Pelo Mundo

Pompeo diz que ''células ativas'' do Hezbollah na Venezuela são motivo para intervenção dos EUA

Antes disso, o presidente venezuelano Nicolás Maduro tinha feito um apelo aos cidadãos dos EUA pedindo seu apoio para ajudar a evitar que o governo Trump transformasse seu país em ''outro Vietnã''

10/02/2019 12:59

(AP Photo/Aziz Taher)

Créditos da foto: (AP Photo/Aziz Taher)

 

Em uma entrevista à repórter da Fox News Trish Regan, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que o movimento Hezbollah, sediado no Líbano, está presente na Venezuela, atualmente em crise.

“As pessoas não percebem que o Hezbollah tem células ativas. Os iranianos estão afetando o povo da Venezuela e de toda a América do Sul. Temos a obrigação de remover esse risco para os Estados Unidos”, disse ele a Regan.
Trish Regan
@trish_regan
 .@SecPompeo confirmou-me exclusivamente que o #Hezbollah está ativo na #venezuela - ASSISTA:
11:32 PM - 6 de fevereiro de 2019


De acordo com o secretário de Estado dos EUA, a Venezuela tem sido controlada pelos cubanos, que “invadiram” o país anos atrás:

“Os cubanos têm controlado os aparatos de segurança, protegendo Maduro e destruindo o modo de vida do povo venezuelano por um tempo terrivelmente longo. Hoje tentamos fornecer ajuda humanitária a partir dos Estados Unidos e da Colômbia à Venezuela e o exército venezuelano sob a direção do Sr. Maduro acabou com isso. São coisas horríveis.”

A entrevista veio apenas um dia depois do presidente venezuelano Nicolás Maduro aparecer na Praça Bolívar em Caracas para promover uma campanha contra a interferência dos Estados Unidos:

POSTAGEM NO TWEETER: "Agradeço ao povo que compareceu em grande peso às Praças Bolívar da Venezuela para apoiar a Paz e rechaçar a interferência do império estadunidense em nossa Pátria. Linda demostração de amor e consciência. Vamos rumo às 10 milhões de assinaturas pela Paz!"

Nicolás Maduro
@NicolasMaduro
Agradezco al pueblo que ha acudido multitudinariamente a las Plazas Bolívar de Venezuela para firmar por la Paz y en rechazo a la injerencia del imperio estadounidense en nuestra Patria. Hermosa demostración de amor y conciencia. ¡Vamos por las 10 Millones de Firmas por la Paz!
12:01 AM - 7 de fevereiro 2019

Alguns dias atrás, o presidente dos EUA Donald Trump disse que uma intervenção militar no país da América do Sul era uma “opção”.

Em uma entrevista à Sputnik, Nicolás Maduro expôs o principal objetivo por trás do envolvimento dos EUA na Venezuela, que segundo ele é o petróleo, já que o país tem as maiores reservas de petróleo certificadas do mundo.

A Venezuela mergulhou em uma crise política depois que Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional liderada pela oposição, autoproclamou-se presidente interino do país em 23 de janeiro. A manobra foi imediatamente reconhecida pelos Estados Unidos, que pressionou Maduro a renunciar.

Maduro, por sua vez, chamou Guaidó de “marionete” e acusou Washington de ter forjado um golpe, subsequentemente quebrando relações diplomáticas com os EUA.

O governo Trump, em resposta, introduziu sanções contra a empresa estatal de petróleo PDVSA da Venezuela para pressionar Maduro e passou o controle de certos ativos congelados em bancos segurados pelos EUA para Guaidó.

Reagindo à manobra, o Tribunal Superior da Venezuela congelou as transações financeiras e contas bancárias de Guaidó que estão dentro da jurisdição do país e proibiu-o de deixar a Venezuela até que uma investigação sobre suas atividades seja concluída.

*Publicado originalmente em sputniknews.com | Tradução: equipe Carta Maior

Conteúdo Relacionado