Pelo Mundo

Tanques sírios reprimem oposição e matam dezenas em Hama

31/07/2011 00:00

Público.pt

Cerca de cem pesoas morreram neste domingo e dezenas ficaram feridas num ataque do Exército sírio em Hama, no centro da Síria, de acordo com um balanço do Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

“O Exército e as forças de segurança, que esta manhã fizeram uma incursão em Hama, abriram fogo sobre civis, matando 100 pessoas e fazendo dezenas de feridos”, disse o presidente do Observatório, Abdel Rahmane, com base em fontes médicas no local.

O regime sírio tenta há várias semanas submeter esta cidade rebelde de cerca de 700 mil habitantes, localizada 210 km a norte da capital (Damasco), e que foi palco de várias manifestações maciças contra o regime, reunindo mais de meio milhão de pessoas segundo Abdel Rahmane, citado pela AFP.

Tanques do Exército sírio invadiram a cidade de madrugada, depois de a terem cercado durante quase um mês, numa tentativa de impedir as manifestações contra o Presidente Hafez al-Assad. Um médico no local disse à Reuters que os tanques atacaram a partir de quatro direcções e que o afluxo de feridos foi tal que o sangue para transfusões esgotou.

"Este é um dos dias mais sangrentos" deste o início da revolta", declarou Abdel Rahmane à AFP.

Desde que a 15 de Março começou a contestação no país, a repressão já terá causado 1900 mortos, dos quais 1500 eram civis, segundo um balanço do Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

"Uma tal acção contra civis que se manifestaram em massa e pacificamente durante várias semanas não têm justificação", afirmou William Hague, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros. "Estes ataques são "tanto mais choquantos por se verificarem na véspera do Ramadã", o mês santo da religião muçulmana.

O seu hómologo alemão, Guido Westerwelle, exigiu do Presidente sírio, Bashad al-Assad, que "ponha imediatamente termo à violência contra os manifestantes pacificos", ameaçando-o com a imposição de novas sanções europeias.

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