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Protestos chegam ao quarto dia e Sanders alerta que Trump dê atenção aos progressistas

Depois de terça-feira pareceu que eu estava vivendo em uma piada absurda, só que a piada era em todos nós, disse Russ Giblin sobre a eleição de Trump.

14/11/2016 19:42

Lorie Shaull/flickr/cc

Créditos da foto: Lorie Shaull/flickr/cc

Enquanto o Senador Bernie Sanders (Independente – Vermont) alerta o presidente eleito a “dar atenção às visões dos progressistas”, protestos continuam ao redor das cidades no país no sábado, com manifestantes conduzidos por “medo e indignação” com a vitória eleitoral de Donald Trump.

Descrevendo as manifestações contínuas, o New York Times escreve: “uma resistência nacional entre os ativistas liberais e outros que dizem não apoiar sua presidência está crescendo em resposta à eleição de uma maneira nunca antes vista na história presidencial moderna”. Eles também, como relatou o Common Dreams, “continuam em meio a relatos de crescentes ataques e abusos contra muçulmanos, negros, imigrantes, mulheres e garotas, e a comunidade LGBT, entre outras minorias”.

“Na sexta-feira a noite”, o Washington Post relatou, “pessoas marcham nas cidades incluindo Nova Iorque, a Capital, Dallas, Miami, Orlando, Raleigh e Portland – onde, por uma segunda noite, as manifestações ficaram violentas. Mais protestos foram planejados pela semana em cidades dispersas”.

Mesmo os protestos sendo em sua maioria pacíficos, um dos manifestantes em Portland que enfrentou gás lacrimogêneo e granadas foi baleado mais cedo no sábado.

Leslie Holmes, de 65 anos, residente de Wilton, Connecticut, que participou da manifestação anti-Trump de Nova Iorque, disse ao Reuters no sábado, “eu não quero morar em um país onde meus amigos não sejam incluídos, e meus amigos sentem medo, e minhas crianças irão crescer em um país com medo e minhas netas podem esperar pelo dia em que serão excluídas de empregos e da política, então estou aqui por elas”.

Alguns dos que protestavam em Nova Iorque, de acordo com o Huffington Post, seguravam cartazes escrito “o ódio não nos tornará melhores” e “não é meu presidente” – uma hashtag que muitos no Twitter estavam divulgando.

Em Chicago, onde milhares protestaram no sábado, Richard Domenico Ehlert disse ao Chicago Tribune, “não aceitamos o ódio de Trump, sua intolerância, seu sexismo, e sua homofobia. Com o voto popular elegemos Clinton, não Trump”.

Na sexta a noite, um terceiro round de protestos estava acontecendo na Filadélfia. Russ Giblin disse, “depois de terça pareceu que eu estava vivendo em uma piada absurda, só que a piada era em todos nós”.

Trump tuitou na sexta que ama “o fato de que grupos pequenos de manifestantes têm paixão pelo nosso grande país” – uma mudança marcante dos seus tuítes de quinta nos quais chamou os protestantes de “muito injustos”.

Agora sobre o que o magnata dos imóveis – cuja “retórica de campanha cutucou uma raiva real e justificável” – deve fazer na Casa Branca, Sanders escreve em um artigo de opinião no Times que, entre outras coisas, ele deveria “reconstruir nossa infra-estrutura precária”, expandir a seguridade social, e “reformar um sistema econômico que permite que bilionários como o próprio Trump não paguem nada em imposto de renda federal”.

“Temos que ir em frente, não para trás”, alerta Sanders.

Isso, no entanto, já parece ser um desafio, como Trump já mostrou, o “plano de 100 dias para Tornar a América Grande De Novo” inclui tirar as restrições da produção de combustível fóssil e cancelar “bilhões em pagamento para os programas de mudança climática da ONU.

 



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