Pelo Mundo

Japão ordena testes de stress em 54 reatores nucleares

07/07/2011 00:00

Público.pt

O Governo japonês anunciou quarta-feira (6) que vai fazer testes de resistência em todos os seus 54 reatores nucleares, numa tentativa de estancar a onda de oposição a esta fonte de energia que se espalha pelo país, quase quatro meses depois da crise de Fukushima.

O objetivo do Governo é acabar com as dúvidas dos cidadãos em relação à segurança da energia nuclear, explicou o ministro da Indústria, Banri Kaieda, citado pelo jornal “Mainichi”. Estes testes vão avaliar até que ponto os reatores conseguirão suportar sismos de grande magnitude e tsunamis e identificar pontos fracos, segundo a agência de segurança nuclear japonesa ouvida por aquele jornal.

“A segurança das centrais nucleares tem sido assegurada. Esta medida pretende apenas dar às pessoas uma sensação de segurança”, comentou o ministro à agência de notícias Jiji.

Tóquio está disposto a esperar meses pelo resultado destes testes de resistência para aprovar a retomada do funcionamento dos reatores parados desde 11 de março, quando começaram os problemas na central de Fukushima 1. Segundo a BBC, Kaieda garantiu que vai haver energia suficiente para o pico de consumo esperado para os meses de verão.

Desde que um tsunami atingiu, em 11 de março, a central nuclear de Fukushima, causado por um sismo de magnitude 9 na escala de Richter, apenas 19 dos 54 reatores do Japão estão em funcionamento. Em Fukushima, os trabalhadores continuam a trabalhar para estabilizar os reatores afetados e a estancar as fugas de radioatividade.

A União Europeia começou os testes de resistência em suas centrais em junho. Em França, uma explosão na central nuclear Tricastin em Drôme este sábado, causou uma onda de preocupação. Isto aconteceu dois dias depois de as autoridades terem identificado 32 motivos de preocupação na central, que funciona desde 1980, informou o jornal “The Guardian”. A operadora da central, EDF, explicou que o incidente aconteceu num transformador eléctrico instalado numa zona não-nuclear da central e garantiu que não houve fuga de radioatividade.


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