Pelo Mundo

Movimentos buscam 1 milhão de firmas contra o livre-comércio

20/09/2004 00:00

Verena Glass/Julho de 2004

Créditos da foto: Verena Glass/Julho de 2004

Quito, Equador - Representantes de organizações sociais, indígenas e sindicais do Equador decidiram iniciar em 1º de outubro a coleta de um milhão de assinaturas para pressionar o governo a convocar uma consulta popular sobre a conveniência ou não do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

Eduardo Delgado, representante da "Grande aliança social e produtiva contra o TLC", informou sexta passada (17) que buscará o apoio de toda a população para a coleta de assinaturas, a ser feita em escolas, organizações sociais, praças e ruas. Segundo Delgado, cada assinatura será acompanhada do número da cédula de identidade do autor, para comprovar sua identidade. Ele também disse que no dia 12 de outubro será realizado um ato na cidade de Guayaquil para declarar o dia da dignidade e da soberania.

Napoleón Saltos, da Coordenadoria de Movimentos Sociais, disse que as organizações lutam contra o tempo, pois as negociações do TLC entre Equador e Estados Unidos serão concluídas em cinco meses. "Temos de coletar um milhão de assinaturas até janeiro e, para isso, contamos com a participação ativa dos membros de todas as organizações", disse Saltos. Segundo ele, começará também uma campanha de informação e de discussão sobre o TLC.

Leonidas Iza, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), disse que o apoio ao TLC seria "um entreguismo ao governo norte-americano e um atentado à dignidade e soberania dos equatorianos".


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