Arte/Humor

Diário do Bolso, 30 de junho de 2021

 

30/06/2021 13:11

(Reprodução/Facebook)

Créditos da foto: (Reprodução/Facebook)

 
Diário, uma coisa muito divertida que aconteceu esses dias foi a perseguição ao Lázaro, um jagunço lá de Goiás.

Mais de duzentos policiais perseguiram o cara e meteram mais de trinta balas no sujeito. Isso foi ótimo para os fazendeiros que contratavam o Lázaro, porque assim ninguém pode investigar mais nada.

Eu até elogiei a ação e tuitei “CPF cancelado”, que é um jeito miliciano de comemorar morte de inimigo. O meu público adora um assassinatozinho.

Pois bem, o Roberto Dias, diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, tem que ser transformado em Lázaro.

A culpa tem que ir toda pra ele. Nos casos da Covaxin, da CanSino e da Davati.

Assim não chegam no Ricardo Barros. E aí eu vou poder dizer: “Os irmãos Miranda vieram acusar o Barros, mas o culpado era o Roberto Dias. Eu fiz muito bem em não tocar a investigação pra frente, porque era uma calúnia contra o meu nobre líder do governo na Câmara.”

O melhor mesmo era que o Roberto escapasse, mas agora apareceu um empresário que contou todo o esquema pra Foice de S.Paulo. Aí não vai ter jeito. Ah, não se fazem mais empresários como antigamente...

Quando existe um subalterno envolvido, tem duas saídas: a saída Queiroz e a saída Adriano/Lázaro.

Às vezes o cara escapa. Às vezes, tem que ser sacrificado.

O Ricardo Barros já tratou de dizer que não indicou o Roberto Dias. Eu já falei que não consigo saber tudo o que acontece nos ministérios. E a notícia de que vamos exonerar o Roberto já saiu ontem.

Quem sabe a gente não empurra a culpa pro Mandetta? Foi na gestão dele que o Roberto ganhou o emprego, pô!

É, acho que a saída é botar o Roberto no meio do tiroteio, Diário.

Vão-se os dedos, ficam os anéis. E as pulseiras de ouro e os relógios Rolex também.

#diariodobolso



Conteúdo Relacionado