Política

Em fórum com Celac, China diz que vai injetar US$ 250 bilhões na América Latina

Comércio bilateral deverá dobrar nos próximos anos e atingir US$ 500 bi anuais; reunião representa 1ª viagem internacional do novo chanceler brasileiro

10/01/2015 00:00

Presidencia de la República del Ecuador / Flickr

Créditos da foto: Presidencia de la República del Ecuador / Flickr

O presidente chinês, Xi Jinping, anunciou nesta quinta-feira (08/01) que vai investir US$ 250 bilhões nos próximos dez anos na América Latina e no Caribe. Durante a abertura do fórum da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-China realizado entre hoje e sexta (09/01) em Pequim, o mandatário afirmou que também pretende aumentar o comércio bilateral com a região, atingindo em uma década a marca de US$ 500 bilhões anuais — o dobro do valor atual.


O encontro em Pequim também representou a primeira viagem internacional do novo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira. Ex-embaixador em Washington, o diplomata, que substituiu Luiz Alberto Figueiredo, assumiu o cargo no dia 1º de janeiro, quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse para seu segundo mandato de quatro anos.

 

“A China ampliará os esforços de cooperação com os países da América Latina”, ressaltou Xi Jinping, ao acrescentar que “as discussões sobre o crescimento da cooperação neste fórum serão determinantes para reforçar nossa integração com a América Latina nesses cinco anos, em setores como segurança, comércio, finanças, tecnologias, recursos estratégicos, indústria e agricultura”.

 

O processo de aproximação da China com a América Latina tem se dado de forma rápida.

 

O país é o principal parceiro comercial de Brasil e Chile, o segundo de Argentina e Colômbia, o terceiro do México e o principal receptor de exportações de Uruguai e Equador. Em 2014, o volume comercial entre a região foi de US$ 240 bilhões, ante os US$ 12,6 bilhões verificados nos anos 2000, como elucida artigo publicado pelo Celag (Estratégico Latino-Americano de Geopolítica).

 

Ao término do evento, será assinada a “declaração de Pequim”, que marcará as linhas futuras da cooperação entre China e Celac em setores como segurança pública, comércio, investimento, finanças, infraestruturas, energia, recursos, energia, agricultura ou ciência.

 

 Além da Celac

 

Em junho do ano passado, Xi visitou alguns países da América Latina, quando foi ampliada a cooperação pragmática o país e o bloco integracionista. O fórum China-Celac foi criado em janeiro de 2014, durante a segunda cúpula da Celac em Havana, e ratificado seis meses depois em Brasília. O evento de hoje em Pequim marca a primeira reunião do fórum.A reunião deveria ter contado apenas com ministros dos países integrantes da Celac, mas os presidentes de Venezuela, Nicolás Maduro, Equador, Rafael Correa e Costa Rica, Luis Guillermo Solís, viajaram para a China, onde realizaram reuniões com Xi Jinping, atraídos, os dois primeiros, à segunda economia mundial para buscar alternativas à constante queda verificada nos preços do petróleo nos últimos meses.*

 

Com informações da Agência Efe

 



 



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