Cinema

Roma terá festival internacional de cinema

A capital italiana ganhará, a partir de 2006, um festival de cinema próprio. A primeira edição terá Ettore Scola como presidente do júri popular.

05/02/2006 00:00

Carta Maior / ANSA

PARIS - Roma, capital de um país que sempre se destacou no cenário internacional pela sua produção cinematográfica, finalmente terá o seu próprio festival de cinema a partir de 2006.

É o que anuncia o prefeito romano, Walter Veltroni, que está em Paris para apresentar o inédito festival cinematográfico, cuja primeira edição acontecerá na capital italiana de 13 a 21 de outubro próximos, no auditório projetado pelo arquiteto Renzo Piano, cuja fama internacional já lhe rendeu convites para assinar os projetos de museus, igrejas, edifícios públicos e privados, e até um aeroporto (Osaka) em dezenas de países. O diretor de cinema italiano Ettore Scola presidirá o júri popular do Festival de Cinema de Roma.

Ettore Scola, nascido em Treviso em 1931, na província italiana de Avelino, mudou-se mais tarde para Roma. Iniciou curso de direito, mas dedicou-se ao jornalismo, como diagramador de um periódico humorístico. Foi contratado por roteiristas para escrever piadas para o cinema, passando, gradualmente, a atuar como diretor. Estreou como cineasta em 1964 com o filme "Um milhão de dólares". Assinou a direção de obras que se tornaram clássicos do cinema mundial, como “O Baile”. Considerado o maior gênio do cinema italiano nas décadas de 70 e 80, sempre esteve ligado ao Partido Comunista Italiano e suas obras são marcadas pela temática social e política. Seu primeiro sucesso, “Ciúme à italiana” (1970), inicia a sátira política. Realiza outros grandes filmes como "O demônio dos céus" (1970), “Nós que nos amávamos tanto” (1974), “Feios, sujos e malvados” (1975), “Um dia muito especial” (1977), “Casanova e a revolução” (1982), “Maccaroni” (1985) e “A família” (1987), "Esplendor" (1989) e "Mario, Maria, Mario" (1994).

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