Política

Juiz do tribunal de apelação do Brasil ordena soltura de Lula

Lula está cumprindo uma sentença de 12 anos por aceitação de propinas de uma construtora brasileira

09/07/2018 12:47

AFP

Créditos da foto: AFP

 
Um juíz do tribunal de apelação do Brasil anulou uma ordem de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma decisão surpreendente no domingo, o juiz Rogério Favreto ordenou a soltura do político de esquerda, que está cumprindo uma pena de 12 anos de prisão por corrupção.

Mas a ordem foi bloqueada pelo juíz federal Sergio Moro, que mandou Lula para a prisão com a condenação por corrupção.

Moro declarou que a decisão de Favreto, que serviu no ministério da Justiça na época de Lula, era “monocrática”.

Outro juíz do tribunal de apelação, João Pedro Gebran Neto, então, interveio, ordenando que Lula continuasse na prisão e proibindo que a polícia federal tolerasse a decisão anterior de Favreto.

Gebran Neto é o juíz responsável por revisar o caso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4a região (TRF-4) e um analista legal disse que sua decisão anula as dos outros juízes.

Lula, que foi condenado por aceitar um apartamento à beira-mar como propina da OAS, construtora brasileira, tem lutado para invalidar sua sentença de 12 anos na esperança de concorrer à presidência novamente nas eleições de outubro.

 Mesmo com seu encarceramento, Lula tem liderado consistentemente as pesquisas presidenciais.

Se Lula poderá ou não concorrer nas eleições em outubro ainda será decidido pelo tribunal eleitoral brasileiro mês que vem.

Lula insiste que é inocente e descreveu as acusações da aceitação do apartamento como conspiração focada em impedir sua candidatura.

Seu estilo de gente comum e discursos nada ortodoxos eletrificavam massas e ganharam dois termos presidenciais, de 2003 a 2011, quando ele acompanhou grandes crescimentos econômicos e desigualdade em queda em meio ao boom das commodities.

Ele deixou o cargo com uma aprovação altíssima de 83%.

* Tradução de Isabela Palhares | Originalmente publicado na Al Jazeera






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