Política

Lula para a TV Argentina: "Se for necessário ser candidato em 2022, eu serei"

Ex-presidente falou sobre as crises sanitárias, política e econômica vividas pelo Brasil atualmente, sob o comando de Jair Bolsonaro, em conversa com o canal de notícias C5N

19/04/2021 12:33

(Reprodução/Youtube)

Créditos da foto: (Reprodução/Youtube)

 
Nesta quinta-feira (15/4), enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) realizava a sessão que terminou com a anulação de todas as sentenças da 13ª Vara Federal de Curitiba contra o Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente dava uma entrevista para o canal de notícias C5N, um dos mais importantes da Argentina, no qual abordou vários temas da atualidade do Brasil, incluindo as crises sanitária, política e econômica geradas pelo governo de Jair Bolsonaro, além de falar também das possibilidades de que ele seja candidato novamente em 2022.
Leia aqui a entrevista na íntegra:
 
Presidente Lula, é um grande prazer cumprimentá-lo, de vê-lo em liberdade, e de vê-lo de volta ao dia-a-dia do Brasil. Muito boa noite, é um prazer cumprimentá-lo aqui da Argentina.
Luiz Inácio Lula da Silva: Gustavo (Sylvestre), o prazer é meu em poder conceder esta entrevista, e poder abraçar cada trabalhador do canal C5N, abraçar cada argentino e cada argentina, e sobretudo os espectadores que assistem o seu programa. É uma grande alegria falar com alguém que tem a sua qualidade e responsabilidade como jornalista, e sobretudo sua credibilidade, porque é muito o que posso falar bem de você como jornalista, e, para mim, isso é muito importante. Quero dizer que estou à sua disposição. Não há perguntas proibidas. Faça as perguntas que você queira fazer e as que eu não souber responder eu direi sinceramente, mas espero estar pronto para poder responder todas as perguntas que você queira fazer.
Presidente, nós seguimos bem de perto tudo o que aconteceu durante a perseguição judicial contra o senhor, dos processos contra o senhor. Você foi um dos primeiros a falar sobre a questão do lawfare na região da América Latina, e como isso foi se propagando depois. Agora que o STF brasileiro reconhece que Moro armou uma perseguição contra você, agora que essa operação foi desarmada, é muito interessante poder ouvir a sua experiência a respeito, e sobre como se desarticulou essa aliança entre o poder midiático, setores da Justiça, donos de meios (de comunicação) e certos políticos que iniciaram essa perseguição.
Gustavo, esse é um problema muito complicado e muito difícil de comentar, porque o lawfare é a utilização do Poder Judiciário com interesses políticos. Isso aconteceu com o meu processo, também aconteceu com a Cristina (Kirchner), com o Rafael Correa, com o Evo Morales, a mesma coisa… e isso pode continuar acontecendo. No caso do Brasil, o mais grave é que havia interesses do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, havia o interesse das empresas petroleiras norte-americanas e das grandes indústrias de engenharia norte-americanas, que queriam destruir a nossa indústria brasileira de petróleo e gás. Esse processo foi uma grande farsa. Desde 2016, meus advogados demonstraram com provas que isso tudo foi uma mentira, uma farsa. Na verdade, o que os procuradores tinham contra mim era só uma apresentação em powerpoint na qual eles tentavam mostrar que eu teria criado uma quadrilha, e não tinha, mas mesmo assim eles seguiram com o processo. Em 2016, meus advogados já levantavam a tese do lawfare e já diziam que os meus processos não deveriam ser julgados em Curitiba, mas eles o fizeram mesmo assim. Cinco anos depois, o STF reconhece que eu tinha a razão e anula o processo de Curitiba. Vamos ver quais serão as consequências agora. O que eu posso dizer, a você Gustavo e ao povo argentino, é que eu tenho a consciência tranquila. Eles me sentenciaram por um “ato indeterminado”. Ou seja, na peça condenatória, se você buscar no processo sobre qual crime eu teria cometido, o que está escrito? É uma condenação por “atos indeterminados”. Então, o juiz (Sérgio Moro) mentiu, os procuradores mentiram, a Polícia Federal mentiu, e tudo isso porque era preciso tirar o Lula da campanha presidencial de 2018. Mas eu estou aqui, vivo, inteiro, tenho 75 anos, tenho uma energia de 30 anos e estou pronto para a luta. E apesar de tudo isso que aconteceu comigo, eu agradeço muito ao presidente (argentino) Alberto Fernández, porque, quando ele era candidato, ele foi me visitar na prisão em Curitiba. E vou te contar um segredo: eu pedi ao Alberto que não dissesse à imprensa (sobre a visita), porque eu tinha medo que se ele revelasse isso poderia ser nefasto para ele, então eu disse isso, tivemos uma conversa bem longa e eu tenho por ele muita gratidão, para sempre, pelo companheirismo, pela atitude que Alberto Fernández teve para comigo durante todo o processo de lawfare. Então, aproveito de mandar um abraço ao presidente Alberto Fernández.
Sabe, presidente, que nós entrevistamos o presidente Alberto Fernández há cerca de 15 dias, e ele nos contou esse segredo, e nos contou também da alegria que significava para ele que você tenha recuperado seus direitos políticos e que tenham sido anuladas essas provas que nunca existiram, nessa perseguição que foi como você bem disse: não queriam o Lula no poder, por tudo o que o Lula tinha feito para tirar os pobres da miséria no Brasil, não?
Tem uma coisa que é muito séria, Gustavo, que é a seguinte: eu tive o prazer de viver os melhores momentos da política da América do Sul. Eu governei ao mesmo tempo que Michelle Bachelet no Chile, Néstor Kirchner e Cristina na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, Hugo Chávez na Venezuela, Tabaré (Vásquez) e Pepe Mujica no Uruguai, Fernando Lugo no Paraguai… ou seja, era um conjunto de presidentes, e quando nós criamos juntos a UnaSul (União dos Países Sul-Americanos) mostramos que era possível sonhar, e pensar na construção de um grande bloco na América do Sul, para poder competir politicamente e economicamente com os demais blocos, sobretudo com a Europa e os Estados Unidos. Foi um momento muito importante, durante a minha presidência, e creio que um dos melhores momentos da América do Sul em toda a sua história. Eu me lembro qual era a situação da Argentina quando o (Néstor) Kirchner assumiu a presidência, e como ele recuperou o país. Por isso eu me preocupo por este momento, porque sei o que o presidente Alberto Fernández recebeu quando assumiu o poder na Argentina, o tamanho do problema que ele tem nas mãos. A dívida enorme que o presidente anterior (Mauricio Macri) gerou no país. Por isso quero aproveitar o seu programa para dizer que o povo argentino tem um presidente, Alberto Fernández, que tem um compromisso enorme com a recuperação do país. O FMI (Fundo Monetário Internacional) não tem que fazer pressão contra a Argentina. Não pode cobrar a dívida agora, e tampouco os juros da dívida. O FMI tem que entender que o presidente Alberto Fernández tem um compromisso urgente e prioritário, que é o de salvar a vida de milhões de argentinas e argentinos que podem morrer pela pandemia ou pela falta de recursos e de crescimento econômico, e por isso o FMI não tem que cobrar essa dívida agora, só porque um presidente irresponsável (Macri) gerou essa dívida e a missão de pagá-la ao presidente Alberto Fernández. Portanto, eu sou muito solidário ao Alberto Fernández e ao povo argentino nessa questão e quero dizer bem claramente: a Argentina não deve aceitar a pressão do FMI. O mesmo FMI que não teve coragem de cobrar o Lehman Brothers e os países ricos durante a crise mundial de 2008, não fizeram nada. O FMI tem que fazer um acordo para prolongar o prazo de pagamento da dívida argentina e não cobrar os juros da dívida. É o que o FMI tem que fazer. E o mesmo tem que ser feito com outros países, para que possamos vencer esta pandemia, que é hoje o maior inimigo da humanidade, e que talvez seja um inimigo criado pela natureza para que a humanidade aprenda a respeitar mais o meio ambiente e a natureza.
Você sabe, presidente Lula, que isso está certíssimo, e também é o que o presidente Alberto Fernández busca, prolongar os prazos (de pagamento da dívida), e parece que o FMI entende isso, pela primeira vez, mas vamos ver se vai ser assim. Esta manhã, no meu programa de rádio, eu falei com o Pepe Mujica, tanto que sei que você anda conversando por telefone com o Pepe Mujica, porque ele nos contou, e outra coisa que ele falou foi desse problema das vacinas, da falta de solidariedade do mundo, dos países ricos que monopolizam as vacinas. Isso poderia mudar? Essa pandemia poderia nos mostrar um mundo mais solidário? Ou os países ricos, junto com os organismos de crédito, vão continuar insistindo nessa lógica de sempre pressionar os países da nossa região?
Gustavo, eu dei uma entrevista recente à CNN norte-americana, outra ao Le Monde, outra à imprensa chinesa, também à imprensa alemã, e em todas essas entrevistas eu cobrei dos governantes desses países que convoquem com urgência uma reunião do G20 ou do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Ou que o secretário-geral da ONU convoque uma assembleia geral para discutir sobre a vacinação no mundo. Essa vacina tem que ser transformada em um bem público. Não se pode permitir que os países pobres sejam impedidos de obtê-la, mesmo que por razões econômicas. Os países ricos tem que atuar para que essa vacina chegue também aos países pobres, aos que não têm os recursos para comprá-la. É preciso salvar a humanidade, e agora haverá uma reunião na Itália, em outubro. Quando ocorreu a quebra do Lehman Brothers, quando o problema era o sistema financeiro, foram realizadas várias reuniões como essa, eu participei de dezenas de reuniões, e agora que estamos diante do problema da pandemia de covid, que mata milhões de pessoas no mundo, os países ricos não se reúnem para discutir esta situação. A irresponsabilidade dos países ricos é muito grave. Por isso eu acredito que devemos fazer pressão ao FMI, creio que o Grupo de Puebla pode reunir os principais líderes da América Latina, os companheiros como o Pepe Mujica e tantos outros, e que juntos possamos fazer a pressão para que o FMI não pressione a Argentina, que a Argentina não tem que pagar a dívida agora. A Argentina agora tem que cuidar do seu povo, comprar mais vacinas, comprar mais insumos médicos, recuperar sua economia, como outros países que estão passando por situações semelhantes devido à pandemia. Além disso, a Argentina também enfrenta a fome, que surgiu graças a uma política irresponsável do seu ex-presidente (Macri). Eu sei como a imprensa argentina se porta, muitas vezes. Eu me lembro que quando o (Néstor) Kirchner era presidente, a imprensa dizia que quem mandava de verdade era a Cristina, e quando a Cristina virou presidenta, a mesma imprensa dizia que o Néstor era quem mandava. E agora dizem o mesmo do Alberto Fernández, porque, na verdade, a questão é que existe uma falta de respeito aos líderes progressistas na Argentina. Por isso eu sou solidário ao Alberto Fernández e quero eu o meu partido, o PT, e outros partidos de esquerda, juntos, levemos alguém progressista ao poder no Brasil, para que possamos recuperar a UnaSul e criar um bloco econômico e político muito forte. Também queria, Gustavo, te dar um dado muito importante antes de você fazer sua próxima pergunta: em 2003, quando eu assumi o governo, o comércio entre Brasil e Argentina era de somente 9 bilhões de dólares, em 2010, quando eu deixei o governo, esse comércio entre os países já movimentava 33 bilhões de dólares. E isso nós fizemos atuando junto com os governos do Néstor e da Cristina. E em 2020, esse comércio foi de 16 bilhões de dólares. O comércio com o Mercosul em 2003 era de 12 bilhões de dólares, em 2010 passou a 39 bilhões de dólares e em 2013, quando a nossa presidenta era a Dilma, subiu a 44 bilhões. Em 2020, somente 22 bilhões de dólares. Eu te dei esses números para lhe mostrar como a América Latina e a América do Sul perdem com os governantes fascistas e de direita, pois quase todos se submetem, se subordinam aos Estados Unidos, quando, na verdade, o que devemos fazer é construir nossa pátria. Uma pátria grande, livre e independente, que não tenha problemas e conflitos com nenhum outro país. A América do Sul pode ser assim. O Mercosul pode ser assim. Eu nunca vou esquecer que em Mar del Plata, em 2005, nos deixamos de lado o projeto da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e decidimos fortalecer e reforçar o Mercosul.
Mas precisaríamos de você como candidato à Presidência do Brasil em 2022, para fortalecer novamente um projeto de América Latina unida, de pátria grande. O que você pensa sobre isso, presidente Lula?
Gustavo, não tem que ser necessariamente o Lula. Eu tenho 75 anos, considero que tenho uma boa saúde, estou bem fisicamente, mas isso não significa que tenho que ser eu, obrigatoriamente. Podemos escolher alguém que possa representar os setores progressistas no Brasil. Pode ser outro companheiro. O que eu quero dizer é que se é necessário que eu seja candidato em 2022 para se ganhar as eleições contra um fascista que se chama Jair Bolsonaro eu serei sim o candidato. Porém, é preciso conversar muito, debater com as demais forças políticas de esquerda e de centro, para fazer o que vocês conseguiram aí na Argentina, com a vitória do companheiro Alberto Fernández. Eu acho que há várias possibilidades em jogo, mas eu também nunca imaginei que o Brasil um dia teria um presidente da República fascista como o que temos hoje. Um presidente da República que é um genocida, com todo o absurdo que é a forma como ele está lidando com esta pandemia. Ele é o maior responsável pelo caos que a pandemia de covid-19 tem causado aqui no Brasil. Ele não está cuidando do povo como tinha que cuidar. Ele não comprou as vacinas quando tinha que comprar. Ele tratou a ciência com uma tremenda falta de respeito, não respeitou os laboratórios, os especialistas, a OMS (Organização Mundial de Saúde), não respeitou o povo brasileiro. Ele só pensa nos milicianos que o apoiam. Mas eu acredito que a democracia vai voltar no Brasil e eu espero participar desse processo que devolverá ao Brasil a esperança, a alegria, a possibilidade de construir um país que seja melhor. Porque nós já fizemos isso entre 2003 e 2014. É possível que o Brasil seja um sócio da Argentina, do Chile, da Bolívia, da Venezuela, do Equador, do Uruguai, da Colômbia… isso é possível. Já fizemos uma vez e podemos fazer uma vez mais. Nosso continente latino-americano não nasceu para ser dominado pelos ricos. É possível sim que os pobres, a população pobre, possa despertar pela manhã e ter café da manhã, almoço e janta ao longo do dia. E também que tenham trabalho, que recebam um salário digno, que tenham acesso à cultura, que tenham acesso à universidade, e também ao ócio, ao lazer. As pessoas querem viver e têm que viver como cidadãos de primeira classe, todas merecem isso, e nós provamos que isso é possível. Por isso, não nos conformamos com a destruição que está ocorrendo em nosso país.
Presidente Lula, na verdade, todas as noites, no nosso programa, nós enviamos a solidariedade ao povo brasileiro, por essas coisas que você comentou. Você disse que Bolsonaro é um fascista, eu prefiro catalogá-lo como um imbecil. E concordo com o que você diz, que é um genocídio o que está ocorrendo no Brasil. E aqui também temos a direita e a ultradireita, tanto no seu país quando na Argentina, que estão combatendo permanentemente os esforços para enfrentar a pandemia. Por isso é preciso alcançar essa unidade das forças progressistas, para que o neoliberalismo e a direita nunca mais destruam países como estão destruindo o Brasil e como tentaram fazer na Argentina durante quatro anos (governo de Macri).
Gustavo, eu queria aproveitar a oportunidade para enviar uma mensagem ao povo argentino aqui no seu programa. Eu sei das medidas duras de isolamento, para conter a nova onda da pandemia, que o presidente Fernández tomou no dia de ontem (14/4), e quero dizer aos argentinos que eu sei que não são medidas fáceis de enfrentar, mas que são necessárias. É duro seguir algumas restrições, mas a gente não sabe de nenhum lugar do mundo que venceu este vírus sem tomar medidas desse tipo. Aqui no Brasil nós já temos uma terceira nova variante deste vírus (SARS-CoV-2), por causa da falta do isolamento. Por isso, mesmo que a gente não goste, é importante seguir essas medidas. As pessoas devem evitar sair das suas casas, celebrar nas ruas, ir a restaurantes, as crianças não devem ir à escola, ao menos até que se diminua a gravidade do vírus, o número de contágios e de mortes. Depois disso, a normalidade poderá voltar aos poucos, a economia será retomada com todos os cuidados necessários. O que não podemos é levar os mais pobres a um genocídio, porque as pessoas não têm o que comer em casa, estão sem emprego, sem casa… é preciso cuidar das pessoas. Primeiro a gente cuida das pessoas, depois a gente cuida da economia. No Brasil eu também defendo isso, uma ampliação do gasto social. Não deveria haver nenhum problema em aumentar a dívida pública, especialmente em situações como a que estamos vivendo, porque temos que cuidar do povo. É preciso salvar a vida de milhões de brasileiros, de argentinos, e quando tenhamos uma situação melhor, então veremos como retomar a normalidade. Em situações como esta, nós vemos que os ricos realmente não se preocupam com os pobres. Por isso são os governos que têm que assumir essa responsabilidade de cuidar do povo. Os mais pobres precisam mais do governo que os ricos. Espero que todo mundo entenda isso, porque aqui no Brasil eu defendo que as pessoas fiquem em casa, que usem máscaras, e aqueles que têm que sair para trabalhar, porque seu trabalho é essencial, que essas pessoas tenham um bom transporte, limpo, que tenham acesso a máscaras, que os locais públicos e os locais de trabalho sejam higienizados, ou seja, todas as medidas necessárias para proteger as pessoas. Portanto, minha solidariedade ao companheiro Alberto Fernández e à companheira Cristina Kirchner, ela que tão perseguida na Argentina como eu seu aqui no Brasil, e eu tenho certeza que a Cristina, assim como eu, vencerá os seus processos na Justiça argentina.
Presidente Lula, foi um enorme prazer. Foi uma alegria enorme conversar com o senhor e vê-lo com esta força, com este vigor. Eu lembro da primeira entrevista que fiz com o senhor. Foi quando você era dirigente sindical e nós falamos do processo de impeachment contra (Fernando) Collor de Mello. Depois, quando era candidato a presidente, nós conversamos em Curitiba. Adoro vê-lo com essa força e com essa energia, porque nós precisamos de você assim. Um abraço enorme daqui da Argentina, obrigado.
Gustavo, um grande abraço para você e para os seus espectadores, e um abraço no coração de toda a Argentina. E, sobretudo, um abraço ao meu companheiro Alberto Fernández e à minha companheira Cristina Kirchner.
Gustavo Sylvestre, em palavras finais: Impressionante! Impressionante esta entrevista com Lula. Impressionante as definições que Lula nos deu. Realmente é um Lula que volta com muita força, e creio que ele não chegou a dizer no Brasil o que acaba de nos dizer: que se é necessário ele será candidato à Presidência da República em seu país no próximo ano. E também a solidariedade de Lula para com o povo argentino e para com o nosso presidente (Alberto Fernández) e com Cristina, que sempre está presente.
*Tradução de Victor Farinelli





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