Trabalho

Emiliano José: ''A servidão do trabalho precarizado, da CLT aos Aplicativos''

 

20/12/2019 16:28

(Carlos Augusto/Guto Jads)

Créditos da foto: (Carlos Augusto/Guto Jads)

 
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"A servidão do trabalho precarizado, da CLT aos Aplicativos"

EMILIANO JOSÉ , jornalista, professor, escritor, ex-Deputado Estadual na Bahia, ex-Deputado Federal.

Eles formam um cinturão diuturno incansável que interliga todas as ruas do mundo. Em motos, bikes ou a pé, figuras apressadas de rostos encobertos por capacetes e viseiras, arrematadas de inseparaveis mochilas, compõem a dimensão humana do fluxo incessante de capital e mercadorias no mercado globalizado.

Neste admirável mundo novo, os entregadores de Aplicativos formam o elo mais visível do paradoxo capitalista que nos desafia. Esse que nos coloca, simultaneamente, às portas da abundância e da barbárie.

Graças aos entregadores de aplicativos compra-se e se recebe qualquer coisa em qualquer lugar do planeta.

A contrapartida da abundância capitalista, porém, não é a emancipação da escassez, mas a concentração vertiginosa da riqueza e a destituição implacavel de direitos.

Um dado resume todos os demais: das 1 milhão e 400 mil vagas de trabalho criadas no Brasil este ano, um milhão e 100 mil foram ocupações sem carteira de trabalho, ou seja, sem direitos - categoria que já soma 11 milhoes e 800 mil pessoas. Some-se a elas outros 24 milhões e 400 mil trabalhadores por conta propria e mais 11 milhoes e 800 mil desempregados e teremos um pedaço da contabilidade que hoje nos argui com a pergunta: como fechar a porta da barbárie neonazista e escancarar a da abundância libertadora no século XXI?

Ouça agora a crônica política de Emiliano José - e continue discutindo esse tema conosco, ouvindo também Luiz Gonzaga Belluzzo explicar a atualidade de Marx na nova edição da série Clássicos em PODCAST, em mais um contribuição especial da Rádio Carta Maior.



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