Pelo Mundo

EUA socializa “estratégias de defesa” com continente

17/11/2004 00:00

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Créditos da foto: divulgação
Quito, Equador – A VI Conferência de Ministros de Defesa das Américas, que começa nesta quarta (17) em Quito, reúne os ministro da Defesa de 34 países das Américas num debate onde serão discutidos os novos padrões da política de segurança hemisférica. Dominada pelos EUA, a Conferência pretende redefinir o sistema de segurança regional frente a ameaças comuns, conforme o Governo Bush, como o narcotráfico e o "terrorismo". A Conferência, que é realizada desde 1995, é o acontecimento mais importante em termos de segurança regional estratégica das três Américas.

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, que chegou à capital equatoriana no domingo para participar do encontro, destacou hoje a importância da luta mundial contra o terrorismo e a necessidade de cooperação entre os países. "A única maneira de derrotar os terroristas é pressioná-los em todo o mundo. Temos que lhes negar refúgio, temos que procurá-los onde quer que estejam, e temos que cooperar internacionalmente para reduzir sua habilidade para coletar novamente dinheiro", disse Rumsfeld em uma coletiva de imprensa após uma reunião com o presidente equatoriano, Lucio Gutiérrez, com quem discutiu principalmente as consequências do conflito armado colombiano para os paises vizinhos e a luta contra o narcotráfico. Ele também garantiu que a política da segunda administração de George W. Bush para a América Latina continuará em termos gerais nos termos atuais: "Existe um forte grau de continuidade na política estadunidense".

 

O chefe do Pentágono disse ainda que "nenhum país pode enfrentar estes problemas (terrorismo e narcotráfico) por si só" e reforçou a importância de "melhorar a cooperação em segurança hemisférica". Na terça-feira (16), Rumsfeld também se reuniu com os Ministros de Defesa da América Central, para discutir os projetos de política de segurança na região. O Chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, General Bantz Craddock, também está presente nas reuniões de Quito.

 

De maneira paralela ao encontro de Quito, diversas organizações sociais equatorianas realizarão marchas de protesto contra os Estados Unidos. Alexis Ponce, porta-voz da Assembléia Permanente de Direitos Humanos (APDH), afirmou que as organizações sociais consideram que os EUA estão empenhados em "fazer com que a agenda dos exércitos da América do Sul se alinhem à lógica da agenda global contra o terrorismo".
Mas para Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nueca Mayoría, da Argentina, organização que publicou um balanço militar da América do Sul, a reunião de amanhã "dificilmente irá gerar decisões concretas, dada a assimetria, as diferenças sub-regionais e os distintos enfoques políticos dos países".

 

* com informações das agências Ansa e Radio Mundo Real.


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