Política

Bye, bye, blue caps, green caps and white caps

 

01/07/2020 20:43

 

 
Segundo noticiou a agência Reuters em 30/06/2020 “A alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, manifestou nesta terça-feira a preocupação de que a polarização e declarações que neguem a realidade da pandemia de Covid-19 possam agravar a situação provocada pela doença respiratória causada pelo coronavírus no Brasil e em outros países.”

Nesse contexto, um presidente que nega a realidade da pandemia de Covid-19 não está cometendo crime contra a humanidade e poderia ser levado aos tribunais internacionais para julgamento muito em breve?

Aqui no país da jabuticaba, além do descaso do presidente e de seu governo pela condução nacional no combate dessa doença, as áreas da saúde, da cultura e da educação são completamente deixadas de lado porque parece que fazem parte de um sórdido plano de enfraquecimento da população.

Uma população fraca é fácil de ser manipulada e governada como um rebanho, e se ela não tem apoio nessas três áreas vitais para tocar o seu dia a dia, nesse nosso desigual país, ela está fadada ao sumiço.

Será que é esse o plano do governo, com o aparelhamento ideológico da administração federal, por gente oriunda das forças armadas e claramente despreparada para as especialidades que requerem essas três áreas vitais?

Como exemplo, de mais esse fiasco da administração pelas forças armadas, está o que aconteceu com o terceiro ministro da Educação nomeado e que não durou uma semana no cargo, por causa de um currículo manchado de inverdades.

Hoje estamos passando a triste marca de mais de 60 mil mortes causada pela doença do Covid-19 e, até muito pouco tempo atrás, o presidente parecia um garoto propaganda da cloroquina, como se ela fosse a salvadora da pátria dos enfermos.

Por que ele e o seu amigo presidente dos Estados Unidos falavam tanto da cloroquina? Seria algum apoio humanitário e filantrópico de laboratório produtor da droga e que até agora não ficamos sabendo?

“Basta!”, é o que falou um dia o presidente naquele seu cercadinho do Palácio do Planalto onde ele prega, diariamente, para seus fanáticos seguidores nazifascistas.

Está passando da hora de mudarmos esse sinal.

“Basta!”, é o que deveria falar os democratas e começar a dar um bye, bye, blue caps, green caps and white caps.

Cada dia que passa, fica mais evidente, que esse pessoal das forças armadas que governa o país não serve para administrar as áreas vitais para a população, a não ser provocar taquicardia, como se fossem uns cloroquinas, naqueles que ainda acreditam em alguma coisa e que permanecem isolados em quarentena.

Acho que já deu, não?

Queremos vacinas, abaixo os cloroquinas!

Se as eleições deste ano de 2020, para prefeitos e vereadores, vão ser adiadas por causa da pandemia do Covid-19, por que não se pensar grande e trabalhar para a cassação da chapa militar-presidencial, além de uma reforma política já, via Congresso, com cláusula de barreira para os partidos, mandato de cinco anos, sem reeleição, em uma eleição geral para todos os cargos eletivos, coincidindo, ainda, com o calendário eleitoral desse ano?

“Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita.” (Martin Luther King Jr.).

Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo - USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña - UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo - USP.






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