Pelo Mundo

A greve geral nas cidades sírias

25/07/2011 00:00

DPA/Haaretz

Várias cidades sírias observaram a chamada de greve geral no sábado, um dia após protestos que levaram pelo menos 9 pessoas à morte pelas forças de segurança do país, disseram ativistas.

A maior parte das ruas na cidade central de Homs ficaram desertas, por conta da repressão em larga escala das forças de segurança, disse o grupo de oposição Comitês de Coordenação Local da Síria.

O grupo também acrescentou que várias lojas foram queimadas em Bab al-Sebaa, cidade vizinha a Homs. Foram reportados fortes tiroteios.

No sábado, a assessora do presidente Buthaina Shaaban disse que a Síria iria se tornar um país do pluralismo político, através de um “mapa de reformas” que ele disse que vinha sendo levado a cabo.“O modelo de coexistência na Síria está sendo afetado pelos incidentes que o país está testemunhando”, contou Shaaban a expatriados sírios reunidos em Damasco. Admitindo “reclamações” na Síria, ela disse: “Mas esse é um assunto interno...Há um grande problema causado por grupos armados que bloqueiam estradas e miram o exército e as tropas de segurança”.

Enquanto isso, uma fonte militar síria reporta que explosões ocorreram cedo no sábado, na Academia Militar de Homs. Ele disse ao Syria News, um site privado, que um grupo armado tinha usado granadas de propulsão por foguete na estrada do lado de fora do prédio da academia. A fonte, que pediu para não ser identificada, disse que o ataque não causou vítimas.

Há semanas que a cidade de Homs vem sendo o centro dos protestos contra o governo, o qual, dizem os ativistas, tornou a cidade o alvo da repressão draconiana pelas forças de segurança.

A agência oficial de notícias da Síria, a Syrian News Agency (SANA) reportou que grupos armados haviam cercado o que descreve como membros de grupos armados em Homs, prontos para bloquearem estradas e aterrorizarem os moradores.

Mais de 1400 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, desde que os protestos pró-democracia começaram na Síria, em meados de março, dizem os representantes dos grupos locais de direitos humanos.

Os informes são difíceis de averiguar, à medida que as autoridades sírias tem barrado o acesso à maior parte da mídia estrangeira e aos grupos internacionais de direitos humanos, ao país.

Tradução: Katarina Peixoto

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