Saúde

Pesquisadores de Oxford relatam resultados positivos em testes iniciais de vacinas

 

20/07/2020 16:08

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Uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford mostrou resultados positivos em testes iniciais, desencadeando uma resposta imune, disseram os pesquisadores na segunda-feira (20).

"As respostas imunes observadas após a vacinação estão alinhadas com o que esperamos estar associado à proteção contra o vírus SARS-CoV-2, embora devamos continuar com nosso rigoroso programa de ensaios clínicos para confirmar isso", Andrew Pollard, professor de Oxford trabalhando no experimento, disse em comunicado.

Os pesquisadores publicaram resultados na revista The Lancet na segunda-feira, mostrando as possíveis respostas desencadeadas pela vacina em ambas as partes do sistema imunológico, aumentando os níveis de anticorpos e as células T.

"Embora haja mais trabalho a ser feito, os dados de hoje aumentam nossa confiança de que a vacina funcionará e nos permitem continuar nossos planos de fabricar a vacina em escala para um acesso amplo e equitativo em todo o mundo", disse Mene Pangalos, vice-presidente executivo na AstraZeneca, a empresa farmacêutica que trabalha com Oxford para fabricar a vacina.

Os resultados divulgados na segunda-feira são dos ensaios da Fase I / II. Um estudo de fase III, maior, será necessário para mostrar completamente que a vacina é eficaz.

A vacina de Oxford é uma das mais à frente de uma ampla gama de vacinas em desenvolvimento. Os pesquisadores de Oxford disseram anteriormente que é possível que ela esteja pronta neste outono, um cronograma extremamente ambicioso.

Adrian Hill, professor de Oxford, disse à NBC News na segunda-feira que uma vacina pode estar pronta ainda este ano.

"Uma vacina no final deste ano não é impossível, muitas coisas teriam que dar certo para que isso acontecesse e fosse implantado em 2020, mas ainda estamos visando isso", disse ele.

A fabricação e distribuição da vacina, no entanto, é outro desafio, além de mostrar que é segura e eficaz.

Em maio, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA anunciou um contrato de US$ 1,2 bilhão com a AstraZeneca para 300 milhões de doses da vacina para os EUA, com as primeiras doses "entregues já em outubro de 2020".

Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas do país, estimou que uma vacina pode estar pronta no final deste ano ou no início do próximo ano, e mesmo esse é um cronograma extremamente ambicioso.

Outro candidato líder em vacinas, da empresa americana Moderna, em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde, mostrou resultados iniciais positivos também na semana passada e está programado para iniciar um estudo de Fase III no final deste mês.

*Publicado originalmente em 'The Hill' | Tradução de César Locatelli