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Colômbia reconhece Palestina como ''Estado livre, independente e soberano''

A decisão foi tomada pelo agora ex-presidente Juan Manuel Santos, a poucos dias de terminar o seu mandato. A Colômbia era o único país sul-americano que ainda não tinha reconhecido o Estado palestiniano.

10/08/2018 15:45

Montecruz Foto, Flickr

Créditos da foto: Montecruz Foto, Flickr

 
“Estamos conscientes das dificuldades e do sofrimento que a população palestiniana tem enfrentado. Também reconhecemos que, para a construção gradual do seu Estado, a unidade da nação palestiniana é um imperativo, e esperamos que continuem a verificar-se as condições internas para superar os desafios que se apresentam no caminho”, lê-se na carta oficial, datada de 3 de agosto e assinada por María Ángela Holguín, então ministra de Relações Exteriores.

No comunicado, endereçado ao ministro de Relações Exteriores do Estado da Palestina, Riad Malki, o anterior executivo colombiano defende que “a negociação direta é a melhor maneira de chegar a uma solução duradoura e justa que permita a ambos os povos e Estados conviver de maneira pacífica”.

Iván Duque Márquez, o novo presidente da Colômbia, emitiu entretanto uma missiva na qual avança que “diante de possíveis omissões que poderiam depreender-se da forma como se deu esta decisão do antigo Governo, o [novo] Governo examinará cuidadosamente as suas implicações e agirá em conformidade com o direito internacional”.

Numa nota publicada esta quarta-feira, a embaixada palestiniana em Bogotá frisa que a decisão “é profundamente grata para o povo palestiniano e o seu Governo, que sempre viram a Colômbia e o seu povo como irmãos infatigáveis na procura pela paz. Essa fraternidade foi construída durante mais de um século e hoje vê-se materializada com uma das comunidades palestinianas mais numerosas de toda a América Latina”.

De acordo com a representação da Palestina na Colômbia, este reconhecimento resulta “de um profundo trabalho de aproximação entre os Governos colombiano e palestiniano, esforço que hoje dá seus frutos e que sem dúvida será fortalecido no futuro próximo para bem de ambos os povos”.

Já a Embaixada de Israel, afirmou-se “surpresa e decepcionada”, afirmando que está em causa “uma bofetada a um aliado fiel”.

"Pedimos ao atual governo colombiano que reverta a decisão do governo anterior, tomada nos últimos dias, e que constitui uma violação das nossas relações estreitas, da ampla cooperação em áreas e interesses vitais para ambos os povos”, lê-se no comunicado da embaixada israelita.

*Publicado originalmente na Esquerda.net



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