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Clipping Mundo - 21/06/2021

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21/06/2021 09:16

Rosas vermelhas em Copacabana em memória das mais de 500.000 vítimas da Covid (AFP)

Créditos da foto: Rosas vermelhas em Copacabana em memória das mais de 500.000 vítimas da Covid (AFP)

 
1. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

LULA/ Lula descreveu meio milhão de mortes por coronavírus como "genocídio". Enquanto Jair Bolsonaro insiste na "imunidade do rebanho". “500 mil mortes por uma doença que já tem vacina, em um país que já foi referência mundial em vacinação. Isso tem nome e é genocídio. Minha solidariedade ao povo brasileiro”, escreveu o ex-presidente em seu Twitter ,O trágico equilíbrio também foi repudiado por dezenas de milhares de manifestantes que marcharam pelas avenidas de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, gritando "Bolsonaro fora", "Genocídio" e "Vacina no braço e comida no prato". (Página 12, Argentina) | bit.ly/3zFbr6i

500 MIL MORTOS/ Rosas vermelhas em Copacabana em memória das mais de 500.000 vítimas da Covid. Centenas de rosas vermelhas foram "plantadas" neste domingo na emblemática praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. As areias de Copacabana se transformaram em roseiral em repúdio à “maneira como o governo” do presidente Jair Bolsonaro e “parte da sociedade tem tratado a pandemia desde o início da crise sanitária”, segundo a ONG Río de Paz, organizadora do protesto. “A sociedade brasileira e o poder público precisam responder rapidamente a uma questão de vital importância para que tragédias dessa natureza nunca se repitam: onde erramos?”, Questionou o presidente do Rio de Paz, Antonio Carlos Costa. E acrescentou: "Como isentar de responsabilidade o Presidente da República e parte da população que foi cúmplice dos seus crimes contra a vida?" (El Diário, Espanha; El Mundo, Espanha; Jornal de Notícias, Portugal) | bit.ly/3zKWAHm | bit.ly/3xzimfx | bit.ly/3cVBSLq

COVID-19/ O Brasil registra 1.025 mortes por Covid em 24 horas após ultrapassar 500 mil. O Brasil, um dos países do mundo mais afetados pela pandemia, contabilizou neste domingo 1.025 mortes de Covid-19 em 24 horas após superar as trágicas 500 mil mortes do dia anterior. O total de óbitos já chega a 501.825, enquanto o número de casos chega a quase 18 milhões desde o início da pandemia, após somar 44.178 no último dia. As autoridades, porém, reiteraram que os números costumam ser menores nos finais de semana por falta de pessoal para processar os dados, mas voltam a subir nas terças-feiras. Apesar da alarmante marca registrada no país, o presidente Jair Bolsonaro, um dos líderes que mais negam a gravidade do vírus, cala-se e não comenta mortes por coronavírus. (El Diário, Espanha; Xihuanet, China) | bit.ly/3iUmy5v | bit.ly/3gMyC6c

FORA BOLSONARO/ Milhares protestam contra a resposta de Bolsonaro à Covid. Os manifestantes saíram às ruas de todo o Brasil no sábado para exigir a renúncia do presidente Jair Bolsonaro por sua resposta à pandemia. Os protestos em todo o país contra o governo do presidente Jair Bolsonaro ocorrem no momento em que o Brasil ultrapassa o limite sombrio de 500.000 mortes por coronavírus - o segundo maior número de mortes no mundo. Um manifestante segura uma placa dizendo "Bolsonaro fora" em um protesto em Brasília. (Deutsche Welle, Alemanha; ABC, Espanha; La Diaria, Uruguai; El Clarín, Argentina) | bit.ly/3iX0reK | bit.ly/3cXxvzw | bit.ly/3zG5VAl | bit.ly/3gL3P9G

BOLSONARO/ Bolsonaro está cada vez mais solitário no mundo. Numa semana, presidente do Brasil sofre dois abalos internacionais com a saída do poder de Netanyahu e a derrota de Keiko Fujimori no Peru. Antes, perdera os amigos Macri, na Argentina, e Trump, nos EUA. Contrário ao isolamento social no seu país, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro está a ser forçado a um isolamento político no mundo, face às derrotas consecutivas de aliados. Em 2020, caíra o ídolo Donald Trump. Em 2019, o vizinho Maurício Macri. O que significa esse isolamento forçado? "Isso reduz um eventual apoio à uma manutenção indevida no poder de Bolsonaro em 2022 . Ele fica isolado se tentar eventualmente uma ruptura não democrática após as eleições” diz o Prof. Vinicius Vieira da FGV. (Diário de Notícias, Portugal) | bit.ly/3iWVQsQ

PANDEMIA/ Brasil supera meio milhão de mortes no Covid-1 e especialistas alertam para piorar. O número de mortos do Covid-19 no Brasil ultrapassou 500 mil no sábado, conforme especialistas alertam que o segundo surto mais letal do mundo pode piorar devido ao atraso nas vacinações e à recusa do governo em apoiar medidas de distanciamento social. Apenas 11% dos brasileiros foram totalmente vacinados e os epidemiologistas alertam que, com a chegada do inverno no hemisfério sul e a circulação de novas variantes do coronavírus, as mortes continuarão aumentando, mesmo que as imunizações ganhem força. Os especialistas veem as mortes no Brasil, já as mais altas da América Latina, subindo muito mais. “Acho que vamos chegar a 700 mil ou 800 mil mortes antes de vermos os efeitos da vacinação”, disse Gonzalo Vecina, ex-chefe da Anvisa. (Global Times, China) | bit.ly/3zEHuDs

BOLSONARISTAS/ Tite, o novo alvo dos seguidores de Bolsonaro no Brasil. Nem mesmo A "Seleção" escapa da divisão política do Brasil. Tite é o mais recente alvo de ataques de partidários de Jair Bolsonaro. Seu "crime": questionar a Copa América, torneio apoiado pelo presidente de extrema direita. “Os ataques que ocorrem nesta época com Tite, que antes ocorriam com jornalistas, políticos, artistas, têm a lógica de destruir a imagem do treinador”, disse à AFP o sociólogo Rodrigo Monteiro, da Universidade Federal Fluminense. Monteiro se refere a ataques contra os oponentes de Bolsonaro pelo chamado "gabinete do ódio", liderado, segundo a mídia, por Carlos Bolsonaro, terceiro filho do presidente. (Última Hora, Paraguai) | bit.ly/3cWaRr0

2. NOTÍCIAS DO MUNDO

EUA/ Democratas de esquerda frustram-se com a agenda do presidente paralisada no Congresso. A fria realidade se intromete nos primeiros meses de Biden, enquanto democratas de esquerda frustram-se com a agenda do presidente paralisada no Congresso. Agora, porém, a fria realidade está se intrometendo. A legislação sobre direitos de voto, segurança de armas, imigração e brutalidade policial está vacilando em uma Câmara de Representantes onde os democratas têm uma maioria de 220-211 e um Senado dividido 50-50 com os republicanos (o vice-presidente Kamala Harris dá ao partido o voto de desempate). (The Guardian, Inglaterra) | bit.ly/2UcAhtV

FRANÇA/ A direita clássica derrotou Le Pen nas regionais francesas. A extrema direita e o partido de Macron entraram em colapso; os socialistas resistiram. Os republicanos são hoje a força mais votada no país. Os candidatos e candidatos de extrema direita sofreram muitos reveses nas regiões ou departamentos onde foram considerados vencedores. . O primeiro turno das eleições regionais francesas realizadas neste domingo, 20 de junho, reiterou a tendência do vazio das últimas consultas: uma abstenção nunca alcançada selou a eleição com uma faixa que oscila entre 66,1% e 68,6%. (Página 12, Argentina) | bit.ly/3cYm1LM

PERU/ Fujimori fica sem fichas para impedir Castillo de ser presidente do Peru. A Junta Nacional Eleitoral indeferiu quase mil recursos de anulação apresentados por Fuerza Popular para evitar a proclamação do esquerdista Pedro Castillo como próximo presidente. A candidata de direita considera apresentar um último recurso para exigir a nulidade das eleições, nas quais Castillo a superou por apenas 0,25% dos votos. (El Periódico, Espanha) | bit.ly/3zCnr8J

MIANMAR/ Mianmar afunda ainda mais na guerra civil, à medida que grupos anti-exército se multiplicam. Nenhum lado tem probabilidade de obter uma vitória decisiva. Há um grupo clandestino de pessoas que buscam desestabilizar a junta militar de Mianmar explodindo casas e escritórios daqueles que trabalham para o regime. Antes de o exército lançar seu golpe há quatro meses, encerrando um experimento de dez anos com a democracia e devolvendo o país ao regime militar, o Sr. Kyaw Soe “nunca ousou pegar em uma arma”. Em fevereiro e março, ele, como centenas de milhares de birmaneses, saiu às ruas para se engajar em um protesto pacífico contra o golpe. (The Economist, Inglaterra) | econ.st/35Fo5o7

CHINA/ China ultrapassa a marca de bilhão de vacinas. Mira atingir a imunidade de rebanho em dezembro. No domingo, a China se tornou o primeiro país do mundo a administrar um bilhão de doses de vacinas Covid-19. Acredita-se que tal conquista seja um "marco", mas não "surpreendente", dado o plano de vacinação completo da China e o sistema de implementação eficaz. A China administrou mais de 1,1 bilhão de doses até sábado, de acordo com dados divulgados pela Comissão Nacional de Saúde no domingo. O número é cerca de três vezes maior que o fornecido nos Estados Unidos e quase 40% dos 2,5 bilhões de disparos dados globalmente, de acordo com o site de dados ‘Our World in Data’. (Global Times, China) | bit.ly/3iUmAKF

ARGENTINA/ Revogado decreto que pretendia privatizar as empresas de eletricidade na Argentina.O presidente argentino, Alberto Fernández, revogou por decreto as privatizações de empresas de energia e termelétricas realizadas pelo governo de seu antecessor Mauricio Macri (2015-2019), o que possibilitou, entre outros casos, a transferência de duas termelétricas ao tentar transferir os ativos do setor de energia do Estado e de suas empresas para o setor privado. (La Jornada, México) | bit.ly/3xGaWa6

3. ARTIGOS/ENTREVISTAS

Ben Jennings, cartoon – Brasil/Bolsonaro (The Guardian, Inglaterra) | “Como Bolsonaro está lidando com a pandemia de Covid no Brasil...” | bit.ly/3xEAmVE

Jorge Alemán – Argentina (Página 12, Argentina) | “A direita argentina vive nos anos 70 do século XX” | bit.ly/3cZtjyX

Gustavo Veiga, reportagem – Brasil/evangélicos (Página 12, Argentina) | “O futebol brasileiro e seu catecismo evangélico. Igrejas eletrônicas apostam no esporte mais popular.” | bit.ly/3gRBKNY

Eduardo Gudynas – Brasil/Amazônia (Counterpunch, EUA) | “Necropolítica na Amazônia” | bit.ly/3gHpG36

Brett Williams, reportagem – Brasil/manifestações (Common Dreams, EUA) | “’Fora Bolsonaro’: Protestos massivos no Brasil enquanto o número de mortos Covid-19 atinge 500.000” | bit.ly/3iUmByd

Laurentino Gomes – Brasil (Expresso, Portugal) | “O brasileiro é profundamente racista e preconceituoso” | bit.ly/3xB2JnM

Dimas Covas, entrevista - Brasil/Pandemia (El Mercurio, Chile) | “Chefe do Instituto Butantan critica negaçionismo no Brasil e diz que sediar a Copa América ‘foi uma decisão muito errada’” | bit.ly/3iUmCSN

Alexandre Silva, entrevista – Brasil/Pandemia (Últimas Notícias, Venezuela) | “Pesquisador alerta que a pandemia é uma ‘bomba-relógio’ para o Brasil” | bit.ly/3iUmD9j

Esteban Magnani – Big Tech/Google (Página 12, Argentina) | “Google é um serviço público?” | bit.ly/3dgYPZJ

Talita São Thiago Tanscheit – Chile (Esquerda.net, Portugal) | “Das ruas à Constituinte: a reinvenção da ação coletiva no Chile” | bit.ly/3gQ8PtJ

Vários, reportagem – América Latina (El País, Espanha) | “América Latina, a grande convulsão. Atingida pela pandemia, uma sucessão de crises políticas, econômicas e sociais assola a região como nunca antes.” | bit.ly/2TSbv2h

Alberto Vergara – Peru (El País, Espanha) | “No Peru estamos diante dos mecanismos de pós-verdade preparando um golpe eleitoral” | bit.ly/3xAqnkk

Áxel Gutiérrez, Danny Ayichos e Jenny Paizano – Nicarágua (Tiempo Argentino, Argentina) | “Uma situação eleitoral complexa na Nicarágua em crise” | bit.ly/3cYXvue

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