Pelo Mundo

Ataques com mortes aumentam tensão no Oriente Médio

18/08/2011 00:00

Página/12

Após os ataques contra dois ônibus que deixaram um saldo de ao menos 14 mortos e 31 feridos na cidade israelense de Eliat, na fronteira com o Egito, que o primeiro ministro Benjamin Netanyahu considerou um “atentado contra a soberania”, Tel Aviv ordenou um bombardeio em Gaza que provocou a morte de seis palestinos, entre eles o líder do Comitê de Resistência Popular.

“Temos um princípio: quando cidadãos israelenses são atacados, reagimos imediatamente e com força”, assinalou o primeiro ministro em uma breve declaração na TV, na qual comemorou que “aqueles que deram a ordem (para os ataques desta quinta-feira) já estão mortos”.

Sobre os atentados da manhã de quinta, o portavoz militar israelense, Poly Mordechai, assegurou que ao menos três células atuaram de maneira simultânea disparando rajadas de metralhadora e bombas anti-tanque.

Quase imediatamente, a imprensa local indicou que a autoria foi dos CRP (Comitês de Resistência Popular), grupo armado ao qual se atribuem vínculos com o Hamas.

O primeiro ataque foi cometido com disparos contra um ônibus militar, que se dirigia de Beersheva a Eilat. O segundo ônibus, no qual viajavam civis, foi atacado com um míssil na localidade de Beer Ora, sul de Israel, perto de Eilat, a poucos quilômetros do primeiro ataque. O ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, assegurou que “a origem dos atentados terroristas de hoje está em Gaza”.

No entanto, logo após as primeiras notícias sobre esse atentado, o Hamas negou ter qualquer participação e emitiu uma ordem de desocupação de suas dependências governamentais por temor de bombardeios da aviação israelense em Gaza, que acabaram ocorrendo uma hora mais tarde e mataram seis pessoas.

Segundo o governo palestino, o ataque atingiu a casa de um miliciano identificado como Abu Jamil Shaat, onde havia vários militantes dos Comitês Populares de Resistência. Entre os que perderam a vida encontra-se Abu Awat Nairab, um dos comandantes desse grupo armado, assim como um menor de idade.

Violência política na Síria
Além da crescente tensão entre israelenses e palestinos, aumentada pela proximidade da votação na ONU, em setembro, de uma resolução que pode reconhecer o Estado palestino como integrante das Nações Unidas, a situação de violência na Síria segue sua escalada. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama pediu publicamente a saída do presidente sírio, Bachir al Asad, e limitou a importação de petróleo desse país, além de bloquear seus investimentos e congelar seus bens. Obama considerou que “é o momento de que o povo sírio decida seu próprio destino”. A União Europeia somou-se ao ultimato de Obama, considerando que “o regime que já tirou a vida de 1.800 opositores não tem legitimidade”. Nicolas Sarkozy, Ângela Merkel e David Cameron pediram mais “sanções firmes”.

Tradução: Katarina Peixoto

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