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Diário de uma ocupação - Que sociedade vamos construir?

A ocupação é um ambiente de muitas transformações: de pessoas, da nossa concepção de universidade e da sociedade. Talvez a melhor palavra seja construção.

06/11/2016 19:02

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A ocupação é um ambiente de muitas transformações: de pessoas, da nossa concepção de universidade e da sociedade que queremos. Talvez a palavra melhor seja construção, entretanto para construir a sociedade que queremos é necessário refazer vários questionamentos que nos ajudam a ver a nossa sociedade como ela realmente é. Várias dessas questões foram levantadas durante a palestra de hoje com o tema: “Desenvolvimento, Sustentabilidade e Conflitos territoriais no alto do Rio das Velhas”, com Fernanda Oliveira e Rodrigo Silva Lemos.
 
Muito se fala em desenvolvimento. Não existe um país no sistema capitalista que não tenha esse conceito como seu objetivo. Porém, o problema são as consequências ambientais e sociais para tornar essa simples palavra uma realidade, e as mineradoras são uns dos grandes grupos empresariais a movimentar um grande capital e a degradar áreas com valor inestimável.
 
As grandes empresas produzem seus projetos, afirmam que vão gerar empregos e que os impactos serão mínimos, mas o que elas não afirmam é quem realmente irá enriquecer e quem realmente vai perder. Não afirmam que o lucro vem acima de tudo. E graças a essa lógica capitalista de não se preocuparem com a população e com a preservação ambiental que desastres como o da SAMARCO, que completa agora um ano, acontecem. Pois em muitos desses casos, senão em todos, as empresas identificam os problemas e escolhem continuar com a produção, pois o lucro é mais importante, assumindo o risco de matar sem se importar com as vidas que serão perdidas.
 
São essas injustiças que nos fazem continuar a luta, pois a população brasileira ainda não é capaz de perceber a forma como a elite desse país a manipula para enriquecer cada dia mais, só se preocupando em manter a população mais pobre como a mão de obra trabalhadora, que não deve crescer profissionalmente e principalmente não deve possuir pensamento crítico. Usando a PEC 55 (241) e a reforma no Ensino Médio como meios para tornar a massa trabalhadora ainda mais submissa e alienada.


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