Pelo Mundo

A América Latina vai mudar

Boletim Semanal de Notícias da Carta Maior - de 13 a 19 de setembro de 2021

19/09/2021 09:41

(Arte/Carta Maior)

Créditos da foto: (Arte/Carta Maior)

 


REVÉS ARGENTINO

Após eleições, Cristina defende que presidente reponha salários, gere empregos e controle preços

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, publicou na quinta- feira (16) uma carta aos argentinos em que pede ao presidente Alberto Fernández que “honre a vontade do povo” e mude os rumos da economia – que apresenta altos índices de inflação e desemprego, sem reposição salarial.

O manifesto foi divulgado após o revés nas eleições Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO) - uma espécie de prévias -, no domingo (12), quando “o peronismo sofreu uma derrota eleitoral em eleições legislativas sem precedentes”, apontou Cristina.

A aliança peronista Frente de Todos obteve 31,8% dos votos, enquanto a coligação de oposição Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança) atingiu 41,5%. Foram disputadas 127 vagas de um total de 257 na Câmara dos Deputados e 24 das 72 do Senado.

Referindo-se às muitas reuniões que tiveram, Cristina declarou: “sempre coloquei para o presidente o que para mim constituía uma situação social delicada e que se traduzia, entre outras coisas, em atrasos salariais, falta de controle de preços – especialmente nos alimentos e remédios – e falta de trabalho, sem ignorar, obviamente, o impacto das duas pandemias: a do Macri, primeiro, e a sanitária, aos 99 dias de termos assumido o governo. Da mesma forma, sempre ressaltei a falta de eficácia em diferentes áreas do governo”.

“Assinalei que acreditava que estava sendo praticada uma política de ajuste fiscal equivocada, que estava impactando negativamente na atividade econômica e, portanto, na sociedade como um todo e que, sem dúvida, isso teria consequências eleitorais”, acrescentou. | bit.ly/3CixOPq



REATIVAÇÃO ARGENTINA

Ao admitir derrota nas primárias, presidente anuncia estímulos à indústria

O presidente argentino Alberto Fernández admitiu a derrota para a composição das Casas Legislativas ocorridas e anunciou medidas de fortalecimento e reativação da economia nacional.

Na segunda-feira (13), Fernández apresentou o projeto de lei Compre Argentino, Desenvolvimento de Fornecedores e Compras para Inovação, com um ato na Casa Rosada. “A lei reflete o espírito do governo. Para nós, a indústria é o motor central da economia e queremos que ela ocupe um lugar preponderante porque gera trabalho formal, principalmente para as pequenas e médias empresas que têm que saber que o Estado está atento às suas necessidades”, afirmou.

A medida também busca promover investimentos e transferências de tecnologia para setores da economia nacional com maiores capacidades tecnológicas e produtivas, bem como estimular e regular o papel das compras públicas na inovação e na agregação de valor em setores estratégicos.

Embora a votação na prática defina apenas quais candidatos poderão concorrer no pleito, o resultado é considerado uma avaliação da gestão governamental.

“Algo não fizemos bem para que as pessoas não nos tenham acompanhado, e todos os que estamos aqui escutamos o veredito. Há uma demanda que não satisfizemos e à qual prestaremos atenção a partir de amanhã”, disse Fernández.

O chefe da Casa Civil, Santiago Cafiero, também reconheceu o revés e comentou que o governo “está empenhado em ouvir a mensagem das urnas” e em trabalhar para “aprofundar a agenda de reativação econômica”, num contexto em que a pobreza aflige 42% da população e o desemprego atinge 10%.

A Argentina está em recessão - que herdou do governo de Mauricio Macri desde 2018 - e, no ano passado, em meio a uma longa e rígida quarentena devido à pandemia de Covid-19, a queda do PIB foi de 9,9%, uma das mais acentuadas da região. | bit.ly/3nLOmva

ARGENTINA RETROCEDEU

Poder aquisitivo em baixa: reativação industrial dá sinais de estancamento

Em julho, a indústria de transformação argentina consumiu 64,1% da capacidade instalada. Ou seja, de cada dez máquinas que poderiam estar potencialmente em operação, três e meia estão desligadas. O número implica um recuo em relação aos 64,9% do mês anterior.

Desse modo, a retomada do setor começa a dar sinais de esgotamento, cuja raiz poderia ser explicada pela diminuição do poder aquisitivo dos trabalhadores com carteira e sem carteira, que no último ano aprofundou a queda dos anos anteriores e acumula uma perda de 6%.

Entre os setores que apresentaram recuo no uso da sua capacidade produtiva, destacam-se o da alimentação - que baixou um ponto num único mês -, bem como os de refino de petróleo e produtos têxteis, que retrocederam quatro pontos e operam com 58,4% da sua condição. A indústria automotiva, por sua vez, despencou de 51,9% para 41,1%. | bit.ly/3hOUqzo



AMÉRICA LATINA E CARIBE

Cúpula debate fundo de desastres contra a pandemia, agência espacial e substituição da OEA

A Cidade do México sediou no sábado (18) a VI Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), instância em que foram tratados como eixos centrais a pandemia, a criação de uma agência espacial, um fundo para desastres e a criação de um órgão em substituição à Organização dos Estados Americanos (OEA).

O encontro foi aberto no Palácio Nacional pelo presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, que destacou a relevância do grupo para a efetiva independência e consolidação do desenvolvimento. Obrador também ressaltou o papel da integração regional na defesa da saúde coletiva, com o combate à epidemia do coronavírus.

Para o presidente da Bolívia, Luis Arce, “devemos unir forças e agir pensando que não só a nossa região, mas o mundo deve sair desta pandemia juntos, com acesso equitativo às vacinas, com uma luta conjunta pelos seus efeitos, não só em termos de saúde, mas também pelos seus impactos econômicos e sociais”.

Entre as iniciativas específicas, a Cúpula da Celac tratou da criação de um fundo para desastres naturais para enfrentar os efeitos da crise climática que atinge os países da região.

O Brasil se retirou da Celac em março do ano passado alegando divergências ideológicas com os integrantes e recusou o convite para participar do evento. | bit.ly/3nLOn2c



GREVE URUGUAIA

Trabalhadores dizem não ao arrocho e às privatizações

A luta em defesa do emprego, dos salários, dos direitos e do Estado uniu os uruguaios na quinta-feira (15) contra a política de desmonte, privatização e desnacionalização aplicada com afinco pelo governo de Luis Lacalle Pou.

Com a palavra de ordem “Com Artigas, pelas grandes maiorias nacionais. Que os mais infelizes sejam os mais privilegiados”, milhares de manifestantes convocados pela central sindical PIT-CNT recordaram o herói da pátria e levantaram a voz, faixas e cartazes pelo desenvolvimento com justiça social.

Unindo os mais diferentes movimentos e partidos, a mobilização disse não ao corte de salários dos trabalhadores públicos e privados, e um basta à entrega do porto de Montevidéu, da Administração Nacional de Telecomunicações (ANTEL) e da Administração de Combustíveis, Alcoóis e Cimento (ANCAP) para os cartéis transnacionais.

“Nossos adversários são os mesmos: a especulação financeira, o interesse estrangeiro pelos nossos recursos e a intermediação, astuta intencionalidade, de quem pede o desmantelamento de um Estado protetor e presente”, afirmou Soledad Amaya Correa, representante de assentados e trabalhadores rurais.

A agenda sindical foi uma demonstração de forças em relação ao referendo que será convocado em 2022, propondo eliminar 135 dos 500 artigos incluídos no pacote conhecido como Lei de Urgente Consideração (LUC). Promulgada por Lacalle em julho do ano passado, a norma neoliberal afronta direitos e liberdades, legislando abertamente em favor dos setores mais privilegiados, denunciou a Frente Ampla (FA). | bit.ly/3nLOnze



EL SALVADOR NAS RUAS

Multidão protesta contra governo de Bukele e implantação do Bitcoin

Uma multidão tomou as ruas de El Salvador neste 15 de setembro (quarta-feira) para comemorar os 200 anos do menor dos países nascidos do processo independentista latino-americano. Portando faixas com o rosto de Dom Oscar Romero -assassinado enquanto celebrava uma missa, em 24 de março de 1980, por um atirador de elite treinado pelos Estados Unidos -, os manifestantes exigiram do governo de Nayib Bukele a defesa da democracia e a volta do Estado de Direito.

A marcha salvadorenha condenou os abusos dos últimos 27 meses, a entrada em vigor da lei Bitcoin, a aprovação da reeleição presidencial e a reforma da Lei de carreira do judiciário, medidas que fortalecem o poder da elite dominante e contam com amplo rechaço na sociedade. Conforme as pesquisas, três de cada cinco salvadorenhos reprovam a entrada em vigor do Bitcoin.

“Com a insurreição não há reeleição! Fora o corrupto Bukele!”, afirmavam cartazes erguidos, citando o artigo 87 da Constituição que “reconhece o direito do povo à insurreição, com o único propósito de restaurar a ordem constitucional alterada pela transgressão das normas relativas à forma de governo ou ao sistema político instituído, ou por graves violações dos direitos consagrados”.

“O dinheiro é suficiente quando você não joga”, ressaltava outro cartaz, enquanto milhares repetiam: “Não queremos Bitcoin!”. “Seja vacinado contra as ditaduras: consciência e ação”, defendia um jovem, enquanto muitos se ofereciam para trocar Bitcoin por seu parente desaparecido.

O governo espanhol felicitou as repúblicas de El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua no bicentenário das respectivas independências, recordando “o rico passado compartilhado” e o renovado “compromisso” espanhol com a região centro-americana. | bit.ly/3EHifTF



MÉXICO SOLIDÁRIO

López Obrador: “Exemplo de resistência ao império, Cuba deve ser declarada patrimônio da humanidade”

A cerimônia de comemoração dos 211 anos do aniversário da revolução da Independência nacional mexicana foi marcada pela solidariedade a Cuba, com o presidente Manuel López Obrador fortalecendo a campanha pelo fim do bloqueio estadunidense à Ilha revolucionária.

“Já disse e repito: podemos concordar ou não com a Revolução Cubana e seu governo, mas resistir 62 anos sem submissão é um feito histórico indiscutível”, afirmou Obrador. “Consequentemente, por sua luta em defesa da soberania de seu país, o povo de Cuba merece o prêmio de dignidade”, enfatizou, frisando que essa ilha deve ser considerada “por seu exemplo de resistência, e penso que por essa mesma razão deve ser declarada patrimônio da humanidade”.

Ao lado do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que participou da comemoração como convidado de honra e discursou antes do desfile militar, Obrador conclamou “respeitosamente o governo dos Estados Unidos a suspender o bloqueio, porque nenhum Estado tem direito a submeter a outro”. “E ainda que essa estratégia perversa tivesse êxito, o que não parece provável, pela dignidade a que nos referimos, repito, se fosse bem-sucedida, seria uma vitória de Pirro, vil e canalha, uma mancha que não se apagaria nem com toda a água dos oceanos”, enfatizou. | bit.ly/3zpCKA2



CUBA SOBERANA

“Campanha de ódio, manipulação e mentiras contra a Ilha ignora todos os limites”, afirma Díaz-Canel

Presente às comemorações do México, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel afirmou que o país do padre Hidalgo manteve intacto “o que não foi quebrado, o que a história uniu indissoluvelmente”. “Fiel às suas melhores tradições, foi o único país da América Latina que não rompeu relações com a Cuba revolucionária quando, por mandato imperial, fomos expulsos da Organização dos Estados Americanos (OEA)”, sublinhou.

O líder cubano agradeceu “o valor incomensurável” do convite mexicano, “no momento em que sofremos os ataques de uma guerra multidimensional, com um bloqueio criminoso oportunisticamente intensificado com mais de 240 medidas em meio à pandemia de Covid-19”.

“Estamos enfrentando, paralelamente, uma agressiva campanha de ódio, desinformação, manipulação e mentiras, montada nas mais diversas e influentes plataformas digitais, que ignora todos os limites éticos.”, acrescentou Díaz-Canel. | bit.ly/3CqD6Zb



GUATEMALA EXIGE AVANÇOS

Autoridades maias dizem “basta de racismo, discriminação e exclusão”

Na Guatemala, um dos epicentros do levante independentista da região centro-americana contra o colonialismo espanhol no século 19, autoridades maias e movimentos sociais se somaram na Praça da Constituição para se contrapor à política de submissão adotada pelo presidente Alejandro Giammattei. Mesmo que as atividades do bicentenário estivessem suspensas pelo governo devido à pandemia, os protestos foram generalizados.

O Comitê de Desenvolvimento Camponês (Codeca) assinalou que, nos 22 departamentos, os povos originários e a população guatemalteca rechaçaram a comemoração protocolar vinda de um governo que só tem aprofundado a dependência ao estrangeiro.

Em nome das autoridades indígenas ancestrais, Rolando López recordou que desde antes da invasão espanhola existe uma celebração da vida e um agradecimento coletivo à Mãe Terra e que esta manifestação é para recordar, “que desde quando se constituiu esta república foi com muito racismo, discriminação e exclusão”. | bit.ly/3CnQnBO



HONDURAS DEFENDE MUDANÇAS

Partido Liberdade e Refundação comanda marcha pela “verdadeira independência”

Convocados pelo Partido Liberdade e Refundação (Livre) e por entidades populares, milhares de hondurenhos coloriram as ruas de Tegucigalpa para exigir una verdadeira independência, descolonizar o pensamento da sociedade e valorizar os salários, arrochados pelo governo de Juan Orlando Hernández (JOH).

A candidata presidencial Xiomara Castro participou do ato, defendendo que o país deve retomar uma postura soberana e não mais subordinada ao grande capital. O ex-presidente Manuel Zelaya (2006-2009) acompanhou a mobilização tirando fotos com os participantes.

A atividade foi encerrada no parque central, ao redor da estátua do herói Francisco Morazán, que lutou pela unificação dos países centro-americanos e sua transformação numa progressista nação.

Além do presidente, em 28 de novembro, serão eleitos 128 deputados para o Congresso Nacional, 20 deputados do Parlamento Centro-Americano e 298 conselhos municipais. | bit.ly/3lFHUmU



CHILE VACINA

País estende a imunização a crianças de seis a 11 anos

O Chile começou a vacinar crianças de seis a 11 anos contra a Covid-19, informou o Ministério da Saúde e, a partir de 27 de setembro, adotará a medida nas escolas de todo o país.

Segundo dados oficiais, 12% dos infectados no Chile (1.644.832 pessoas) têm menos de 18 anos. Das crianças doentes, 1,7% necessitaram de hospitalização.

De acordo com o ministro da Saúde, Enrique Paris, "embora as crianças não adoeçam gravemente, são um reservatório muito importante para o coronavírus”. “No Chile, em geral, a tradição dos programas de vacinação nos indica que as crianças se vacinam muito mais do que os adultos”, declarou Paris, frisando que são esperados os resultados de novos estudos para autorizar a convocação de menores de seis anos.

A vacinação contra a Covid-19 no país andino começou em 3 de fevereiro e avançou rapidamente com 87% da população-alvo já completamente imunizada. | bit.ly/3nLOomM



INJUSTIÇA NO HAITI

Acusado de complô na execução do presidente, premiê demite promotor

A simples investigação do primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, sobre sua participação no assassinato do presidente, Jovenel Moïse, rendeu o afastamento sumário do promotor Bel-Ford Claude.

Henry foi acusado de ser um dos autores intelectuais do crime, ao lado de Joseph Felix Badio, o que fez com que a promotoria também emitisse um alerta para impedir o premiê de deixar o país.

No documento em que desliga Bel-Ford Claude de suas funções, o premiê alega que o promotor cometeu uma “falta administrativa grave”, embora não sustente qual seria a suposta infração. Posteriormente, o primeiro-ministro disse que os “verdadeiros culpados” serão encontrados e “castigados por seu crime”.

Autoridades haitianas prenderam 18 colombianos pela participação no assassinato, além de 12 membros das forças de segurança do presidente que não defenderam Moïse. | bit.ly/3nLOoDi



BOLÍVIA CONTRA A COVID

Mais de mil médicos vacinando nas ruas de El Alto

Um exército de jalecos começou a percorrer os 14 bairros da cidade de El Alto, na quinta-feira (16), para vacinar os bolivianos de casa em casa contra o coronavírus. Organizada em 266 brigadas médicas e distribuída em 58 centros de saúde, a campanha conta com a participação de mais de mil médicos e é dirigida aos que ainda não acessaram a “dose da esperança”.

O município vizinho à capital, La Paz, é um dos de maior população, mas com menos vacinados. Por isso cada batalhão terá a missão de visitar, durante 15 dias, mercados, feiras, asilos, centros de concentração popular, bairros e zonas da cidade a fim de tentar impedir uma quarta onda da pandemia.

“Antes queriam atacar a pandemia com gás lacrimogêneo, com o poder da força, mas hoje mobilizamos um exército de jalecos brancos. Em vez de gases, vamos aplicar vacinas; em vez de repressão, vamos dar orientações e informações", declarou o ministro de Saúde e Esportes, Jeyson Auza. | bit.ly/3lyrNHE



DIÁLOGO VENEZUELANO

Maduro convence oposição a construir nova etapa de estabilidade política

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comemorou a realização de encontros entre representantes do governo e da oposição: “estão gerando acordos que permitem uma nova etapa de estabilidade política, na qual os setores que antes responderam à agenda da violência, hoje reconhecem a legitimidade do governo bolivariano e a trajetória eleitoral”.

Em entrevista ao canal estatal VTV, o presidente venezuelano saudou os êxitos da Mesa de Diálogo Nacional, que já realizou duas reuniões na Cidade do México (em agosto e setembro), mediadas pelo chanceler mexicano, Marcelo Ebrard.

“Basta de conflitos estéreis! É tempo de diálogo e de democracia, que nos conduzam a soluções e que alcancemos resultados novos, com métodos novos”, defendeu Maduro.

Sobre o segundo encontro, o presidente explicou que as duas partes “assinaram um memorando de entendimento, que passou a ser obrigatório após sua ratificação pela Assembleia Nacional”. Maduro recordou que o documento estabelece que a oposição se compromete a agir para que todas as sanções econômicas impostas à Venezuela a nível internacional sejam levantadas, e que o governo possa recuperar o acesso às suas contas em instituições financeiras internacionais, criminosamente bloqueadas há mais de dois anos. | bit.ly/3nLOqeo



PERU DEMOCRÁTICO

Presidente Castillo cita morte de Abimael Guzmán para condenar o terrorismo

O chefe histórico da guerrilha peruana Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, de 86 anos, faleceu no sábado (11) no presídio de segurança máxima onde cumpria prisão perpétua desde 1992. A morte foi anunciada um dia antes de que se cumprisse o 29º aniversário de sua captura, em 12 de setembro de 1992.

“O líder terrorista Abimael Guzmán, responsável pela perda de inúmeras vidas de nossos compatriotas, faleceu. Nossa posição de condenação ao terrorismo é firme e inabalável. Somente em democracia construiremos um Peru de justiça e desenvolvimento para nosso povo”, declarou o presidente Pedro Castillo.

Guzmán, que cumpria sua pena na Base Naval de Callao, era professor de filosofia na Universidade Nacional San Cristóbal de Huamanga, em Ayacucho, quando formou na década de 60 o grupo Sendero Luminoso para enfrentar a ditadura militar.

A queda do Sendero Luminoso foi uma bandeira do então presidente Alberto Fujimori, que utilizou a caçada ao grupo para perseguir e matar opositores. Em 2009, o ex-mandatário peruano foi condenado a 25 anos de prisão por chacinas e abusos de direitos humanos. | bit.ly/3nMCh8Z

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