Pelo Mundo

Um energúmeno na Casa Branca

 

31/03/2020 15:08

(Chip Somodevilla/Getty Images)

Créditos da foto: (Chip Somodevilla/Getty Images)

 
Desde janeiro de 2017, quando Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, o mundo vive à beira do precipício. As decisões insanas do presidente norte-americano são uma provocação insolente à independência e soberania de muitas nações.

Para Trump, não há limites éticos ou humanitários. As mesmas ordens para massacrar populações no Oriente Médio ou assassinar críticos do imperialismo por controle remoto; sem hesitar, ele inicia uma guerra comercial que abala a economia mundial, com uma canetada, priva as pessoas dos alimentos e remédios que elas precisam para sobreviver.

A brutalidade das suas decisões tornou seu próprio país – o mais rico do mundo – o foco principal da pandemia de coronavírus, e levantou suspeitas de que se trata de um vazamento dos laboratórios de guerra bacteriológica do Pentágono.

A agressividade e grosseria do presidente ensandecido golpeia fortemente as nações irmãs. Venezuela e Cuba são vítimas da fúria de Trump. O bloqueio contra esses países tem um propósito genocida. Visa dizimar suas populações através da fome e das epidemias. Um método bestial para estrangular os processos de libertação nos dois países. O bloqueio contra Cuba e Venezuela é um crime contra a humanidade que merece a punição da Corte Internacional de Justiça, e o protesto das nações do continente.

O bloqueio impede Venezuela e Cuba de obter recursos para combater o coronavírus, e de alimentos e suprimentos necessários para suas economias. O bloqueio os impede de ter acesso ao comércio internacional e ao crédito. O FMI negou à Venezuela – sob pressão de Washington – um empréstimo de 5 bilhões de dólares, mas se o bloqueio na América do Norte não existisse, a Venezuela seria cliente de royalties de bancos internacionais. É o reservatório mais importante de petróleo e outras riquezas que lhe permite garantir sua dívida externa. Além disso, Trump apreendeu, em agosto do ano passado, grandes quantidades de ativos venezuelanos em solo americano. Bilhões de dólares – incluindo a refinaria Citgo – foram sequestrados pelo governo dos Estados Unidos.

Trump tentou, de todas as formas – incluindo um assassinato frustrado –, eliminar o legítimo presidente da Venezuela. Há pouco mais de um ano atrás, no gesto de um monarca administrando suas colônias, ele nomeou um “presidente encarregado” da Venezuela. Seu “vice-rei” prometeu derrubar o presidente Nicolás Maduro em um mês. Mas o tempo passou, e o “gerente” se tornou um triste boneco inútil para o império. É por isso que Trump ressuscitou o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), um instrumento da Guerra Fria, para preparar o ataque à Venezuela. A Colômbia, principal fornecedor de cocaína para milhões de viciados em drogas nos Estados Unidos, é a plataforma logística para a agressão contra a Venezuela. No território colombiano, existem várias bases militares norte-americanas, e o exército local é controlado pelo Pentágono. Washington também forneceu fundos e armas para várias conspirações fracassadas. A aliança entre o povo e as Forças Armadas é a chave patriótica e revolucionária do processo que ocorre na Venezuela há 20 anos. Superando enormes dificuldades – e as infelizes consequências de seus próprios erros –, o país continua a guiar sua revolução em direção ao socialismo nas condições do Século XXI. Na consciência coletiva, a semente que o presidente Hugo Chávez plantou germinou e o governo do presidente Maduro – de indubitável legitimidade democrática – desafia diariamente as previsões derrotistas do jornalismo que manipula o império.

Cuba, por sua vez, move o mundo com o exemplo de sua solidariedade. Cercado desde 1960 pelo bloqueio comercial e financeiro dos Estados Unidos, que causou perdas de 140 bilhões de dólares, o povo cubano demonstrou mais uma vez a fibra moral de sua revolução. O internacionalismo – que entende a humanidade como um conjunto de irmãos – é a pedra angular de sua cultura, educada na revolução de Fidel e Che.

É uma ilha pequena – um pouco maior que a região chilena de Antofagasta – e, além disso, pobre. Mas sua grandeza moral e política a torna respeitável entre as nações e amada pelos povos. Sua tenacidade como nação e liderança política lúcida fizeram de Cuba um baluarte da medicina e da pesquisa científica. Seus laboratórios trabalham em cooperação com a China, na busca de um tratamento contra o covid-19. O prestígio de seu remédio permitiu-lhe, mais uma vez, ajudar outras pessoas no combate à pandemia.

Um inimigo mortal de Cuba, como Trump, um bilionário em dólares, mas desprovido de ideias e princípios, não será capaz de derrotar a Revolução Cubana. Todos os presidentes dos Estados Unidos já tentaram, por 60 anos.

O internacionalismo inclaudivável de Cuba é um ensinamento para nós, que marchamos em busca de seus níveis de consciência coletiva.

Seu exemplo nos permite supor que, no futuro, a cultura universal se baseará nos princípios humanistas que a luminosa ilha do Caribe proclama hoje.

*Publicado originalmente em 'Punto Final Blog' | Tradução de Victor Farinelli



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