Primeiros Passos

Diário de uma ocupação n°6 - A fantasia do Governo

Se alguém cometeu um crime não fomos nós que lutamos pela preservação dos nossos direitos, foram os que usurparam o governo desse país.

08/11/2016 12:30

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Sempre ficamos impressionadas (os) com essa fantasia de “bom moço” que o governo gosta de usar para manipular a população. Outro dia vi uma propaganda do Tribunal eleitoral que dizia que não basta votar, que é preciso acompanhar e se fazer ouvir. Achei isso à coisa mais irreal no mundo, bom talvez não do mundo, mas com certeza deste país devido ao momento que vivemos.
 
Estamos vivendo um momento onde os que discordam do governo estão sendo ignorados e até marginalizados. Pois o que os estudantes desse país estão fazendo é justamente acompanhar as propostas governamentais e se posicionar sobre elas, mas como eles são tratados? Como as ocupações e os estudantes que fazem parte delas são tratados?
 
Eles são marginalizados, são acusados de desocupados e vagabundos, para completar jogam os candidatos do ENEM contra os ocupantes como uma forma deslegitimar o movimento. Mas se alguém cometeu um crime não fomos nós que lutamos pela preservação dos nossos direitos, foram os que usurparam o governo desse país. Que tramam formas de precarizar a educação e a saúde enquanto votam pelo aumento dos seus salários. Foram os que aprovaram a tortura contra crianças e adolescentes que tentam fazer um país melhor. São os que manipulam a população por meio da mídia usando o ENEM para atacar os que não se deixam levar por suas manipulações e se mobilizam como cidadãos.
 
Nós os ocupantes somos as vitimas, vitimas das leis incabíveis que implantam nesse país, vítimas do Estado que criminaliza e sufoca, vítima dessa mídia que nos desmoraliza sem nos dar um legítimo direito de resposta. Então só há uma coisa a dizer, vamos continuar ocupados lutando pelo Brasil que queremos. Pois apesar de todos os problemas que esse país possui ainda acreditamos nele, acreditamos no povo brasileiro que resistiu fortemente a todas as dificuldades que já enfrentou, acreditamos no pai de família que se mata de trabalhar lutando para dar aos filhos uma vida melhor que a que ele teve. Não acreditamos no governo, acreditamos no povo brasileiro.
 
Continuaremos ocupados e nos mobilizaremos cada vez mais.







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