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A América Latina vai mudar

Boletim Semanal de Notícias da Carta Maior - de 12 a 18 de julho de 2021

18/07/2021 12:51

(Arte/Carta Maior)

Créditos da foto: (Arte/Carta Maior)

 



CUBA DESMASCARA AÇÃO MIDIÁTICA

Ministério das Relações Exteriores denuncia “graves responsabilidades” dos EUA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou na terça-feira (13) o governo dos Estados Unidos por liderar uma campanha midiática para desacreditar e desestabilizar a nação, informa a Telesul.

O chanceler disse que no dia 15 de junho foi lançado o apelo "SOS Cuba", com o objetivo de obstruir o pronunciamento das Nações Unidas contra o bloqueio. "Tenho provas irrefutáveis de que a maioria dos usuários que participaram desta campanha estava nos EUA e que sistemas automatizados foram usados para tornar o conteúdo viral, sem ser penalizado pela rede social Twitter”, acrescentou.

“Acuso o Governo da Flórida, do republicano Ron de Santis, de financiar esses processos em Cuba. Quem hoje pede uma intervenção humanitária deve saber que violam as leis internacionais e cubanas”, declarou Bruno, frisando que a Casa Branca pretende violar a soberania do país. "Pretendem provocar uma ingerência e tentar inutilmente promover uma posição política que gere desordem e instabilidade, fratura da ordem constitucional e do consenso social”, acrescentou. | bit.ly/3wJg64l



EM DEFESA DA SOBERANIA CUBANA

Multidões atendem ao chamado do presidente e saem às ruas

“A ordem de lutar está dada, os revolucionários às ruas”, com essas palavras o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, dirigiu-se ao povo cubano no domingo (11) em rede nacional de TV e rádio. A conclamação foi atendida com multidões em Havana e em demais localidades do país.

Diaz-Canel acusou o intervencionismo norte-americano na Ilha como responsável pelas manifestações anteriores. “Um clássico dos protestos ‘espontâneos’ contra governos que não respondem aos interesses imperiais”, afirmou. Tanto é assim que, apesar do dano causado pelo persistente e insano bloqueio dos EUA a Cuba, nas manifestações de “protesto” estavam presentes bandeiras norte-americanas, como ocorreu no ato em San Antonio de los Baños.

Canel foi corroborado em suas denúncias pelo ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodrigues: “É vandalismo, não é uma explosão social. Não houve uma explosão social, mas distúrbios e desordem causados por uma operação comunicacional. Esta operação vem sendo preparada faz tempo, recebe recursos multimilionários e plataformas tecnológicas com fundos do governo dos Estados Unidos”. | bit.ly/2URI3d6



BOLÍVIA SE SOMA AOS IRMÃOS CUBANOS

Arce: “Luta é contra ações desestabilizadoras, desinformação e ataque estrangeiro”

“Expressamos nosso total apoio ao povo cubano em sua luta contra as ações desestabilizadoras. Quanto mais o governo cubano avança na saúde e na ciência, mais enfrenta a desinformação e o ataque estrangeiro”, defendeu o presidente da Bolívia, Luis Arce Catacora, na tarde de segunda-feira (12).

De forma enfática o líder boliviano frisou que os problemas da Ilha devem ser resolvidos entre os próprios cubanos “sem nenhuma interferência, muito menos daqueles que mantêm um bloqueio econômico criminoso há quase seis décadas”.

O presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, Freddy Mamani, reiterou a irmandade entre os dois povos. “Quero expressar minha solidariedade e meu apoio ao nosso irmão Miguel Díaz-Canel, presidente da irmã República de Cuba, que sofre um fechamento econômico há quase 60 anos e não queremos pensar que organizações internacionais estejam dentro dessas mobilizações, queremos pedir que, de uma vez por todas, este cerco econômico seja levantado contra Cuba”, disse Mamani. | bit.ly/3hNcbzt



SOLIDARIEDADE MEXICANA

“Quem quer ajudar a Ilha que lute contra o bloqueio dos EUA”, afirma López Obrador

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, manifestou nesta segunda-feira (12) a sua “solidariedade com o povo cubano” e condenou “campanhas midiáticas que estão sendo realizadas em nível mundial” por “aqueles que não estão de acordo com a política do governo” para tentar tirar proveito da situação que o país atravessa, agravada pela pandemia.

Quem quiser realmente ajudar os cubanos, sustentou Obrador, deve é lutar pela suspensão do bloqueio, “como está solicitando a maioria dos povos do mundo, isso seria um gesto humanitário”. “Nunca um país pode ser cercado por razões políticas, bloqueado, isso é o mais contrário que pode haver aos direitos humanos”, assinalou. Segundo o mandatário, existem duas formas de resolver a situação: “cancelando o bloqueio e que os países ajudem Cuba sem fins políticos”.

No território cubano, frisou o presidente mexicano, “não deve haver intervencionismo, não se deve utilizar a situação de saúde do povo cubano com fins políticos”. López Obrador, que agradeceu o envio no ano passado de médicos cubanos para combater a pandemia de Covid-19 no México, expressou a “solidariedade ao povo de Cuba com toda clareza, sem hesitação”. E reiterou: “Nós não podemos esquecer o que Cuba fez pelo México”. | bit.ly/3rkMbhL

MÉXICO CONTRA MANIPULAÇÃO

“Necessitamos de opositores, mas não um jornalismo mafioso”, afirma Obrador

A crítica é fundamental e básica para o governo, “necessitamos de opositores”, mas não de “um jornalismo mafioso”, de “quem trafica com a liberdade de expressão ou a usa para negociar”, afirmou o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, durante conferência de imprensa na sexta-feira (16).

Obrador disse que em seu governo não há intocáveis e que há pleno direito à divergência, apesar das campanhas de linchamento movido por alguns meios de comunicação. O presidente insistiu que a crítica política é necessária, sempre que seja autêntica, “não por dinheiro”, já que a transparência, que é a outra regra da democracia, é também fundamental em seu governo. | bit.ly/36KMKrW



CAOS NA GUATEMALA

''Máfia do governo fecha Congresso e adota Estado de Sítio'', condena URNG

“Apresentando índices de desaprovação popular sem precedentes em apenas um ano e meio, a cúpula mafiosa do governo da Guatemala fechou o Congresso na quarta-feira (14) e adotou o Estado de Sítio - mal denominado de ‘Estado de Prevenção’. É uma tentativa de calar a oposição, de silenciar as crescentes e massivas manifestações populares contra o presidente Alejandro Giammattei. Estes recentes ataques à democracia são a mais clara demonstração do começo do fim de um governo de incapazes e corruptos”.

A afirmação de Gregorio Chay, secretário-geral da Unidade Nacional Revolucionária Guatemalteca (URNG), “é uma síntese contundente do atual momento”. “Vale lembrar que o mesmo Giammattei que deixou a Covid-19 se multiplicar - com hospitais sem medicamentos nem equipamentos e com salários atrasados de médicos e enfermeiros - agora é o que tenta calar a oposição a seu governo com repressões, prisões e assassinatos”, acrescentou.

Somando oficialmente mais de 322 mil contágios e oficialmente 10 mil mortos desde o começo da pandemia, contra o que nada fez, o governo da Guatemala adotou medidas que limitam direitos constitucionais sob a alegação de que são para o atendimento à saúde e o bem-estar da população.

Na realidade, explicou Chay, buscam salvar a própria pele, impondo entre outras medidas, a militarização dos serviços públicos e dos centros de ensino, e a intervenção nos serviços particulares; a imposição de condições ao direito de greve, seu impedimento ou proibição; a limitação de manifestações públicas e dissolução por força de toda reunião ou grupo, exigindo dos órgãos de difusão que evitem todas as publicações que incitem a alteração da ordem pública – conforme julguem as autoridades. | bit.ly/3ikItAV



DITADURA GUATEMALTECA

Jornalista é morto a tiros 16 horas após defender renúncia de Giammattei

Apenas 16 horas após defender a renúncia do presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, o jornalista Frank Stalyn Ramazzini Véliz foi executado no dia 9 de junho durante ataque a tiros numa discoteca ao norte da capital.

Escolhido recentemente presidente da Associação Fiscalizadora Pró-Justiça e Direitos Humanos do país centro-americano, Frank tinha uma trajetória reconhecida. Ferido no braço e na perna, ele já havia sobrevivido a um atentado em julho de 2018, ocorrido após participar de uma passeata para exigir melhores condições para a Polícia Nacional Civil (PNC) e guardas do sistema penitenciário.

Na discoteca, outras três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas. Conforme o ombudsman Jordán Rodas, Frank era um “ativista, crítico do governo da Guatemala e defensor dos direitos humanos”. Segundo Rodas, o jovem era popular pela defesa dos direitos sociais e trabalhistas. De acordo com a imprensa local, Frank também vinha acumulando prestígio por denunciar a corrupção no governo, especialmente no Ministério de Governo. | bit.ly/2UrSYKy



URUGUAIOS EM DEFESA DA SOBERANIA

Frente Ampla condena concessão por 50 anos do Porto de Montevidéu: “maior ato da entrega do país”

O senador da Frente Ampla, Charles Carrera, condenou a absurda prorrogação da concessão por 50 anos do Porto de Montevidéu a um monopólio privado. “A sociedade em seu conjunto tem que saber que aqui ocorreu o maior ato de entrega da soberania nacional, algo nunca visto”, declarou Carrera, ao interpelar o ministro dos Transportes e Obras Públicas do Uruguai, José Luis Falero.

“Há uma série de irregularidades, de desordens” que preocupam, afirmou Carrera, destacando que “uma soberania foi entregue a uma empresa sem laudos legais, sem laudos de contabilidade financeira, sem o olhar do Tribunal de Contas da República”. Conforme o senador, “é uma situação grave perante a qual a Frente Ampla vai interpelar para exigir a responsabilidade política das autoridades e interrogá-las”.

“É uma situação gravíssima que terá consequências na economia, no comércio exterior, no comércio interno, nas importações, na competitividade do país. É uma concessão administrativa para vários períodos de governo, sem discussão, com opacidade, sem transparência, sem diálogo com a oposição ou com a comunidade portuária”, enfatizou. Diferente deste descaminho, frisou Carrera, “defendemos uma política que lance o Uruguai para adiante, no caminho do desenvolvimento”.

O Sindicato Único do Porto e Poderes Afins (Supra) fez recentemente uma greve com passeata até o Palácio Legislativo, quanto os trabalhadores rejeitaram o acordo entre o governo e a empresa belga Katoen Natie por considerarem que viola as fontes de trabalho e "avassala a soberania nacional". | bit.ly/3ePa78j



PRESOS NO HAITI

Mercenários do ataque a Moise confessam contratação pela DEA

Mercenários colombianos presos pelo assassinato do ex-presidente do Haiti, Jovenel Moïse, confessaram na quinta-feira (15) terem sido contratados para capturá-lo e entregá-lo à agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, por suas siglas em inglês). Na sexta-feira (16), a polícia da Colômbia, que apoia a investigação, disse que a ordem foi dada por um ex-funcionário do Ministério da Justiça. Outros suspeitos “também tinham ligações com os Estados Unidos, incluindo trabalhar como informantes para o FBI”, relataram fontes da CNN.

Segundo o diretor-geral da polícia haitiana, Léon Charles, o planejamento do assassinato vinha sendo feito desde a República Dominicana. “Estavam reunidos em um hotel de Santo Domingo. Ao redor da mesa estão os autores intelectuais, um grupo de recrutamento técnico e um grupo de arrecadação de fundos”, declarou Charles, frisando que “algumas das pessoas na foto já foram detidas”. “É o caso do médico Christian Emmanuel Sanon e de James Solages. Este último coordenou com a empresa de segurança venezuelana CTU, com sede em Miami”, acrescentou.

O comando mercenário se dividiu em dois grupos, um com sete homens que tomaram de assalto a moradia onde “não se produziu a suposta prisão, mas a morte de Moise”. O resto do grupo foi deslocado para prestar apoio. Nos confrontos foram mortos três colombianos e detidos outros 18 supostamente implicados. | bit.ly/3itsKzE



PERUANOS EM VIGÍLIA

Manifestantes alertas para garantir posse de Castillo na Presidência da República

Depois de ver negadas todas as suas manobras para tentar vencer as eleições peruanas no tapetão – uma vez derrotada nas urnas – Keiko descamba para o golpismo escancarado ao se negar, por antecipação, a reconhecer a decisão do Júri Nacional de Eleições (JNE), prevista para os próximos dias. Não aceita, de maneira alguma, a reconhecer a vitória do professor rural e sindicalista Pedro Castillo.

A filha do ex-ditador Alberto Fujimori, preso por crimes de lesa-Humanidade, deverá enfrentar nos próximos dias um julgamento por “lavagem de dinheiro e organização criminosa”, enquanto o país continua sem mandatário, passado um mês após as eleições, algo sem precedentes.

Com apoio de tão somente 13% dos eleitores - segundo o Instituto Ipsos -, que continuam batendo na tecla da suposta “fraude” nas mesas eleitorais das zonas rurais, denúncias sem a apresentação de provas, uma a uma as alegações fujimoristas vêm sendo rechaçadas pelo JNE e que agora só servem para atentar contra a democracia e a estabilidade do país.

Diante da insustentabilidade e do vazio dos argumentos da candidata direitista, a Justiça Eleitoral já anunciou que mais tardar esta semana revisará as demandas para logo ser dada a proclamação a Pedro Castillo, que deverá assumir em 28 de julho. | bit.ly/3ew8ZpD



ATROPELOS NO PERU

Associação de Jornalistas denuncia ataques de simpatizantes fujimoristas

Desde 2019, simpatizantes fujimoristas e integrantes do grupo ultradireitista “La Resistencia” atacaram a profissionais de imprensa em pelo menos 13 oportunidades, denunciaram informes da Associação Nacional de Jornalistas.

Somente na quarta-feira (14), seguidores da “Força Popular”, partido de Keiko Fujimori – que continua sem reconhecer a vitória de Pedro Castillo à presidência - agrediram a uma cinegrafista e a uma repórter da ATV, o fotojornalista Jhon Reyes - de La República - e a uma repórter do Canal N.

Uma gravação do Canal N conseguiu identificar o autor da agressão, com as marcas que deixou nas costas do profissional de imprensa.

Keiko Fujimori negou que estes ataques tenham relação com sua organização, na noite em que ocorreu a manifestação de caráter golpista. No entanto, um dos criminosos, identificado como Alvarado Arias aparece numa fotografia ao lado da congressista eleita Rosangella Barbarán, do partido fujimorista.

Apesar das eleições terem ocorrido nos dias 6 de junho, com a vitória do professor rural e sindicalista Pedro Catillo, a expectativa é que Jurado Nacional Eleitoral proclame o resultado somente esta semana. | bit.ly/3hLwL2V



ASSASSINATOS NA COLÔMBIA

Encontrados mortos dois desaparecidos após os protestos de junho

Mais de um mês após terem sido comunicados como desaparecidos, foram encontrados no domingo (11) os corpos de dois jovens que participaram das recentes mobilizações da Greve Nacional na Colômbia.

De acordo com a Fundação Nydia Erika Bautista para os Direitos Humanod, os restos de Duván Felipe Barros Gómez, de 17 anos, foi achado no Sul de Bogotá. Duván foi visto pela última vez no dia 5 de junho, quando havia saído para participar nos protestos no Portal da Resistência e foram registradas denúncias de violência e abuso policial. Detido por um agente do Esquadrão Móvel Anti-Distúrbios (Esmad) - a Tropa de Choque - o jovem foi desaparecido de maneira forçada após ser montado em um caminhão.

A senadora do partido político Comunes, Sandra Ramírez, divulgou através do Twitter a desaparição do manifestante.

A Comissão Intereclesial de Justiça e Paz informou também ter encontrado o corpo de Alquimedez Santana, manifestante ativo do ponto conhecido como Ponte de Mil Lutas. Foi reportado como desaparecido no dia 27 de maio, quando visto pela última vez. Havia participado de processos organizativos dos sem teto, exigindo ter seus direitos reconhecidos.

Duas outras referências dos movimentos sociais foram assassinadas no Valle del Cauca: Yeisi Campo, de 37 anos, e Oscar Iván Suárez Riascos, de 32 anos. Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) há 94 líderes e defensores dos direitos humanos mortos ao longo deste ano e 1.209 desde a assinatura dos Acordos de Paz.

Campo foi dada como desaparecida na segunda-feira (12) e seu corpo foi encontrado quinta (15) com ferimentos à bala. Riascos foi morto a tiros em um ataque no sábado (10) em Cali e morreu nesta quinta. O governo de Iván Duque acaba de ser questionado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pela repressão “excessiva e desproporcional” aos protestos de 28 de abril. | bit.ly/3ksYJCn



FALSOS POSITIVOS COLOMBIANOS

Militares de La Popa foram responsáveis por mais 127 assassinatos e sumiços forçados

A Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia imputou quinta-feira (15) a mais 15 membros do Exército por crimes de guerra e de lesa-Humanidade, a quem declarou como principais responsáveis de 127 assassinatos e desaparições forçadas do caso conhecido como “falsos positivos”. Entre os acusados por assassinar civis e apresentá-los como “guerrilheiros” mortos em combate estão dois tenentes-coronéis, seis oficiais, quatro suboficiais e três soldados do batalhão La Popa, que operavam no norte do departamento de César e ao sul de La Guajira, na região caribenha.

Eles faziam parte de uma organização criminosa que, entre janeiro de 2007 e agosto de 2008, apontou como “guerrilheiros” a jovens que foram executados pelo Exército ou paramilitares. Segundo a informação, com isso procuravam inflar os resultados operacionais em troca de incentivos como viagens, descansos, pagamentos em dinheiro e outros.

“A pressão por resultados diante do início da desmobilização paramilitar foi essencial para que se adaptasse o plano criminoso a fim de continuar respondendo à necessidade de apresentar baixas sem se importar com a origem das vítimas”, declarou o magistrado Óscar Parra.

Na semana passada, a Sala de Reconhecimento da JEP já havia responsabilizado a outros dez militares e a um civil pelo assassinato de 120 pessoas em Catatumbo, departamento Norte de Santander, assim como de 24 desaparições forçadas.

Em fevereiro passado, a JEP informou a investigação de 6.402 casos de falsos positivos. Destes, 78% ocorreram entre 2002 e 2008, coincidentemente com o mandato do ex-presidente Álvaro Uribe.

Em 18 maio de 2019, o diário estadunidense The New York Times publicou na primeira página da edição dominical uma reportagem na qual revela a existência de ordens emitidas pelo comandante do Exército, general Nicacio Martínez, exigindo que seus homens duplicassem todos os resultados e se pedia dobrar o número de baixas. | bit.ly/3zcbgyc



GOLPISTA ARGENTINO NÃO ESTÁ SÓ

Parlamentares bolivianos vão investigar como Macri agiu contra Evo

A participação do governo de Mauricio Macri – que naquele momento vivia seu último mês como presidente na Argentina - no golpe de Estado contra Evo Morales, em 2019 – teve a colaboração da direita latino-americana.

Entre outras coisas, foi comprovado o envio de armas contrabandeadas ao país vizinho, que foram usadas nos ataques a sedes de governo e a residências de autoridades do partido governista MAS (Movimento ao Socialismo), e também a familiares dos mesmos.

Diante de tais atentados à democracia, o presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, Freddy Mamani, anunciou terça-feira (13) a proposta de criar uma comissão de inquérito para averiguar não só as denúncias contra Macri como também a outros governos que possam ter colaborado com os golpistas.

Entre os envolvidos que deverão ser analisados estão Bolsonaro, do Brasil, e Sebastián Piñera, do Chile, ambos de direita e abertamente hostis a Evo e ao MAS. Ambos mantêm essa postura de animosidade com o atual governo progressista de Luis Arce. | bit.ly/3kswJPe



APAGÃO NA AMÉRICA CENTRAL

Guatemala vai se retirar do Tratado Marco do Mercado Elétrico regional

O ministro de Minas e Energia guatemalteco, Alberto Pimentel, denunciou o “mal manejo” do setor pelo Tratado Marco do Mercado Elétrico da América Central. Exemplo disso, explicou, é que a princípios de julho um apagão de grande magnitude afetou por mais de duas horas pelo menos 15 milhões de pessoas na região, sobretudo em Honduras e Nicarágua, provocando perdas econômicas de cerca de US$ 18,2 milhões.

“Ante a negativa de resolver os problemas de fundo, a resposta legal e responsável é a retirada da Guatemala [que forma parte do pacto desde 1998]”, declarou o ministro, avisando que a saída está programada para 10 anos. O anúncio com antecedência, disse, dará oportunidade de desenvolver convênios bilaterais com os vizinhos, incluídos México e Belize. | bit.ly/3ksaPvH

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