Política

Dilma: você vê o túnel e, com ou sem luz, tem que sair dele

 

06/04/2021 11:20

(Roberto Stuckert Filho/PR)

Créditos da foto: (Roberto Stuckert Filho/PR)

 
“21 anos de ditadura, isso é que é barra pesada. Tem hora que a gente não pode ficar falando se vê ou se não vê a luz no fim do túnel. Você vê o túnel e tem que sair dele.” Essa fala da ex-presidenta, Dilma Rousseff, em recente entrevista às mídias independentes, Brasil 247, DCM e Fórum, teve o sentido conclamar as pessoas à ação, a se recusarem à passividade pela falta de saídas à vista.

Ela falou sobre as vidas ceifadas e ameaçadas, pela pandemia e pela fome, sobre a troca de ministros militares e a participação das Forças Armadas na política, sobre as chances de sobrevivência política do atual presidente, sobre os grampos da NSA e o intervencionismo dos EUA, sobre o Centrão sob o domínio de Eduardo Cunha e o impeachment.

1 A questão da vida

A vida precisa estar no centro de todas nossas discussões, nada é mais importante nesse momento. Diz Dilma:

“Eu acho que hoje tem uma questão central no Brasil, que, se a gente fugir dela, fugiu do que é importante: a questão da vida. Nós temos que resolver essa questão. A questão da vida que implica doença e fome. Doença é vacina e isolamento social.”

“O Bolsonaro conseguiu atemorizar todos os que falam em lockdown”, alerta Dilma. Para ela não há como romper o ciclo de contágios sem um confinamento verdadeiro:

“Uma hora você tem que interromper a linha de contágio. Aqui você não consegue interromper. Fica nesse meia-boca durante mais de três semanas, quatro semanas e só se aumenta o contágio, só se aumenta a morte. Nós não podemos normalizar isso. Não podemos normalizar o fato de que as pessoas voltaram para a fome, estão passando fome. Até ação humanitária nos precisamos nos dispor a fazer… A distribuição de alimentos, nesse momento que estamos vivendo é crucial. A ação solidária passou a ser uma forma de protesto nesse país.”

2 Sobre a troca de ministros militares

Dilma avalia que Bolsonaro está enfraquecido e que as trocas de ministros tiveram objetivo de tentar revigorar sua posição. Por um lado, afirma que “ninguém pode estar fortalecido com o que está acontecendo no Brasil, que, o presidente gostando ou não, caracteriza-se como um genocídio”. Por outro lado, no sentido da tentativa de revigorar o presidente, ela relembra que o novo ministro da defesa, general Braga Neto, foi o interventor no Rio de Janeiro, que “entende de milicias e do que os milicianos fazem”.

Esse reposicionamento entretanto está muito distante de se configurar uma ruptura com as Forças Armadas. A ex-presidenta confessa não estar certa de quem é criador e quem é criatura na relação entre Bolsonaro e Exército, mas diz que tende a achar que o presidente é a criatura. Ela usa o número de militares da ativa e da reserva, 6.157, em cargos civis do governo federal, segundo o Tribunal de Contas da União, para explicar a subordinação do governo e seu entrecruzamento com as Forças Armadas. “Acho que a sustentação de Bolsonaro não é só uma sustentação. Acho que é uma coincidência de visão sobre a sociedade brasileira entre Bolsonaro e o Partido Militar”.

Sem deixar de citar os desatinos e ações imperdoáveis da ditadura, Dilma aponta que há contrastes importantes entre os militares da ditadura e os atuais. Ela revela, por exemplo, não acreditar que uma parte dos militares daquela época entregariam a base de Alcântara para os norte-americanos. Ela marca que hoje: “precisamos de lupa para encontrar um general que tenha um projeto de desenvolvimento para o país”.

3 Sobre o protagonismo das Forças Armadas no processo político

Dilma expõe com clareza as limitações que tem a posição de presidente da República em relação às Forças Armadas. Ela declara que recebeu, quando assumiu a presidência, uma estrutura institucional que, substantivamente, a presidência não tinha como alterar:

“A questão das Forças Armadas no Brasil não começou no dia que eu subi aquela linda rampa do Palácio do Planalto, nem tampouco quando eu adentrei o Alvorada. O Brasil tem um problema com as Forças Armadas na transição da ditadura para a democracia. Nós somos um dos países, aqui do continente sul-americano, que não fizemos uma transição. Nós fizemos uma negociação por cima.”

O exemplo da reação à Comissão da Verdade é usado por ela para demonstrar que as Forças Armadas ainda não superaram a Guerra Fria e que misturam antipetismo com anticomunismo.

“Uma Comissão de Verdade que mal arranhou a questão seríssima que tem por trás de qualquer processo ditatorial na América Latina que é o conjunto de torturados, mortos, exilados, banidos. Não só isso, mais os efeitos sobre as instituições legislativas, fechamento do Congresso, interferência no Judiciário, cassações generalizadas… A única coisa que queria [a Comissão da Verdade], tantos anos depois, era estabelecer a memória e a verdade. Para quê? Não é para perdoar. É para não esquecer. É para registrar. É para deixar claro o que ocorreu.”

“Eu acredito que, no Brasil, não superamos, do ponto de vista das Forças Armadas, a Guerra Fria. Nós estamos numa versão atualizada, aggiornada, da Guerra Fria em termos do anticomunismo. O antipetismo, tal qual ele é defendido pelas elites em geral, do Judiciário, do mercado, da mídia, mas sobretudo, extremamente sensibilizado nas Forças Armadas, é uma versão do anticomunismo.”

Dilma conclui que nossa democracia tinha bases mais frágeis do que ela própria anteriormente supunha. A declaração do general Villas Bôas, em seu livro, sobre a participação militar no golpe, reforçou essa fragilidade. Diz a ex-presidenta:

“Eu nunca tive certeza de que o Exército, a Aeronáutica, a Marinha tinham participado do meu impeachment. Eu via meu impeachment - que acho que abre o processo do golpe de 2016, que vai continuar com a prisão do Lula, eleição do Bolsonaro etc. - eu sempre vi o impeachment mais como um produto de enquadramento do Brasil no neoliberalismo, econômica, social e geopoliticamente, do que uma ação concertada. Hoje eu tendo a achar que algumas incipientes manifestações podiam estar em curso, quando o senhor Villas Bôas confessa que ‘a família militar’ participou do golpe.”

Dilma conclui com uma intrigante questão sobre nosso futuro:

“Neste processo de transição do governo, neofascista e neoliberal, de Bolsonaro, para um outro tipo de governo, vai haver uma discussão que cobre o papel omisso das Forças Armadas e, ao mesmo tempo, ‘protagonístico’ das Forças Armadas, em relação à pandemia da Covid ou não? Dependerá da correlação de forças.”

4 Sobre a permanência de Bolsonaro no cargo

“Acho que se Bolsonaro prometer algumas mudanças ele sobrevive.” Essa opinião de Dilma deriva da visão que a aliança do neofascismo com o neoliberalismo é sua base de sustentação e que “enquanto ele tiver alguma utilidade, vão mantê-lo”. Os neoliberais esperam que Bolsonaro “estraçalhe” um pouco mais a Petrobras, a Eletrobras, e talvez até o Banco do Brasil e a Caixa. Eles concordam, complementa ela, com a fala de Bolsonaro quando anunciou que veio para destruir.

Por outro lado a pandemia impede que as forças contrárias a ele pressionem pela recuperação da democracia. Dilma acredita que um grande passo foi dado quando a sociedade percebeu que a Lava Jato é um projeto com forte conteúdo neofascista, quase messiânico. O retorno de Lula à cena política também debilita o atual presidente, pondera ela.

5 Sobre os grampos da Agência Nacional de Segurança, NSA

Sobre a espionagem norte-americana, a ex-presidenta assegura que não tem qualquer evidência de alguma ação “deletéria” de Biden ou Obama. Entretanto, ela aponta as escutas reveladas por Snowden:

“Vocês se lembram que eu e a Angela Merkel, no mesmo momento, tivemos a revelação do que estava ocorrendo no Brasil e na Alemanha, que eram os chamados grampos. No caso do Brasil tinham sido feitos grampos no meu gabinete e na Petrobras, na parte da Petrobras que lida com todo o conjunto de dados estratégicos de descobrimentos de áreas de petróleo. Enfim, era isso que eles estavam atrás.”

Ela explica que essa é uma ação não direta do governo, mas do estado profundo norte-americano que controla, entre outras instituições, a NSA, Agência Nacional de Segurança. Diz ela:

A NSA, “do ponto de vista de guerra cibernética, guerra híbrida, desestabilização de governos é hoje a agência mais importante dos Estados Unidos… O Brasil era objeto do interesse precípuo do deep state americano”. Esse interesse envolvia a própria relação do Brasil com os EUA, com os BRICS, com o G20 , com o Conselho de Segurança da ONU, além de interesse profundo por nossas reservas de petróleo.

Diante dessas informações de espionagem, Dilma conta que pediu, primeiro a Biden e tempos depois a Obama, que eles contassem o conteúdo das escutas e que prometessem que parariam com essas ações. Ambos disseram que atenderiam ao pedido e, depois de algumas semnanas, afirmaram não ter condições de responder, pois não sabiam o que tinha sido captado nas escutas. A ex-presidenta decidiu, assim, abrir mão da visita de Estado que estava prevista aos EUA. “O deep state acompanhava qualquer movimento do Brasil. Não tenham dúvidas disso”, assegura ela.

Ela nega ter recebido qualquer alerta de Putin sobre esse assunto, mas conta ter conversado com Erdogan, presidente turco, sobre as semelhanças das manifestações de 2013, em dois países de culturas tão diferentes como Brasil e Turquia.

6 O intervencionismo norte-americano

“Acho que nunca se afasta a hipótese do intervencionismo norte-americano. Independentemente de relações pessoais anteriores [com Biden], eu tenho uma visão bastante crítica. (…) No caso da América Latina, a arma que eles usaram na Bolívia foi a arma da OEA. O Almagro [Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos] interferiu violentamente na eleição. É essa é a arma americana. Com a eleição e toda a volta por cima que o MAS [Movimiento al Socialismo], o Evo e o atual presidente [Arce] deram, eles não conseguiram impedir essa retomada e agora eles estão colocando a cara do golpe – porque o golpe tem a participação dos Estados Unidos via Almagro. Tem a participação dos Estados Unidos via embaixada americana na Bolívia. E tem também as relações que foram estabelecidas com as milícias policiais.”

Dilma ressalta ainda o quanto têm ficado evidentes e abertas as intervenções dos Estados Unidos na política dos países da América Latina. Esclarece que os norte-americanos tinham três diferentes estratégias: o bloqueio, como à Venezuela e a Cuba, o uso do dólar como moeda de combate e os instrumentos da guerra híbrida. Diz ela:

“De uma forma ou de outra, eles tiveram interferência, seja no caso do Lugo [Paraguai], no meu, no do Evo [Bolívia], no do Zelaya em Honduras, seja no lawfare com Lula, com Cristina [Kirchner], com Rafael Correa no Equador. Então você tem instrumentos que não são da intervenção aberta. O Blinken [atual Secretário de Estado dos EUA] vai reclamar horrores do que está acontecendo com a Janine Añez.” A ex-presidenta conclui: “não se esqueçam que eles [os norte-americanos] acham que tiraram o ‘B’ e ‘I’ dos BRICS.”

7 Sobre os aviões de caça Gripen

A transferência de tecnologia e a obrigatoriedade de conteúdo nacional, nas compras feitas pelo governo, por empresas estatais ou de economia mista, foram políticas amplamente criticadas pelos neoliberais, com a Petrobras ocupando lugar de grande destaque nesse aspecto. Dilma defende sua política e ironiza: “abre e acaba com o conteúdo nacional? Abre e entrega a Embraer? Sabendo que ela é estratégica para qualquer projeto aeronáutico no Brasil? Abre o destrói a Petrobras como empresa integrada verticalmente? Que projeto de nação é esse?”

Aviões de caça Gripen (Reprodução/aereo.jor.br)

Dilma repete seu estarrecimento com a falta de projeto de nação das Forças Armadas brasileiras e dá um exemplo cabal: “Não sei se vocês viram uma foto que tinha o Cristo Redentor e o Gripen, o nosso avião de caça? Agora está prontinho. Eu negociei o Gripen, Por que o escolhemos? Por que era o único que nós teríamos transferência de tecnologia. E como teríamos a transferência? Via quem? Via Embraer. Eles tiram da equação o receptor. É como se você fosse dar um presente e cortasse as mãos da pessoa. Ela não tem como receber.”

8 Sobre o Centrão

Dilma nos aconselha a não acreditar muito na forma como o Centrão critica acidamente o governo, pois eles compartilham uma visão de mundo com o governo. Essa é a forma que eles usam para negociar, afirma ela. O Centrão “quer sempre ter uma espada de Dâmocles na cabeça do governo. O Artur Lira é um herdeiro direto do Cunha.”

Ela explica sua percepção de que o Centrão é diferente em cada período histórico. Relembra o centro no período da redemocratização formado, por exemplo pelo Dr. Ulisses e Mário Covas: “eles tinham uma posição de centro-esquerda, alguns de centro-direita, mas eles tinham compromisso com o país”. Esse centro democrático se fragmentou em inúmeros partidos e, atualmente, quem controla a Câmara e o Senado detém a hegemonia, não é quem ocupa a presidência da República, afirma Dilma.

A virada com Centrão à extrema direita, que a ex-presidenta qualifica como a pré-estreia de Bolsonaro, ocorre sob a liderança de Eduardo Cunha. “Foi a primeira vez que um líder de direita extrema aparece no cenário, neoliberal e extremamente conservador.”

Eduardo Cunha galga de “uma Comissão de Constituição e Justiça, onde ele bloqueia a CPMF e negocia de forma chantagista com o governo Lula, para uma posição de líder do PMDB, para uma posição de presidente da Câmara. Quando ele chega nessa posição, ele começa o processo de tomar o PMDB das mãos dos senadores… Ele coopta Temer e seu grupo”.

9 Sobre o impeachment e Eduardo Cunha

“Nesse processo de impeachment, eu vi muita gente que, diante da correnteza política, não consegue resistir. Ou por medo, ou por que teme as consequências, não resiste à correnteza”. Dilma evita, no entanto, falar das pessoas que a decepcionaram.

Sobre Temer, por exemplo, ela afirma que:

“O Temer não me traiu. Sabe por quê? Porque, infelizmente, eu descobri a partir de um determinado momento, infelizmente mais no fim, que ele era um traidor. Quando você sabe que a pessoa é um traidor, você não se surpreende com a traição.”

A liderança do golpe de 2016 foi de Eduardo Cunha e não de Michel Temer, que sempre teve uma personalidade frágil, que reclamou por ser um vice-presidente decorativo e que foi um presidente decorativo, sustenta Dilma. “A liderança golpista principal, que leva o PMDB para a extrema direita, ou para a direita se você quiser - mas não é a direita cheirosa e gostosa gourmet, não, é a direita bolsonarista -, a pré-estreia de Bolsonaro tem nome: se chama Eduardo Cunha”, diz.

A ex-presidenta entende que o papel desempenhado pela Globo foi decisivo, como mostra a fala de Merval Pereira: “Eu ainda não estava eleita… o senhor Merval Pereira diz o seguinte: ‘se ela for eleita, ela vai sofrer o impeachment’”. As inúmeras evidências, fartamente noticiadas pela mídia tradicional, levam Dilma à conclusão que a direita neoliberal decidiu que faria o impeachment antes da eleição.

Por quê? “Eram quatro eleições presidenciais consecutivas. O que eles temiam? Eles temiam que nós aprofundássemos tanto a modificação do Brasil que não tivesse volta atrás, que não tivesse isso que ocorreu com Bolsonaro”.

Ela relembra também a lista dos três erros cometidos pelo PSDB, na visão de Tasso Jereissati: 1. ter impedido que o governo, em 2015, tomasse as medidas econômicas necessárias para seguras uma crise monstruosa em curso; 2. não ter reconhecido a eleição de 2014; 3. ter participado do governo Temer.

Há, ainda, um componente geopolítico importante que ela agrega às razões que levaram à sua deposição:

“Nós não atrelamos o Brasil a ninguém. Nós tornamos o Brasil um player. O que incomodava muito? Nós éramos um dos países principais no BRICS, nós não só criamos o banco dos BRICS, mas fizemos (…) o acordo contingente de reservas, que é nada mais nada menos do que uma versão do FMI para os BRICS (…) a gente era credor líquido do FMI. O Brasil se situou diferenciadamente na América Latina. Não engoliram a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos] e a Unasul [União de Nações Sul-Americanas]. Ao mesmo tempo, nós tivemos uma relação completamente diferenciada com o Oriente Médio. Dentro do G20, nós não votamos com os Estados Unidos, na Comissão de Segurança da ONU, nunca votamos.”

Ela julga que o desejo de alinhamento automático aos EUA é uma tolice das elites industriais e financeiras brasileiras. Ela brinca que se “a China assopra o agronegócio tem um prejuízo mortal”. Outros polos são muito importantes para os negócios brasileiros.

O espaço conquistado pelo Brasil, nos governos petistas, não era do gosto do deep state norte-americano e eles jogam pesado na Lava Jato, diante da possibilidade de Lula voltar depois de sua saída: “eles armam a Lava Jato em 2014. Ela nasce em 2013/2014. Ela age no meu impeachment … aquela história das gravações. É um momento crucial, porque a gente podia recompor o governo. A presença do Lula no governo não era para salvar o Lula coisíssima nenhuma. Era para salvar o governo. E era isso que eles não queriam. Não é por que eles achavam que a gente ia esconder o Lula no foro privilegiado. Eles sabiam que o Lula dentro do governo mudaria a correlação de forças, por isso a interdição do Lula para entrar no meu governo. Ele não podia ir para a Casa Civil.”

10 O mundo ideal

Perguntada sobre qual dos participantes do golpe - os militares, os Estados Unidos, o Congresso ou a mídia - ela mudaria se tivesse esse poder, se tivesse uma varinha de condão, Dilma responde: “Eu empoderaria o povo. Acredito que se você não tem um exército, não tem o Congresso, você só tem uma coisa: o poder do povo, 220 milhões de brasileiras e brasileiros.”

“Você elege um presidente, mas se você não elege o parlamento, como você quer que o presidente governe? Se você deixar, por exemplo, a mídia como está, como é que um presidente vai governar? Uma mídia golpista, uma mídia que criou o clima de ódio.”

Os meios de comunicação atuaram fortemente na criminalização da política, o que além de ter a função de perseguir adversários, criminaliza o exercício da atividade política e não há nenhum outro ambiente, na vida social, segundo Dilma, “no qual você pode construir um processo de compreensão da realidade e de entendimento e de relações interpessoais… Se ele [o povo] não faz política, quem fará no lugar dele? O Bolsonaro e sua família? Quem?”





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