Pelo Mundo

Em julho, Venezuela será membro pleno do Mercosul

29/06/2012 00:00

Presidenta Dilma Rousseff durante ato de transmissão da presidência pro tempore do Mercosul, em Mendoza, na Argentina. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Créditos da foto: Presidenta Dilma Rousseff durante ato de transmissão da presidência pro tempore do Mercosul, em Mendoza, na Argentina. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Buenos Aires - O bloco sulamericano, do qual o Paraguai foi suspenso até que o país realize as eleições previstas para 2013, decidiu aceitar a Venezuela como membro pleno a partir do próximo dia 31 de julho, quando será realizada a próxima cúpula no Rio de Janeiro.

“É uma grande honra e uma grande responsabilidade convocar toda a região a uma união maior e mais ampliada, porque estamos enfrentando uma crise produzida pelos países ricos que vai impactar as nossas economias”, advertiu Cristina Kirchner antes de passar a presidência pro tempore do bloco para sua colega brasileira Dilma Rousseff.

Segundo informou Cristina Kirchner, durante as deliberações da cúpula ressaltou-se a “necessidade de aprofundar o processo de integração da região” e se decidiu “somar esforços” para enfrentar as contingências derivadas da crise financeira originada nos países centrais. “Precisamos na região de uma unidade política, econômica e comercial que nos permita gerar maior valor agregado para nossos produtos”, acrescentou a presidenta argentina.

Além disso, ela anunciou que se decidiu a suspensão temporária da República do Paraguai como membro pleno do bloco “até que se leve a cabo o processo democrático que instale nesse país a soberania popular”, e esclareceu que “não serão aplicadas sanções econômicas porque nosso objetivo é conseguir a melhor qualidade de vida para os povos de nossos países”.

Sobre a Venezuela, Cristina comunicou que o bloco fixou a data de 31 de julho de 2012 para sua incorporação. Fazendo um chamado para a defesa da democracia, a presidenta manifestou que “não há um duplo padrão para o conceito de democracia, sejam quais forem as ideias e as convicções que orientam esses governos, porque cada um deles foi eleito em eleições livres, populares, democráticas e, em vários casos, por ampla maioria. “Não somente são governos legais, como com uma grande legitimidade”, concluiu a chefe de Estado argentina em sua fala na cúpula.

Tradução: Katarina Peixoto

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