Pelo Mundo

Parlasul deve seguir decisão do Mercosul sobre Paraguai

25/06/2012 00:00

Vinicius Mansur

Brasília - O vice-presidente brasileiro no Parlamento do Mercosul (Parlasul), o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou que os legisladores do cone sul ainda não tomaram posição sobre o impeachement do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, por uma questão de tempo. A próxima reunião do Parlasul acontecerá no próximo dia 2, em Montevidéu, Uruguai. Nesta terça (26) e quarta-feira (27), grupos parlamentares do Mercosul se reunirão em paralelo ao encontro dos presidentes dos países do bloco, em Mendoza, Argentina.

“Estou indo para lá e ele [Parlasul] não pode reagir de maneira diferente dos poderes executivo dos países que assinam o compromisso democrático que é o protocolo de Ushuaia I e o protocolo de Montevidéu, chamado Ushuaia II”,

Em caso de ruptura da ordem democrática, o protocolo de Montividéu permite aos demais países do bloco, entre outras coisas, fechar suas fronteiras terrestres de forma total ou parcial, além de suspender ou limitar o comércio, tráfego aéreo e marítimo, as comunicações e a provisão de energia e serviços.

Apesar das fortes sanções possíveis e da alta dependência econômica paraguaia dos países vizinhos, Rosinha afirmou temer pelo povo do Paraguai. “Qualquer ação mais dura, é o povo, que sistematicamente tem sido refém da elite, que vai sofrer”, disse. O deputado ainda considerou muito difícil a recondução de Lugo ao poder.

O Paraguai foi suspenso neste domingo (24) do Mercosul, até 2013, por ter declarado o impeachment de Lugo em um processo que durou apenas 30 horas. Os presidentes do Equador, Argentina, Venezuela e Bolívia já qualificaram o episódio como golpe, o Brasil não foi tão taxativo, mas condenou o “rito sumário de destituição do mandatário”.

Ironicamente, o novo governo do Paraguai, agora presidido pelo então vice-presidente, Federico Franco, condenou a suspensão do Mercosul e cobrou espaço para a defesa e tempo para a apresentação de esclarecimentos.

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