Política

Um bolsonarismo duradouro em São Gonçalo - RJ?

 

01/12/2021 08:04

Bolsonaro de Capital Nelson (Divulgação/Redes Sociais)

Créditos da foto: Bolsonaro de Capital Nelson (Divulgação/Redes Sociais)

 
Nas minhas pesquisas, os acontecimentos na cidade de São Gonçalo vêm despertando especial atenção, uma vez que este espaço guarda relações um tanto quanto estreitas com acontecimentos da política nacional brasileira, mas que tem uma dimensão própria de bolsonarismo local.

Outros fatos demandam análises mais amplas e despertam curiosidade e indignação também, como a chacina do Complexo do Salgueiro, do dia 21 de novembro, que registrou oficialmente oito pessoas mortas, após uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). No dia seguinte, os próprios moradores locais retiraram os corpos, de uma região de manguezal. Para completar o quadro tenebroso deste episódio, 500 estudantes da região ficaram sem fazer o Enem, naquele dia de domingo, por não poderem sair de casa[1].

Todavia, o foco deste artigo se volta para argumentar em torno da hipótese de que a gestão do atual prefeito, o Capitão Nelson (hoje no Partido Liberal), pode ser pensada como um caso de bolsonarismo que tende a vingar, ao menos até 2024 (ano do próximo pleito municipal). No texto, considero o bolsonarismo como um conjunto de valores, propostas, ideologias conservadoras que assumem um modus operandi autoritário, que levaram Jair Messias Bolsonaro ao poder, onde este agente centraliza atenções, todavia, o fenômeno vai além da figura dele, inclusive no aspecto temporal[2].

Nas credenciais do Capitão Nelson, verificamos a sua identificação com a patente adquirida na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, apesar de hoje ele se encontrar aposentado da corporação. Na maior parte da sua carreira, serviu ao Batalhão da PM de São Gonçalo, cidade que ele vive há quase seis décadas. Na vida partidária, afirma se identificar com Deus e São Gonçalo, além de defender a volta da disciplina Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e o canto do hino nacional antes das aulas. Elegeu-se com foco especial na área de segurança pública e vem estreitando parcerias com o governo do estado, através da Operação São Gonçalo Presente (desde janeiro de 2020). Diariamente, mais de 150 agentes de segurança pública patrulham as ruas da cidade. Ainda Deputado Estadual, o Capitão dedicou esforços para articular esta parceria com o município.

São Gonçalo tem mais de 33 bairros com barricadas e é a segunda cidade mais populosa do estado, com quase um milhão e cem mil habitantes. Nas pesquisas que fiz, conversando com moradores, lideranças, com alunos da instituição que dou aula e tecendo minhas observações semanais, sobre a política educacional na Câmara Municipal, concluo que este governo está em sintonia com valores, demandas e aspectos culturais contundentes da cidade.

O segundo turno da eleição municipal, em 2020, polarizou de forma exatamente igual às eleições presidenciais de 2018 (bolsonarismo x PT). O Capitão Nelson (na ocasião no Partido Avante) enfrentou e venceu o candidato petista Dimas Gadelha (médico sanitarista e ex secretário de saúde municipal), por uma margem estreita, 189.179 (50,79%) contra 183.811 (49,21%). Assim como na eleição nacional, um capitão ganhou de um petista.

Dimas estava à frente de Nelson, com uma margem considerável, no primeiro turno, garantindo 117.346 votos (31,36%). O candidato do Avante conseguiu 85.399 votos (22,82%). O terceiro e quarto colocados tiveram os seguintes desempenhos: Dejorge Patricio (dos Republicanos e Ex Deputado Federal) alcançou 84.664 votos (22,62%) e Ricardo Pericar (PSL e também Deputado Federal) obteve 34.536 votos (9,23%).

Dimas angariou um crescimento de 56,64 % (66.465 votos) do início da eleição até o término e retirou votos conservadores na virada dos turnos. Porém, se chocou com a condensação dos votos mais à direita, amplamente destinados ao Capitão Nelson. No primeiro turno, estes votos se pulverizaram entre outros três postulantes competitivos; um do partido Republicanos, afiliação historicamente com base na Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e um candidato do PSL, mesma sigla de Bolsonaro, em 2018. Candidatos à prefeitura, do pólo progressista, fora do PT, não chegaram a marcar 5% no total.

O fator Bolsonaro pode ter pesado a favor de Nelson, considerando que ele foi um dos listados na relação de candidatos que o presidente revelou o apoio, no segundo turno naquele ano. Resgatando também os números, do segundo turno, das eleições de 2018, houve nítida transferência de votos, uma vez que Bolsonaro venceu Haddad em todas as sessões da cidade, cravando 67,35% (307.577) de votos válidos, contra 32,65% (149.075).

Contudo, é necessário olhar para o somatório dos votos dos candidatos conservadores, já no primeiro turno (de 2020), que totalizavam 204.599 votos. O que revelava uma vitória do bolsonarismo, como um todo. Assim, apesar de Dimas ter galgado a primeira colocação e se credenciado ao segundo turno, nem ele, nem à esquerda levaram plenamente o primeiro turno.

Os votos inválidos foram altos também. No primeiro turno, marcaram 197.709 (29,78%) de abstenções, 29.566 (6,34%) de brancos e 62.345 (13,38%) de nulos. No segundo turno, a abstenção foi de 223.352 (33,65%), 18.179 (4,13%) de votos brancos e 48.722 (11,07%) de votos nulos.

Apesar do crescimento interessante de Dimas, a arrancada de Nelson foi na ordem de 121,52% (103.780). Vale destacar que o Capitão, venceu figuras públicas expressivas, do mesmo campo ideológico, embora ele também já fosse conhecido em São Gonçalo[3] (Tendo na ocupado na vida pública os cargos de vereador e Deputado Estadual).

Tais dados permitem levantar algumas hipóteses, a primeira é que há espaço ainda para uma candidatura de esquerda forte, se considerarmos que a próxima eleição será sucedida pela presidencial, prevista para 2022. Elementos novos podem entrar na conjuntura, como uma possível vitória de Lula. O fator Lula, por sua vez, não garante a transferência imediata de votos para algum candidato petista. O bolsonarismo pode estar mais enfraquecido, pós 2022, e o Capitão Nelson perde um braço político considerável. Vale ressaltar que as eleições municipais têm características particulares, frente às nacionais.

Por sua vez, levantarei argumentos que me levam a entender que independentemente da reeleição ou apoio direto de Bolsonaro, a realidade municipal de São Gonçalo tem uma dinâmica própria, onde dimensões do bolsonarismo tendem a prosperar nos próximos anos, tornando a candidatura de Capitão Nelson muito concreta. Outro concorrente conservador deve ter dificuldade, como o fato de estar fora da máquina pública.

Tomo a análise de outros acontecimentos da Câmara Municipal para sustentar a tese de que há, na sociedade civil são gonçalense, aspectos de legitimação de perspectivas autoritárias e de uma dimensão antipolítica.

A antipolítica não deixa de favorecer a direita, como expressam os números da eleição de 2020, quando apesar da elevada abstenção, este pólo ganhou no final. O conjunto do autoritarismo do bolsonarismo está sendo tratado aqui como antipolítica também.

Outra dimensão deste fenômeno se apresenta na Câmara, sobretudo, em pronunciamentos engajados com a pauta dos costumes e da tradição. 24 vereadores corroboram com pautas religiosas (direta ou indiretamente), endossam o bolsonarismo (nacional ou municipal) e de uma forma geral veem a educação pelo prisma conservador. Apenas 3 parlamentares compõem a atuante bancada de oposição, sendo um do Psol - Prof. Josemar, outro do PCdoB – Romário Régis e uma do PT, Priscilla Canedo (a única vereadora). Há outro vereador petista Pablo da Água, mas este não é alinhado com a bancada de oposição, sendo mais um caso curioso da realidade política local.

O retrato da Câmara é de grande fragmentação partidária, mas com unidade ideológica em torno do Capitão Nelson e do bolsonarismo. Situam-se neste campo: o PMB, Republicanos, MDB, Cidadania, PSD, Avante, PP, Solidariedade, PV, PRTB, PSL, PSC e PL.

É necessário olhar qualitativamente a polarização local, expressa na Câmara; quando uma análise das últimas eleições parlamentares indicam que o vereador mais votado foi o pastor dos Republicanos (Claudinei Siqueira), com 6.432 votos. Em segundo lugar ficou o prof. Josemar (4.995). Neste espaço uma clivagem ideológica se desenhou no ranking do desempenho político, tendo a frente um partido da Iurd e o Psol. O conservadorismo da Câmara foi configurado através da figura de um pastor, já o parlamentar de esquerda é professor, assim como o candidato Fernando Haddad (de 2018).

Aura de militarização da Câmara pode ser notada, através da quantidade semanal de homenageados com a medalha Joaquim Lavoura. Até 21 de outubro de 2021, de acordo com dados da assessoria de uma dos parlamentares, vinte e quatro pessoas foram homenageadas, pelo sistema interno da Câmara, sendo que nem todas as condecorações já foram entregues em alguma sessão. Traçando um pouco mais os perfis, constam na lista o Governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), o vereador da capital fluminense Gabriel Monteiro (ex Policial Militar), o vereador Piero Cabral, o filho do prefeito – Douglas Ruas – que ocupa o cargo de secretário municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais, e o próprio prefeito Capitão Nelson.

Na área da educação e cultura, por exemplo, as homenagens foram para António Montenegro - CEO da Lusofona Brasil, Paulo Guarany - Maestro da Orquestra de São Gonçalo e também pai do Vereador Felipe Guarany. Outros quatorze homenageados são pessoas da área de segurança pública, entre eles Policiais Militares, Bombeiros, Agentes penitenciários.

Resgatando outros aspectos da dimensão militarizada. Nos trabalhos legislativos de 23 de novembro, o primeiro dia útil da casa, após a chacina do Salgueiro. Foram notórios discursos que questionaram o que as pessoas assassinadas estavam fazendo nos entornos do confronto, assim como houve uma inclinação significativa de solidariedade ao sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, que faleceu um dia antes, na mesma região. A problematização sobre a violência rotineira foi destacada também, quando alguns parlamentares, de diferentes partidos, comentaram, na tribuna, que ninguém ganha com essas mortes[4].

Desenvolvendo mais pesquisas, através de consultas à sociedade civil, verifico que os respectivos elementos acima de vinculação de parentescos e a vida pública, por exemplo, não são alvo de grandes espantos da população.

Indaguei algumas pessoas sobre o que achavam da atual gestão de Nelson, se havia percepção de melhoria na cidade, se destacariam algo sobre a política de segurança pública e a educação.

Muitas respostas indicaram que diante de gestões anteriores, que deixaram muito a desejar, o atual governo vem apresentando resultados (nos primeiros dez meses); seja nas reformas estruturais - como nas ruas (asfaltando, limpando mais sistematicamente e iluminando as vias), estabelecendo conversas com comerciantes- como a chegada de uma grande rede de supermercado, lojas de varejo. Um morador local interpelado argumentou que é cultural do morador são gonçalense interagir (de um modo ou outro) com pessoas que ocupam espaços de poder, vislumbrando tecer articulações.

Ao que parece, às ações do prefeito só corroboram com um tipo de cultura vigente e legitimada. Destaco que nenhuma crítica foi apontada à gestão, na perspectiva de não reconhecer ao menos algum ponto positivo deste governo. Há também previsão de inaugurar um novo batalhão da PM, assim como abrir uma escola cívico militar, outros pontos que parecem convergir com a dinâmica bolsonarista, que por hora paira no município. Após os cem primeiros dias de governo, em abril de 2021, o Capitão Nelson concedeu uma entrevista a um veículo de comunicação regional fazendo um balanço do mandato, neste material é possível entender mais do que já foi feito[5].

Na educação, a categoria organizada tece diversas críticas por motivos dos mais amplos, como não cumprimento de um Termo de Ajuste de Conduta de 2018, que trata da defasagem salarial. A convocação de novos educadores concursados, o não diálogo com a categoria, no que se refere à política educacional, na pandemia e etc são pontos de crítica. Esta voz aparenta ser um pólo político onde o governo possui resistência.

Embora a política de vacinação na cidade deixe a desejar, isto sequer foi apontado, em nenhuma resposta que obtive. Dados de uma pesquisa de setembro, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) revelam que São Gonçalo não chegou a 60% da população vacinada com a primeira dose[6].

Além destes aspectos culturais que revelam uma simbiose considerável entre o governo e a população, há que se destacar que o prefeito Capitão Nelson está alinhado com o cinturão político, que vem se fortalecendo, em torno do Partido Liberal[7], que já contava com dois senadores filiados (Romário e Carlos Portinho), além disso, soma-se o apoio de Flávio Bolsonaro (que acabou de sair do Partido Patriota) e o governador. Esta frente configura praticamente 50% dos prefeitos do estado (que tem 92 municípios). Cláudio Castro terá muitos palanques para decolar na campanha visando à reeleição. Apensar de ainda desconhecido por grande parte da população fluminense, deve ter um desempenho forte e já aparece em segundo lugar nas intenções de voto.

O xadrez político eleitoral de 2024 deve envolver o ano de 2022 e São Gonçalo tem um papel estratégico, como segundo maior colégio eleitoral estadual. Em outubro deste ano, verificou-se que Dimas sinalizou sua ida ao PDT, para se aliar ao ex-prefeito de Niterói – Rodrigo Neves, também ex petista e hoje no partido que herda o legado brizolista no RJ. Neves é pré-candidato a governador. Vai disputar o mesmo eleitorado de Marcelo Freixo (ex-Deputado Estadual pelo Psol e atual Deputado Federal pelo PSB). Freixo deve contar com apoio de Lula, na corrida para o Palácio Guanabara e atualmente lidera a briga[8].

No atual momento, a disputa local parece estar mais atrelada aos limites estaduais (o que inclui as movimentações das bancadas legislativas em Brasília) do que necessariamente coladas ao presidente Bolsonaro. Embora, não seja possível notar nenhum sinal de que o Capitão Nelson, nem o próprio governador tenham descartado alianças com o presidente da república. Vale-se frisar que ainda em novembro de 2021, o desembarque do presidente no PL finalmente se consolidou. Altineu Cortês (Deputado Federal) vem sendo um dos grandes articuladores, nos bastidores, em torno deste grande campo dos liberais, em terras fluminenses.

Dificilmente haverá espaço para uma candidatura tão outsider quanto a de Wilson Witzel (PSC) que ganhou a atípica eleição de 2018, na onda bolsonarista, apesar de ser absolutamente desconhecido pela maioria da população. Logo depois ele rompeu com o presidente. O mesmo surpreendente vendaval que o levou ao poder, também o tirou, quando foi impichado sem qualquer resistência (por unanimidade na Alerj).

Diante da sua forte hegemonia na Câmara (onde os Projetos de Lei do executivo chegaram a ganhar pelo placar de 24 x 3), perante a aproximação com o governador, com senadores, deputados, outros prefeitos e com o presidente, o Capitão Nelson torna-se um candidato altamente gabaritado para fazer a sua sucessão na prefeitura e de forma discreta, consolidar uma linha política bolsonarista, focada na segurança pública, em princípios conservadores, como nos desdobramentos das propostas educacionais. Uma diferença dele com o presidente é que o seu governo para ter mais solidez política (internamente) e ele provoca menos ruídos que chamam atenção para si, de forma negativa. Vale comentar, todavia, que em meados de novembro, um dos parlamentares da base aliada, o também ex-policial militar Glauber Poubel, anunciou a saída da base do governo, apresentando um dos primeiros rachas internos[9].           

Fecho minha síntese apresentando a constatação de que um prefeito e um município com estas características, merece atenção analítica especial, pois parece ser um tipo de bolsonarismo que ainda deve perdurar. Vale considerar que o próprio filho do prefeito é vereador, outra coincidência com o clã Bolsonaro.

O conservadorismo bolsonarista local se expressa pela partilha de valores com parte da sociedade civil, mas também ora pela via militar, ora pela via religiosa, sem falar da falta de diálogo com categorias que não detém hegemonia (como os educadores) ou até pelo discurso e ações de ódio à esquerda ou às pautas de gênero. Tanto a prefeitura, quanto o poder legislativo expressam esses fenômenos.

Relações explicativas causais ainda demandam mais análises. Hipóteses vão desde a falta de informação sobre a vida política local até a hegemonia deste campo frente às características da sociabilidade desta cidade da região metropolitana do Rio (ponto de vista que tendo a defender mais).

Um dado que complexifica a análise é que em 2014, Dilma venceu Aécio, no segundo turno, em São Gonçalo, por 68,03% (309.635) contra 31,97% (145.395). Isto demonstra que no intervalo 2014-2018, o eleitorado migrou de preferência. Se olharmos os dados do Tribunal Superior Eleitoral, de 2018, os percentuais de votação são parecidos, mudando o espectro ideológico.

Penso que isso se justifique pelo fator específico das eleições de 2018, o que coloca uma grande interrogação, na cidade, sobre como será a votação em 2022, diante de todo cenário de crise econômica e desgaste da figura de Bolsonaro em si. Este parece tender a sair enfraquecido, o que mudará a correlação local com o governo federal, porém os dados recentes e à articulação no estado, me permitem apontar que o processo local falará mais alto. Logo, devemos olhar para 2024 (tendo a eleição como um marco temporal, mas que deve ser lido pelas manifestações da sociedade civil). Todavia, até lá o bolsonarismo, aqui descrito, parece ter bases sociais que o assegura, ao menos neste tempo de média duração.

Rafael Bastos Costa de Oliveira
Professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
Membro do Laboratório de Políticas Públicas (LPP Uerj)
Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Petrópolis

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[1] Ver mais em: https://g1.globo.com/globonews/jornal-das-dez/video/500-moradores-do-salgueiro-nao-fizeram-enem-por-causa-de-tiroteio-44-tiros-foram-disparados-10071382.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_term=gnews Acesso em 25 de novembro de 2021.
[2] Formulações de REIS, Daniel Arão. Notas para a compreensão do bolsonarismo. Estudos Ibero-Americanos, Porto Alegre, v. 46, n. 1, p. 1-11, jan.-abr. 2020; e BOITTO JR, Armando. Por que caracterizar o bolsonarismo como neofascismo. Crítica Marxista, n.50, p.111-119, 2020. ajudam a elucidar o debate.
[3] Algo curioso da carreira dele de Policial Militar é que chegou a cuidar da vigilância da Juíza Patrícia Acioli, em 2002.
[4] Ver: https://www.youtube.com/watch?v=7InxTMTcxFo . Acesso em 25 de novembro de 2021.
[5] Ver mais detalhes em: https://odia.ig.com.br/sao-goncalo/2021/04/6124116-capitao-nelson-faz-balanco-dos-100-dias-de-governo-em-sao-goncalo.html . Acesso em 24 de novembro de 2021.
[6] Ver mais em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/10/04/rj-tem-7-cidades-entre-as-10-com-menor-cobertura-vacinal-nas-regioes-metropolitanas-de-sul-e-sudeste.ghtml Acesso em 28 de outubro de 2021.
[7] Atualmente terceiro maior partido da Câmara dos Deputados, com 43 parlamentares, podendo atingir o índice de 60, o que o tornaria o maior do Congresso Nacional. Ministros do governo Bolsonaro também podem aderir à sigla. Ver mais em: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-se-filia-ao-pl-com-aceno-a-politica-e-esboco-de-alianca-por-2022,70003912943?utm_source=estadao:app&utm_medium=noticia:compartilhamento . Acesso em 30 de novembro de 2021.
[8] Pesquisas do Real Time Big Data, de outubro de 2021.
[9] Uma coincidente constatação que não poderia passar desapercebida é que no dia de 24 de novembro, um tema veio à tona, no legislativo. Um dos vereadores mais experientes, Jorge Mariola, lembrou que já avistou pessoas armadas, no interior da Câmara. Ele reivindicou a celeridade da tramitação de um Projeto de Lei, de sua autoria, que proíbe o porte de pessoas não autorizadas, para evitar situações indesejáveis.



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