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A catástrofe continua: 5 semanas, 26 milhões de empregos perdidos nos EUA

 

24/04/2020 09:37

À medida que mais trabalhadores perdem empregos, muitos estados dizem que veem os fundos fiduciários usados %u20B%u20Bpara pagar os subsídios de desemprego começarem a baixar. (Charles Krupa/AP)

Créditos da foto: À medida que mais trabalhadores perdem empregos, muitos estados dizem que veem os fundos fiduciários usados %u20B%u20Bpara pagar os subsídios de desemprego começarem a baixar. (Charles Krupa/AP)

 
O número de pessoas demitidas durante o bloqueio do coronavírus continua a subir para picos históricos. Outros 4,4 milhões de pessoas reivindicaram benefícios de desemprego na semana passada em todo o país, disse o Departamento do Trabalho.

Isso eleva o total de reivindicações de seguro desemprego, em apenas cinco semanas, para mais de 26 milhões de pessoas. Isso é mais do que todos os empregos adicionados nos últimos 10 anos desde a Grande Recessão [iniciada em 2008].

Ainda assim, o ritmo de perda de empregos está diminuindo. Cerca de 5,2 milhões registrados na semana que terminou em 11 de abril e a semana passada foi a terceira semana consecutiva de declínio.


Legenda: “Aumento brusco dos pedidos de auxílio desemprego durante a crise do coronavírus.”

A crise do coronavírus terminou subitamente uma década de notável crescimento no emprego. Estima-se que a taxa de desemprego, que caiu para o menor valor em quase 50 anos, dispare em dois dígitos.

O ritmo de perda de empregos preocupa a população em geral. Uma pesquisa da Gallup descobriu que um quarto dos trabalhadores americanos acredita que perderá o emprego nos próximos 12 meses. Esse é um recorde.

A onda de cortes de empregos concentrou-se inicialmente nos setores de viagens e energia, mas cada vez mais se espalhou para empregos de colarinho branco, como advogados, contadores e consultores.

"A falta de precedentes significa que não temos ideia de onde isso vai chegar, mas nossa esperança inicial de que as reivindicações caiam abaixo de um milhão por semana até o final de maio é, agora, imprevisível", diz Ian Shepherdson, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics.

Para conter o fluxo de demissões, o Congresso criou a Lei de Proteção de Salários de 349 bilhões de dólares, que dá dinheiro às empresas se elas retiverem ou recontratarem trabalhadores.

O fundo ficou sem dinheiro em apenas duas semanas e o Senado aprovou um projeto esta semana para reabastecê-lo.

À medida que mais e mais trabalhadores perdem empregos, muitos estados dizem que estão vendo os fundos fiduciários, usados para pagar os subsídios de desemprego, começarem a ficar baixos.

Quase metade dos estados afirmam ter tido um declínio de dois dígitos em seus fundos, informou o Wall Street Journal nesta semana.

Nova York, que gastou metade de seu fundo, pediu um empréstimo sem juros de US$ 4 bilhões ao governo federal para cobrir os auxílios de desemprego. Mais de um milhão de pessoas no estado perderam o emprego.

Massachusetts revela que seu fundo também caiu pela metade desde meados de fevereiro, e a Califórnia teve um declínio de 40%.

*Publicado em 'NPR' | Tradução de César Locatelli



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