quem recebe mais de 150 mil pesos mensais (cerca de R$ 9 mil).

A medida beneficiará 1,2 milhão de trabalhadores assalariados e aposentados que são a maior parte da pirâmide de ingressos. Com a mudança, apenas 7% dos assalariados pagarão o IR. A votação teve um caráter quase unânime no Senado e já havia sido aprovada também com ampla maioria pela Câmara dos Deputados, com somente três abstenções.

De acordo com o jornal Página12, este benefício se consolida em meio ao debate sobre a necessidade de uma nova Renda Familiar de Emergência para cobrir a queda das entradas com os setores de menores recursos, “em um cenário em que a pobreza afeta 42% no país”.

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ASSÉDIO CRIMINOSO DOS EUA E UE

Venezuela denuncia perseguição financeira à fórum da ONU

A crescente asfixia e sabotagens movidas por parte dos governos dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) tem dificultado significativamente a luta da Venezuela contra a pandemia da Covid-19, incluindo a compra de vacinas, denunciou segunda-feira (12) o chanceler Jorge Arreaza durante intervenção no Fórum de Financiamento para o Desenvolvimento do Conselho Econômico e Social (Ecosoc) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Conforme o ministro das Relações Exteriores venezuelano, seu país “não só enfrenta a pandemia, mas também deve lutar contra o bloqueio criminoso e a perseguição financeira dirigida pelos EUA e pela UE, que até nos impede de ter acesso às vacinas”.

As medidas coercitivas adotadas contra seu país já geraram perdas de pelo menos US$ 24,2 bilhões. “E como se não bastasse, atualmente, existem mais de US$ 5,47 bloqueados ilegalmente em bancos internacionais que foram destinados à aquisição de alimentos, remédios e insumos para o povo venezuelano”, acrescentou.

A ameaça da imposição de sanções secundárias é o principal obstáculo ao investimento estrangeiro e à expansão dos mercados que dinamizam a economia nacional e regional.

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PANDEMIA SE AGRAVA NO CHILE

Desaprovação a presidente chega ao nível mais baixo da história

A aprovação do presidente Sebastián Piñera despencou na última semana arrastada pela situação crítica no Chile, a pandemia do Covid-19 e a má gestão da crise, indica pesquisa divulgada na segunda-feira (12).

Conforme levantamento da Plaza Pública, da consultoria Cadem, o apoio ao presidente caiu seis pontos em apenas sete dias, passando de 20 para 14%, coincidindo com os piores momentos da pandemia do Covid-19.

O nível é o mais baixo desde dezembro do ano passado, quando alcançou 12% e o coloca perto dos piores dias da agitação social que eclodiu em outubro de 2019, quando a aprovação do presidente entrou em colapso e ficou em média entre 12 e 13 pontos percentuais.

O executivo como um todo também continuou a perder apoio, pela forma como está administrando a crise de saúde, que caiu 23 pontos percentuais em seis semanas e bate agora nos 35%.

Especialistas indicam que o levantamento antecipado de restrições (como abertura de academias, cassinos e escolas) e a autorização de viagens com a vacinação contribuíram para o aumento das infecções, além das novas variantes do vírus.

Na quinta-feira (15), as novas infecções chegaram a 7.357 e foi registrado um recorde de óbitos em 24 horas: 218. É o maior número desde o primeiro caso de coronavírus registrado no país em março de 2020. Até então o número de mortos somava 25.548 e o de contagiados 1,09 milhão.

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VACINAÇÃO AVANÇA, MAS RELAXAMENTO TAMBÉM

Cresce a rejeição a Piñera: “inação irresponsável”

O Chile desenvolveu uma campanha de vacinação massiva na qual metade dos 15,2 milhões considerados “população alvo” já tomou ao menos a primeira dose (80% dos 19 milhões de habitantes). Do total vacinado, 5,1 milhões já receberam as duas doses, o que equivale a 32,7%.

Mas, ao mesmo tempo, pioraram enormemente os indicadores sobre a situação da Covid-19, que muitos especialistas atribuem ao relaxamento das medidas sanitárias indicado pelo próprio governo, sobretudo durante a etapa de férias nos meses de janeiro e fevereiro, cujos resultados desastrosos estão aparecendo agora.

Na semana passada, recordes de novos contágios foram batidos quase diariamente. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) se encontram completamente lotadas, com os hospitais sem leitos e números cada vez maiores de falecidos, o que levou o Ministério de Saúde a qualificar a situação de “crítica”.

Diante do agravamento da crise, cinco candidatos presidenciais da oposição - marcada para 21 de novembro - assinaram um comunicado no qual apontam que tais números "são catastróficos, mostram o evidente e imenso fracasso deste governo em lidar com a pandemia" pelo que descreveram como "inação irresponsável".

Da mesma forma se pronunciaram os presidentes de 15 partidos, movimentos de oposição e as executivas dos 18 maiores sindicatos do setor de saúde do país. Em uma declaração pública eles responsabilizaram o governo por “sua atuação errática e contraditória”. Eles denunciam ainda a atitude triunfalista de Piñera, baseada no avanço do processo de vacinação, porém negligente com as demais estratégias de contenção sanitária.

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MEXICANA DISCIPLINA

Câmara dos Deputados do México cancela licença para quem vende combustível roubado ou adulterado

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (14) por 292 votos a favor e 153 contra uma reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que concede ao governo a autoridade para intervir na comercialização ou armazenamento de combustível, particularmente em empresas que vendem produtos roubados ou contrabandeados.

A medida foi defendida pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), do presidente López Obrador Morena, e por seus aliados, que se contrapuseram aos que alegam que ela prejudicará os consumidores e que se tratará de “desapropriação”.

O deputado Pablo Gómez Álvarez, do Morena denunciou o ataque dos contrários à regulamentação. “O que queremos expropriar? Postos de gasolina? Empresas que não têm ativos fixos, que são feitas de papel, que movimentam mercadorias sem ter nada. Elas alugam tudo. Não tem um tanque sequer para armazenar”, declarou.

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BANHO DE SANGUE NA COLÔMBIA

Assassinado o 264° ex-guerrilheiro das FARC após os Acordos de Paz

O jovem Fayber Camilo Cufiño Mondragón, desmobilizado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e signatário do Acordo de Paz entre essa força insurgente e o Estado em 2016, foi assassinado na quarta-feira (14) à noite. Frank Moreno, como era conhecido, foi morto por homens armados, quando se dirigia de motocicleta para casa, na cidade do departamento de Meta.

No mesmo local, há mais de quatro anos, de 13 a 19 de setembro de 2016, foi realizada a última conferência das extintas FARC, onde cerca de 1.500 guerrilheiros deixaram as armas e se comprometeram com o Acordo de Paz.

Com a sua morte, sobe para 264 – dos quais 15 neste ano - o número de desmobilizados assassinados desde a assinatura do Acordo. Segundo líderes do partido Comunes (antes partido FARC, que nasceu como proposta da extinta guerrilha), trata-se de um fenômeno sistemático que busca silenciar as vozes que apostam na reincorporação ao processo de pacificação.

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FERNÁNDEZ DESMENTE FAKE DE BOLSONARO

“Na Argentina as Forças Armadas estão aí para dar apoio às pessoas”

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, respondeu quinta-feira (15) a uma postagem em que Jair Bolsonaro escreveu: “Exército Argentino nas ruas para manter o povo em casa./- Toque de recolher entre 20h e 08h./- Bom dia a todos”.

Rapidamente, Fernández desmentiu Bolsonaro, esclarecendo que no país vizinho os militares desempenham um papel de combate à pandemia de coronavírus. “É preciso explicar para ele um pouco de como funciona a Constituição. Em primeiro lugar, na Argentina, não tem toque de recolher. Um segundo ponto: na Argentina as Forças Armadas não fazem a segurança interna".

O presidente argentino ressaltou que lá “são oficiais que fizeram a carreira na democracia, defendem as instituições e, a partir deste espaço, têm colaborado de modo magnífico na pandemia, levando assistência a locais de maior vulnerabilidade”.

Na quarta-feira (14) à noite, o governo argentino anunciou novas medidas de restrição à circulação de pessoas para frear uma segunda onda de coronavírus no país, montando postos de saúde para tornar os exames mais rápidos.

"O exército tem médicos e enfermeiros muito qualificados, e foi isto que pedi. Eu não declarei estado de sítio, nem penso em fazer, e as Forças Armadas não fazem segurança interna, estão aí para fazer o que fazem muito bem que é, em situações de catástrofe, dar apoio às pessoas", frisou.

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HIDROVIA PARANÁ-PARAGUAI

Organizações sociais e camponesas argentinas condenam “modelo agroindustrial e extrativista”

“A soberania alimentar é com um rio Paraná sob controle estatal”, defenderam entidades de trabalhadores rurais da organização Outro Campo, alertando para o vencimento, no próximo dia 30 de abril, da dragagem e balizamento do terceiro rio mais navegável do mundo. O Paraná havia sido privatizado por 15 anos durante o governo de Carlos Menem.

A Outro Campo condenou a licitação “em mãos de multinacionais aliadas do modelo agroindustrial extrativista e depredador” e destacou a rica possibilidade que se abre. “Estamos diante da oportunidade histórica de criar uma empresa estatal que se encarregue de controlar, supervisionar e cobrar pelos gigantescos pedágios de trânsito fluvial pelo Paraná, o que nos permitiria recuperar o controle do comércio exterior”, frisou.

INTEGRAÇÃO REGIONAL

Hidrovia Paraná-Paraguai é “espinha dorsal do Mercosul”

A Hidrovia Paraná-Paraguai é a espinha dorsal do Mercosul e pela Argentina são percorridos 1.615 km de seu total de 3.442 km que passam pelos Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai, países vizinhos. No rio Paraná circulam anualmente 6.000 barcos, de onde saem mais de 70% das exportações argentinas que, segundo dados oficiais, faturaram US$ 51,3 bilhões em 2020.

Diante destes números, a União de Trabalhadores e Trabalhadoras da Terra, o Movimento Nacional Camponês Indígena e a Federação de Cooperativas Federadas também se somaram ao movimento pela recuperação do rio Paraná.

“Estamos em um momento crucial em que a capacidade de transformar a estrutura produtiva depende fortemente de políticas de Estado, e é aí que a recuperação da Hidrovia faz parte da reconstrução da soberania nacional para transformar o modelo do qual somos reféns”, acrescentam as entidades.

Segundo as entidades, “é agora que decisões firmes devem ser tomadas para promover a soberania alimentar na Argentina: queremos um rio Paraná sob controle estatal e não nas mãos dos mesmos grupos concentrados de sempre, que acumulam lucros multimilionários enquanto a pobreza segue aumentando".

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