Pelo Mundo

Sergio Ramírez denuncia ''injustiça ditatorial'' de Ortega e defende ''solidariedade internacional''

 

20/06/2021 14:39

O escritor e jornalista Sergio Ramírez em imagem de arquivo (Arturo Campos Cedillo)

Créditos da foto: O escritor e jornalista Sergio Ramírez em imagem de arquivo (Arturo Campos Cedillo)

 
Com eleições presidenciais e legislativas marcadas para 7 de novembro, a Nicarágua vive um brutal aprofundamento da crise política, econômica e social, a maior das últimas três décadas. A gravidade da situação já havia provocado uma onda de protestos que sacudiram o país em abril de 2018, quando a violência governamental multiplicou os mortos e feridos, presos e exilados, conforme denúncia da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O governo alegou ser vítima de um "golpe fracassado" pelo qual culpou os líderes da oposição.

Agora, completamente perdido diante da precariedade das condições de vida da população, Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo decidem decretar a prisão de quatro pré-candidatos oposicionistas. As perseguições começaram pela filha da ex-presidente Violeta Chamorro, Cristiana, e continuaram com o ex-embaixador Arturo Cruz, o acadêmico Félix Maradiaga e Juan Sebastián Chamorro.

Agindo desta forma, a dupla Ortega/Rosario renega abertamente os princípios revolucionários, democráticos e plurais da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que pôs fim à ditadura da família Somoza, que governou o país de 1934 a 1979.

Como afirma o renomado escritor Sergio Ramírez, ele próprio vice-presidente durante o primeiro governo de Ortega (1985-1990), o que existe hoje no país é uma “injustiça ditatorial” com a oposição presa ou amordaçada. Ramírez conclama neste artigo do La Jornada à “solidariedade internacional” contra o caos e as prisões.






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